blog de pesquisa sobre a inclusão digital

segunda-feira, março 27

Faced contribui para inclusão digital em Irecê - UFBa

Resultado de projetos desenvolvidos pela Faculdade de Educação da UFBA (Faced), foram inaugurados, na última sexta-feira (24), em Irecê, - Biblioteca Hermenito Dourado, o Ponto de Cultura Ciberparque Anísio Teixeira e o espaço dos Tabuleiros Digitais. A inauguração foi logo após a audiência pública que a UFBA promoveu no município para discutir a implantação do campus Milton Santos. A Editora da Universidade Federal da Bahia doou livros para o acervo da nova biblioteca que, assim como os outros projetos, serão de usufruto dos alunos da UFBA e de membros da comunidade. O parque de cultura pretende ampliar o acesso aos meios de produção e formação cultural no município, possibilitando a produção de vídeo e cd´s, além do acesso à Radio Web e realização de oficinas, dentre outras atividades. O espaço dos Tabuleiros Digitais funcionará, inicialmente, com 20 computadores, como contribuição para a inclusão digital da comunidade de Irecê. As instalações foram feitas no Espaço UFBA, local onde já funciona o curso de Pedagogia.
[fonte: UFBa em Pauta, 28/03/2006]

sexta-feira, março 24

Coelba participa da Semana de Inclusão Digital - Coelba

Um laboratório móvel de informática será montado em plena Estação de Transbordo do Iguatemi, neste sábado (09). A iniciativa é das Organizações Não Governamentais (ONGs) Comitê para Democratização da Informática (CDI) e Cooperação para o Desenvolvimento e Morada Humana (CDM), com o apoio da Coelba, do Grupo Neoenergia. As pessoas que transitarem na Estação, durante o sábado, poderão utilizar, gratuitamente, computadores com acesso à Internet. O objetivo é comemorar a Semana de Inclusão Digital, no período de 07 a 16 de abril. Este será um dos eventos programados para marcar a Semana. A Coelba também vai comemorar com a formatura de 60 alunos que participaram do projeto Inclusão Digital, desenvolvido pela empresa no Bairro da Paz. A Coelba promove, gratuitamente, um curso básico de computação no laboratório de informática fixo montado no Conselho de Moradores do Bairro da Paz. A cerimônia de formatura ocorrerá no próximo dia 15, pela manhã, na sede do Conselho. O Projeto Inclusão Digital no Bairro da Paz está inserido no programa de responsabilidade social da empresa, “Energia para Crescer”, e é resultado da parceria com o Conselho de Moradores da comunidade e as ONGs CDM e CDI. O laboratório de informática foi montado em uma sala do Conselho de Moradores, com seis computadores e uma impressora. São ministradas aulas dos programas básicos de informática, além de acesso à Internet. Fora do horário do curso, os computadores serão disponibilizados para uso da comunidade. A previsão é a capacitação de 600 pessoas, anualmente. A seleção dos alunos é de responsabilidade dos líderes comunitários. A prioridade é para as pessoas em idade produtiva avançada, com o objetivo de ajudá-los na inserção no mercado de trabalho. A CDM foi incumbida de criar oportunidades de emprego para os alunos aprovados no curso. O projeto visa também apoiar a comunidade no cumprimento do pagamento das faturas de energia elétrica. O Bairro da Paz é uma grande comunidade carente, são cerca de 40 mil pessoas vivendo em meio a várias deficiências. Por isso voltamos a nossa atenção para esta população, disse André Gondim, gerente do Departamento de Comunicação Institucional da Coelba.
[fonte: http://www.coelba.com.br/aplicacoes/menu_secundario/sala_imprensa/prre_set.asp?cod=1176&c=138]

