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terça-feira, agosto 8

Sanguessugas usaram inclusão digital, diz FSP

Segunda-feira, 19 de junho de 2006 - 10h56

SÃO PAULO – Documentos publicados pelo jornal Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira (19), agravam as denúncias de que a Planam, empresa envolvida no escândalo dos sanguessugas, geriu recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia para a compra de ônibus usados pelo programa de inclusão digital.

O esquema dos sanguessugas ganhou notoriedade quando a Polícia Federal prendeu diretores da empresa Planam acusados de vender ambulâncias superfaturadas para o Ministério da Saúde.

O esquema existia desde 2001 e contava com a colaboração de deputados federais, que faziam emendas ao orçamento da União pedindo a compra de ambulâncias para seus Estados via Planam.

Em maio, o Minitério Público alertou para o fato de a Planam também ter vendido ônibus para o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Os ônibus foram transformados em telecentros móveis para o programa de inclusão digital da pasta, que leva o acesso à internet a pontos isolados do País.

Documentos publicados pela Folha mostram que ao menos 20 deputados enviaram ofícios ao MCT pedindo a liberação de recursos para a Planam comprar ônibus.

A Planam disse ao jornal que só se manifestará sobre o assunto após periciar os documentos publicados.

O Ministério Público Federal (MPF) anunciou que vai incluir em suas investigações também os contratos entre Planam e MCT. Atualmente, o MPF e a Polícia Federal investigam contratos da Planam com o Ministério da Saúde.

Uma ex-funcionária da Planam acusou 81 parlamentares de envolvimento no esquema. Desde que as primeiras denúncias surgiram, o MCT suspendeu todos os contratos com a Planam.
[fonte: http://info.abril.com.br/aberto/
infonews/062006/19062006-2.shl]