Faced contribui para inclusão digital em Irecê - UFBa
blog de pesquisa sobre a inclusão digital
Um laboratório móvel de informática será montado em plena Estação de Transbordo do Iguatemi, neste sábado (09). A iniciativa é das Organizações Não Governamentais (ONGs) Comitê para Democratização da Informática (CDI) e Cooperação para o Desenvolvimento e Morada Humana (CDM), com o apoio da Coelba, do Grupo Neoenergia. As pessoas que transitarem na Estação, durante o sábado, poderão utilizar, gratuitamente, computadores com acesso à Internet. O objetivo é comemorar a Semana de Inclusão Digital, no período de 07 a 16 de abril. Este será um dos eventos programados para marcar a Semana. A Coelba também vai comemorar com a formatura de 60 alunos que participaram do projeto Inclusão Digital, desenvolvido pela empresa no Bairro da Paz. A Coelba promove, gratuitamente, um curso básico de computação no laboratório de informática fixo montado no Conselho de Moradores do Bairro da Paz. A cerimônia de formatura ocorrerá no próximo dia 15, pela manhã, na sede do Conselho. O Projeto Inclusão Digital no Bairro da Paz está inserido no programa de responsabilidade social da empresa, “Energia para Crescer”, e é resultado da parceria com o Conselho de Moradores da comunidade e as ONGs CDM e CDI. O laboratório de informática foi montado em uma sala do Conselho de Moradores, com seis computadores e uma impressora. São ministradas aulas dos programas básicos de informática, além de acesso à Internet. Fora do horário do curso, os computadores serão disponibilizados para uso da comunidade. A previsão é a capacitação de 600 pessoas, anualmente. A seleção dos alunos é de responsabilidade dos líderes comunitários. A prioridade é para as pessoas em idade produtiva avançada, com o objetivo de ajudá-los na inserção no mercado de trabalho. A CDM foi incumbida de criar oportunidades de emprego para os alunos aprovados no curso. O projeto visa também apoiar a comunidade no cumprimento do pagamento das faturas de energia elétrica. O Bairro da Paz é uma grande comunidade carente, são cerca de 40 mil pessoas vivendo em meio a várias deficiências. Por isso voltamos a nossa atenção para esta população, disse André Gondim, gerente do Departamento de Comunicação Institucional da Coelba.
[fonte: http://www.coelba.com.br/aplicacoes/menu_secundario/sala_imprensa/prre_set.asp?cod=1176&c=138]
IDG Now!

O Orçamento Cidadão está disponível na Internet
Mauro Oliveira*
O que levaria um governo, nariz empinado, esperança de um novo tempo, a ter a ousadia de convocar a inteligência nacional para definir um modelo de TV digital que atendesse aos interesses sociais e econômicos do país para depois jogar todo o esforço pelo ralo sem mais (nem menos) justificativas?
O Brasil estaria muito próximo de definir-se por um padrão, a ser adotado de forma integral, desprezando o esforço acadêmico e a competência científica nacionais. Fala-se que, em 10 de março, o presidente Lula anunciará a escolha integral de um dos padrões internacionais para a TV digital brasileira, em detrimento de um modelo híbrido, o único que contemplaria os interesses da nação.
Os tucanos deixaram aos petistas a decisão sobre o futuro da TV digital brasileira. No lugar da simples escolha de um dos padrões existentes (americano, europeu e japonês), o atual governo teve a visão de instituir o SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital), um consórcio de pesquisa comissionado para o estudo e desenvolvimento de um modelo que atendesse aos interesses sociais, tecnológicos, culturais e econômicos da nação.
O interesse social estaria contemplado por um modelo que privilegiasse a interatividade, permitindo o uso de serviços digitais, possivelmente a Internet, promovendo ação efetiva de inclusão digital sem precedentes. O econômico vai desde a independência de um padrão e seus royalties associados à possibilidade de um modelo exportável de TV digital interativa, capaz de interessar grandes mercados emergentes com condições geográfico-sociais semelhantes às do Brasil. O tecnológico estaria na valorização da competência nacional, dando-lhe chance de se consolidar, por exemplo, no campo do software (midlleware e aplicativos). E o cultural no estímulo à produção de conteúdo pela criação de um mercado próprio.
Como dizem os professores Luiz Fernando Gomes Soares, da PUC-Rio, e Guido Lemos, da UFPB, em carta endereçada aos ministros responsáveis pela definição: “enganam-se aqueles que pensam que a adoção de um padrão estrangeiro não afetará a produção de conteúdos”.
Ao conduzirmos o SBTVD, durante quinze meses, adotamos a estratégia de manter aberto um amplo leque de alternativas, mesmo a de que o modelo brasileiro de TV digital viesse a convergir para uma das tecnologias já consolidadas, se tal atendesse aos nossos interesses. O que jamais contemplamos foi a possibilidade de adotar de forma dependente e subalterna a integralidade de qualquer desses padrões. Preservar um espaço para a contribuição tecnológica nacional e para, quando menos, a adaptação da tecnologia aos nossos interesses e necessidades, sempre foi tido como um parti pris lógico irrevogável.
O SBTVD, ao contrário do Sivam, decidido à revelia da inteligência nacional, é um sucesso de planejamento e implementação que seduziu a academia de Norte a Sul do país de Monteiro Lobato. Foram envolvidos mais de 1.500 pesquisadores e 80 instituições de pesquisa e desenvolvimento que laboraram por uma solução para a TV digital brasileira, sem xenofobia, mas com competência, orgulho e soberania.