Projeto da Coelba incentiva a Inclusão Digital no Bairro da Paz - Coelba

A Coelba, do Grupo Neoenergia, vai comemorar a Semana de Inclusão Digital com a formatura de 60 alunos que participaram do projeto Inclusão Digital, desenvolvido pela empresa no Bairro da Paz. A Coelba promove, gratuitamente, um curso básico de computação no laboratório de informática fixo montado no Conselho de Moradores do Bairro da Paz. A cerimônia de formatura ocorrerá nesta sexta-feira, às 11h, na sede do Conselho. O Projeto Inclusão Digital no Bairro da Paz está inserido no programa de responsabilidade social da empresa, “Energia para Crescer”, e é resultado da parceria com o Conselho de Moradores da comunidade e as ONGs Comitê para Democratização da Informática (CDI) e Cooperação para o Desenvolvimento e Morada Humana (CDM). O laboratório de informática foi montado em uma sala do Conselho de Moradores, com seis computadores e uma impressora. São ministradas aulas dos programas básicos de informática, além de acesso à Internet. Fora do horário do curso, os computadores serão disponibilizados para uso da comunidade. A previsão é a capacitação de 600 pessoas, anualmente. A seleção dos alunos é de responsabilidade dos líderes comunitários. A prioridade é para as pessoas em idade produtiva avançada, com o objetivo de ajudá-los na inserção no mercado de trabalho. A CDM foi incumbida de criar oportunidades de emprego para os alunos aprovados no curso. O projeto visa também apoiar a comunidade no cumprimento do pagamento das faturas de energia elétrica. O Bairro da Paz é uma grande comunidade carente, são cerca de 40 mil pessoas vivendo em meio a várias deficiências. Por isso voltamos a nossa atenção para esta população, disse André Gondim, gerente do Departamento de Comunicação Institucional da Coelba.

Dia da Inclusão Digital - CDI

No próximo dia 25, o Piedade comemora o dia da inclusão digital.

O Shopping Piedade, em parceria com o Comitê para Democratização da Informática – CDI, vai comemorar o Dia da Inclusão Digital, no próximo dia 25, das 9h às 20h, no seu 3o piso. Serão instalados dez computadores com acesso à Internet e instrutores da CDI estarão presentes para dar noções de informática gratuitamente ao público. Além disso, vão disponibilizar serviços como criação de conta e verificação de e-mails, elaboração e impressão de currículos, impressão de 2ª via de contas (água, luz, telefone), verificação de pagamentos e cadastros (INSS, CPF, CNPJ) e acesso a sites educativos e de serviços públicos.
O objetivo é evidenciar a importância da inclusão digital, mostrando como o uso social das tecnologias vem transformando as vidas dos alunos do CDI e de suas comunidades, além de atrair voluntários e parceiros para a instituição. Pela primeira vez o Dia da Inclusão Digital, promovido há seis anos em vários pontos do Brasil e no exterior, será comemorado no Piedade e tem como tema “O acesso às tecnologias transformando vidas e comunidades".
“Nós procuramos o Shopping Piedade para firmar esta parceria porque há uma grande circulação de pessoas no local. E queremos cada vez mais disseminar o uso social da Internet com a população de baixa renda”, afirma a coordenadora executiva do CDI, Dora Miranda. Ela destaca ainda que o Comitê lançou o Dia da Inclusão Digital para chamar a atenção de como “vivemos em um país de analfabetos digitais onde apenas 15% das pessoas têm acesso às novas tecnologias”.

Sobre o Dia da Inclusão Digital

O Dia da Inclusão Digital foi lançado pelo CDI em 2001, com a participação das 18 cidades brasileiras que na época, contavam com um comitê regional da organização. Desde o início, o objetivo do evento sempre foi muito mais do que apresentar a Internet àqueles que ainda não tinham tido a chance de acessá-la. O CDI buscava chamar a atenção para a questão do abismo digital, que submetia significativas parcelas da população a uma dupla exclusão, digital e social.

Na Bahia, o Dia da Inclusão Digital começou a ser comemorado em 2002. No ano seguinte, o evento foi realizado na Bahia e em mais 15 estados brasileiros, além de outros quatro países (Argentina, Uruguai, México e Angola).

Sobre o CDI - Comitê para Democratização da Informática

Criado em 1995, o CDI foi a primeira ONG a defender a causa da inclusão digital no Brasil. Desde 2001, promove o Dia da Inclusão Digital, visando conscientizar e envolver a sociedade na luta contra a segregação econômica e social de populações menos favorecidas, sem acesso à tecnologia.

Sempre utilizando a informática como ferramenta para incentivar a construção e o exercício da cidadania, a organização já possui 10 anos de atividades, com quase 1000 EICs implantadas, em 19 estados brasileiros e mais 08 países. Na Bahia, o CDI já existe há 7 anos, possui 30 Escolas de Informática e Cidadania, em todo o estado, e já formou mais de 10.000 alunos.

segunda-feira, março 20

Design final de laptop de 100 dólares vaza na internet

IDG Now!
Fotos foram publicadas em blog de Martin Varsavsky, que se reuniu na sexta-feira (03/03) com Nicholas Negroponte no MIT.
A versão final do laptop de 100 dólares, desenvolvido por Nicholas Negroponte, ex-MIT e agora exclusivamente dedicado a sua ONG One Laptop per Child (Um Laptop por Criança), vazou na web.
As fotos foram publicados na página Flickr de Martin Varsavsky, um industrial argentino/espanhol.
Varsavsky, segundo nota em seu blog, esteve reunido com Negroponte no MIT na sexta-feira (03/03), quando este escolheu o design do notebook.Até agora, apenas protótipos do laptop de 100 dólares haviam sido divulgadas.
O Brasil é um dos países que vai colaborar na produção do laptop de 100 dólares. A iniciativa, no entanto, não será implementada antes de 2007, segundo o assessor especial do Presidente da República Cézar Avarez.

quarta-feira, março 15

Internos do Juliano Moreira terão capacitação tecnológica - SECTI

13/03/2006
A capacitação em informática dos usuários de saúde mental do Hospital Juliano Moreira é o mote do programa “Criamundo Digital” que está utilizando cinco computadores adquiridos através de um edital de Seleção Pública do Programa de Inclusão Digital (PID). A iniciativa tem como objetivo encarar o paciente como cidadão, possibilitando um tratamento mais humano, dinâmico e contextualizado com as novas tecnologias.
Segundo o diretor-geral do centro médico, Drº. Marcelo Veras, o Juliano Moreira vem caminhando em sintonia com os rumos da reforma psiquiátrica no país, oferecendo uma gama de atividades extra-hospitalares aos internos. “Estamos investindo no fomento a alternativas de atendimento aos portadores de transtorno mental e na eliminação progressiva do antigo modelo de internamento”.
O edital de Seleção Pública é uma iniciativa idealizada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), e está fornecendo 138 computadores para 23 entidades em todo o estado. As instituições contempladas com as máquinas manterão centros de inclusão digital que não seguem necessariamente aos moldes do Infocentros do Identidade Digital, porém sem abrir mão do apelo social. "Estamos proporcionando às entidades que não possuem condições de ter equipamentos a viabilização dos seus projetos”, informou a coordenadora geral do PID, Denise Bezerra.

Infocentros ampliam o acesso da população ao Orçamento Cidadão 2007 - SECTI

13/03/2006

O Orçamento Cidadão está disponível na Internet


Os 120 Infocentros do Programa Identidade Digital (PID), distribuídos em 58 municípios, estão ampliando o acesso da população baiana ao Orçamento Cidadão 2007, que foi lançado segunda-feira (13/03), no Infocentro do Projeto Viva Nordeste, em Salvador, com a presença do governador Paulo Souto. Através do Orçamento Cidadão, a população pode participar da elaboração da proposta orçamentária 2007, que define a destinação dos recursos públicos para o próximo exercício. Para otimizar o uso dessa ferramenta, monitores que trabalham nos Infocentros baianos foram capacitados para orientar o público, dando suporte no uso dos computadores. O Orçamento Cidadão é uma iniciativa da Secretaria de Planejamento (Seplan) e tem como objetivo aproximar os baianos do governo e viabilizar a transparência, a flexibilidade, a responsabilidade e a co-participação na priorização dos recursos, além de promover a cidadania da população baiana.
O Orçamento Cidadão também está disponibilizando condições facilitadas de acesso à internet em todo o Estado, através das agências do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), ligadas à Secretaria de Administração (Saeb), onde estão disponíveis computadores conectados à rede mundial de informações e funcionários preparados para oferecer orientação especializada. Além disso, a população conta com o call center da Ouvidoria Geral (0800 284 0011), no qual há uma equipe de atendentes treinados. As sugestões e solicitações poderão ser feitas pelo call center e através do website www.orcamentocidadao.ba.gov.br até 31 de março.
O lançamento do Orçamento Cidadão contou com as presenças dos secretários de Planejamento, Armando Avena, e do Trabalho e Ação Social, Eduardo Santos, além do diretor geral da Fundação de Amparo à Pesquisa, Alexandre Pauperio, e do chefe de gabinete da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, Emerson Casali.