Tal solução poderia envolver os sub-padrões internacionais estabelecidos, o que é próprio da tecnologia globalizada, a exemplo do que ocorre com os aviões da Embraer que se valem de turbinas, parafusos e o que mais seja preciso, fabricados alhures, sem que percam sua decisiva nacionalização. No mundo contemporâneo, o mercado das comunicações é tão ou mais importante do que o da aviação, assim como é o da tecnologia da informação e da comunicação.
O advento da TV digital é o que se chama de uma janela de oportunidade. Na lógica da sociedade do conhecimento, tão ou mais importante que o produto é a competência tecnológica que se adquire ao desenvolvê-lo. Podemos aqui repetir histórias de sucesso como as da Embraer, Petrobras e Embrapa, ou repetir erros crassos do passado, como quando sob altas pressões, baixos golpes e pesados lobbies internacionais adquirimos o Sivam que nossos técnicos e cientistas poderiam ter desenvolvido.
Que pressões e lobbies, todavia mais surdos, agora nos acometem? Que interesses impedem o governo de promover um amplo debate na sociedade, em assunto que diz tão de perto à vida de tantos? Que pressa o açoda, quando nenhum fato novo nos pressiona?
O seu Zé do açougue, a dona Maria da bodega e o seu Raimundo vigia podem não entender muito de tecnologia, política etc. Mas que ninguém duvide! Seu Zé, dona Maria e seu Raimundo, da mesma origem humilde de nosso presidente, que entendem muito bem a importância de uma Petrobrás, de uma Embraer, de uma Embrapa, entenderão o ralo ao qual poderá ser jogada uma oportunidade histórica, caso o governo Lula decida pela adoção integral de um dos padrões internacionais de TV Digital.
Já que os políticos ou não têm conhecimento de causa ou por ela não demonstraram o interesse devido, espera-se da academia, esta que apesar de prestigiada no SBTVD manteve-se calada até agora, exceto em raros momentos, soltar logo os “cachorros” para que não nos exponhamos, em 10 de março próximo ou em qualquer outra data, à advertência do poeta: “se foi pra desfazer por que é que fez?”
*Doutor em informática, ex-secretário nacional de Telecomunicações (até setembro/2006).
Publicado em 06/03/2006, simultaneamente no Ibase.br, NovaE e parceiros.
16/05/2005

NAS MÃOS DE TODOS - Mais de um terço dos brasileiros, de todas as classes sociais, já possui celular, uma porta de entrada para serviços
Diretor do Conip, congresso que se realiza esta semana em SP, defende que governo e população interajam via telefone
Renata Mesquita
O governo federal defende que para promover a inclusão digital é necessário colocar um PC em cada residência brasileira. Mas há quem acredite existir uma maneira mais prática e eficiente de facilitar o acesso da população à tecnologia: o telefone celular.
Vagner Diniz, diretor do Congresso de Informática Pública (Conip), é um entusiasta desse novo conceito de Mgov – a sigla em inglês significa Mobile Government, ou Governo Móvel, e se refere à oferta de informações e serviços pelo governo em equipamentos portáteis como celulares e computadores de mão.
“Vai acontecer e é inevitável”, decreta Diniz. “O governo deve descobrir esse canal de comunicação com o cidadão. É só perceber que tem muito mais celular do que computador na mão das pessoas.”
A tese do executivo tem base em número oficiais. Existem hoje 68,63 milhões de celulares em uso no País. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 37,47% dos brasileiros possuem celular. Esses números ainda não incluem os aparelhos adquiridos nos meses de abril e maio.
“Enquanto isso, temos por aí uns 15 milhões de computadores, e a maioria está nos escritórios. O acesso da população a eles ainda é muito limitado”, afirma Diniz.
Por apostarem no crescimento desse mercado, o Conip e o Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), órgão ligado à USP, ao Sebrae-SP e ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), anunciarão nessa semana um edital para apoiar empresas interessadas em criar soluções de Mgov – tanto para uso da iniciativa privada quanto pelos órgãos do governo.
Já existem algumas aplicações públicas para celulares em funcionamento. Os moradores de Curitiba interessados em comprar um carro usado, por exemplo, recebem no aparelho a ficha completa do veículo. O Detran do Paraná informa se o automóvel é roubado, está irregular e se o antigo proprietário pagou o IPVA. Basta ligar para um número do tipo 0800.
“O poder de interação de um celular é tremendo, é 5 vezes maior do que o de um PC. Nele, o governo pode tanto enviar informações como prestar serviços de mão dupla, como esse do Detran, ou emitir contas, controlar o transporte urbano, dizer para o usuário que está no ponto quando o ônibus vai chegar”, segue Diniz.
“É muito mais fácil para um trabalhador informal ter um celular do que um computador. Não estou defendendo a substituição do PC pelo telefone móvel, mas o governo deveria considerar a capilaridade do celular. Com ele, é mais fácil alcançar esse cidadão que está na informalidade. E, o que é melhor, onde ele estiver”, conclui.
A cidade de São Paulo deve ganhar serviços desse tipo em breve. Segundo Arnaldo Machado, diretor da Companhia de Processamento de Dados do Município (Prodam), os organizadores do programa Renda Mínima já estudam o uso de aplicações móveis para o cadastramento da população beneficiada. E há um outro sistema, para o controle dos caminhões de lixo, que já está em uso.
[fonte: http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=3675]