Edital de Inclusão Digital distribui 138 computadores - SECTI

10/03/2006
Associações, fundações e organizações não-governamentais baianas que participaram do Edital para Seleção Pública de Projetos de Inclusão Digital já estão recebendo os microcomputadores para implantação de Centros de Inclusão Digital. A partir desta iniciativa, o Programa Identidade Digital está distribuindo 138 computadores para 23 entidades em todo o estado, com o intuito de combater a exclusão tecnológica e proporcionar o livre acesso à informática e à internet para a população baiana em estado de vulnerabilidade social.
As instituições contempladas com os microcomputadores manterão centros de inclusão digital que não seguem necessariamente aos moldes do Infocentros do Identidade Digital, porém sem abrir mão do apelo social. "Estamos proporcionando às entidades que não possuem condições de ter equipamentos a viabilização dos seus projetos”, informou a coordenadora executiva do Programa, Denise Bezerra. Entre os agraciados pelo edital estão Organizações Não Governamentais (ONG´s), instituições públicas e associações de bairro. “Um dos critérios adotados para a seleção foi o número de pessoas que seriam beneficiadas pelos projetos” afirmou.
Umas das instituições beneficiadas foi a CIPÓ Comunicação Interativa, uma organização não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 1999, em Salvador. A ONG funciona como um laboratório pedagógico, onde são criadas, testadas e sistematizadas metodologias inovadoras, que utilizam as tecnologias da comunicação para promover ações de educação e mobilização social. De acordo com a diretora pedagógica da CIPÓ, Elza Mattos, a instituição não trabalha simplesmente ensinando a usar o computador, mas também fazendo uso de uma metodologia interativa onde jovens e adultos aprendem a agir utilizando a informática, voltada para o aprendizado sobre as relações sociais e comunitárias. “O laboratório fica na nossa sede, na Pituba, mas atendemos também jovens de bairros periféricos como Fazenda Coutos, Nordeste de Amaralina, Plataforma, que nos procuram para se capacitar” afirma.
A re-inserção social é o mote do programa “Criamundo” do Hospital Juliano Moreira, que já está utilizando os cinco computadores doados pelo Edital para capacitar pacientes com doenças mentais, e colocá-los no mercado de trabalho. Segundo o diretor-geral do centro médico, Drº. Marcelo Veras, os pacientes conhecem os computadores, entram em contato com a internet e aprendem a digitar textos. “Como um dos maiores centros de treinamento que lidam com a saúde mental na Bahia, o Juliano Moreira também caminha em sintonia com os rumos da reforma psiquiátrica no país e oferece hoje uma gama de atividades extra-hospitalares. Temos instrutores especializados nesse tipo de capacitação e esperamos conseguir resultados positivos num curto espaço de tempo” disse.
O programa Identidade Digital já conta com mais de 110 mil usuários cadastrados na sua rede de Infocentros. Este número cresce a cada dia, assim como a quantidade de acessos, que já chegou a 1,8 milhão. Com uma infra-estrutura montada de mais de 100 centros públicos de acesso à informática (Infocentros), distribuídos em 55 municípios, o programa de inclusão digital criado pelo governo baiano é um dos maiores do Brasil. Ainda no primeiro semestre deste ano, mais 200 municípios receberão novos Infocentros, contando com 10 computadores com acesso à internet e equipados com softwares livres, além de uma impressora e um servidor.

sábado, março 11

TV digital brasileira, do sonho ao ralo

Mauro Oliveira*

O que levaria um governo, nariz empinado, esperança de um novo tempo, a ter a ousadia de convocar a inteligência nacional para definir um modelo de TV digital que atendesse aos interesses sociais e econômicos do país para depois jogar todo o esforço pelo ralo sem mais (nem menos) justificativas?

O Brasil estaria muito próximo de definir-se por um padrão, a ser adotado de forma integral, desprezando o esforço acadêmico e a competência científica nacionais. Fala-se que, em 10 de março, o presidente Lula anunciará a escolha integral de um dos padrões internacionais para a TV digital brasileira, em detrimento de um modelo híbrido, o único que contemplaria os interesses da nação.

Os tucanos deixaram aos petistas a decisão sobre o futuro da TV digital brasileira. No lugar da simples escolha de um dos padrões existentes (americano, europeu e japonês), o atual governo teve a visão de instituir o SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital), um consórcio de pesquisa comissionado para o estudo e desenvolvimento de um modelo que atendesse aos interesses sociais, tecnológicos, culturais e econômicos da nação.

O interesse social estaria contemplado por um modelo que privilegiasse a interatividade, permitindo o uso de serviços digitais, possivelmente a Internet, promovendo ação efetiva de inclusão digital sem precedentes. O econômico vai desde a independência de um padrão e seus royalties associados à possibilidade de um modelo exportável de TV digital interativa, capaz de interessar grandes mercados emergentes com condições geográfico-sociais semelhantes às do Brasil. O tecnológico estaria na valorização da competência nacional, dando-lhe chance de se consolidar, por exemplo, no campo do software (midlleware e aplicativos). E o cultural no estímulo à produção de conteúdo pela criação de um mercado próprio.

Como dizem os professores Luiz Fernando Gomes Soares, da PUC-Rio, e Guido Lemos, da UFPB, em carta endereçada aos ministros responsáveis pela definição: “enganam-se aqueles que pensam que a adoção de um padrão estrangeiro não afetará a produção de conteúdos”.

Ao conduzirmos o SBTVD, durante quinze meses, adotamos a estratégia de manter aberto um amplo leque de alternativas, mesmo a de que o modelo brasileiro de TV digital viesse a convergir para uma das tecnologias já consolidadas, se tal atendesse aos nossos interesses. O que jamais contemplamos foi a possibilidade de adotar de forma dependente e subalterna a integralidade de qualquer desses padrões. Preservar um espaço para a contribuição tecnológica nacional e para, quando menos, a adaptação da tecnologia aos nossos interesses e necessidades, sempre foi tido como um parti pris lógico irrevogável.

O SBTVD, ao contrário do Sivam, decidido à revelia da inteligência nacional, é um sucesso de planejamento e implementação que seduziu a academia de Norte a Sul do país de Monteiro Lobato. Foram envolvidos mais de 1.500 pesquisadores e 80 instituições de pesquisa e desenvolvimento que laboraram por uma solução para a TV digital brasileira, sem xenofobia, mas com competência, orgulho e soberania.

Tal solução poderia envolver os sub-padrões internacionais estabelecidos, o que é próprio da tecnologia globalizada, a exemplo do que ocorre com os aviões da Embraer que se valem de turbinas, parafusos e o que mais seja preciso, fabricados alhures, sem que percam sua decisiva nacionalização. No mundo contemporâneo, o mercado das comunicações é tão ou mais importante do que o da aviação, assim como é o da tecnologia da informação e da comunicação.

O advento da TV digital é o que se chama de uma janela de oportunidade. Na lógica da sociedade do conhecimento, tão ou mais importante que o produto é a competência tecnológica que se adquire ao desenvolvê-lo. Podemos aqui repetir histórias de sucesso como as da Embraer, Petrobras e Embrapa, ou repetir erros crassos do passado, como quando sob altas pressões, baixos golpes e pesados lobbies internacionais adquirimos o Sivam que nossos técnicos e cientistas poderiam ter desenvolvido.

Que pressões e lobbies, todavia mais surdos, agora nos acometem? Que interesses impedem o governo de promover um amplo debate na sociedade, em assunto que diz tão de perto à vida de tantos? Que pressa o açoda, quando nenhum fato novo nos pressiona?

O seu Zé do açougue, a dona Maria da bodega e o seu Raimundo vigia podem não entender muito de tecnologia, política etc. Mas que ninguém duvide! Seu Zé, dona Maria e seu Raimundo, da mesma origem humilde de nosso presidente, que entendem muito bem a importância de uma Petrobrás, de uma Embraer, de uma Embrapa, entenderão o ralo ao qual poderá ser jogada uma oportunidade histórica, caso o governo Lula decida pela adoção integral de um dos padrões internacionais de TV Digital.

Já que os políticos ou não têm conhecimento de causa ou por ela não demonstraram o interesse devido, espera-se da academia, esta que apesar de prestigiada no SBTVD manteve-se calada até agora, exceto em raros momentos, soltar logo os “cachorros” para que não nos exponhamos, em 10 de março próximo ou em qualquer outra data, à advertência do poeta: “se foi pra desfazer por que é que fez?”

*Doutor em informática, ex-secretário nacional de Telecomunicações (até setembro/2006).

Publicado em 06/03/2006, simultaneamente no Ibase.br, NovaE e parceiros.

[fonte: http://www.novae.inf.br/pensadores/tv_digital_ralo.htm]

terça-feira, março 7

Inclusão digital será pelo celular

16/05/2005

BETO BARATA/AE

NAS MÃOS DE TODOS - Mais de um terço dos brasileiros, de todas as classes sociais, já possui celular, uma porta de entrada para serviços

Diretor do Conip, congresso que se realiza esta semana em SP, defende que governo e população interajam via telefone
Renata Mesquita
O governo federal defende que para promover a inclusão digital é necessário colocar um PC em cada residência brasileira. Mas há quem acredite existir uma maneira mais prática e eficiente de facilitar o acesso da população à tecnologia: o telefone celular.
Vagner Diniz, diretor do Congresso de Informática Pública (Conip), é um entusiasta desse novo conceito de Mgov – a sigla em inglês significa Mobile Government, ou Governo Móvel, e se refere à oferta de informações e serviços pelo governo em equipamentos portáteis como celulares e computadores de mão.
“Vai acontecer e é inevitável”, decreta Diniz. “O governo deve descobrir esse canal de comunicação com o cidadão. É só perceber que tem muito mais celular do que computador na mão das pessoas.”
A tese do executivo tem base em número oficiais. Existem hoje 68,63 milhões de celulares em uso no País. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 37,47% dos brasileiros possuem celular. Esses números ainda não incluem os aparelhos adquiridos nos meses de abril e maio.
“Enquanto isso, temos por aí uns 15 milhões de computadores, e a maioria está nos escritórios. O acesso da população a eles ainda é muito limitado”, afirma Diniz.
Por apostarem no crescimento desse mercado, o Conip e o Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), órgão ligado à USP, ao Sebrae-SP e ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), anunciarão nessa semana um edital para apoiar empresas interessadas em criar soluções de Mgov – tanto para uso da iniciativa privada quanto pelos órgãos do governo.
Já existem algumas aplicações públicas para celulares em funcionamento. Os moradores de Curitiba interessados em comprar um carro usado, por exemplo, recebem no aparelho a ficha completa do veículo. O Detran do Paraná informa se o automóvel é roubado, está irregular e se o antigo proprietário pagou o IPVA. Basta ligar para um número do tipo 0800.
“O poder de interação de um celular é tremendo, é 5 vezes maior do que o de um PC. Nele, o governo pode tanto enviar informações como prestar serviços de mão dupla, como esse do Detran, ou emitir contas, controlar o transporte urbano, dizer para o usuário que está no ponto quando o ônibus vai chegar”, segue Diniz.
“É muito mais fácil para um trabalhador informal ter um celular do que um computador. Não estou defendendo a substituição do PC pelo telefone móvel, mas o governo deveria considerar a capilaridade do celular. Com ele, é mais fácil alcançar esse cidadão que está na informalidade. E, o que é melhor, onde ele estiver”, conclui.
A cidade de São Paulo deve ganhar serviços desse tipo em breve. Segundo Arnaldo Machado, diretor da Companhia de Processamento de Dados do Município (Prodam), os organizadores do programa Renda Mínima já estudam o uso de aplicações móveis para o cadastramento da população beneficiada. E há um outro sistema, para o controle dos caminhões de lixo, que já está em uso.
[fonte: http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=3675]

MCT entrega laboratórios móveis de inclusão digital, em Paulista (PE)

Inclusão Digital - 13/02/2006 - 09:45:26
O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) entregou, nesta sexta-feira (10/2), dois ônibus adaptados para funcionar como Laboratórios Móveis de Inclusão Digital, no município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife (PE). As novas escolas de informática vão funcionar para capacitar os alunos da rede municipal de ensino e, ainda, jovens e adultos em situação de risco social.
Os ônibus foram equipados, cada um, com 12 computadores, além de um servidor. Eles também foram dotados de aparelho de televisão e DVD, para auxílio didático. O MCT investiu R$ 800 mil na construção dos laboratórios, e a Prefeitura de Paulista deverá investir R$ 120 mil em custeio do projeto, como contrapartida.
Cada computador está instalado em uma bancada para dois alunos. Assim, a prefeitura do município vai poder treinar 24 alunos por turma. A expectativa é de capacitar 3.877 alunos em 12 meses, além de 130 professores. “A idéia é capacitar alunos da rede municipal e também pessoas que estejam em situação de desemprego, para que elas sejam inseridas no mercado de trabalho”, afirma Ruy Correia Pessoa, consultor do MCT para Inclusão Digital.
As duas unidades fazem parte do programa de inclusão digital do governo federal, comandada pelo MCT. Funcionam, hoje, em Pernambuco 17 centros de inclusão digital, espalhados por municípios como Surubim, Afogados da Ingazeira, São Joaquim do Monte e Vitória de Santo Antão. Do tipo móvel, o MCT entregou duas unidades ao município do Cabo de Santo Agostinho, em dezembro passado, com contrapartida do município de mais um ônibus.
Fabiana Galvão
Agência C&T

BNDES já financiou R$ 35 milhões pelo Computador para Todos

06/03/2006
Redação
Estado de São Paulo
Diminuir o preço e facilitar a compra de computadores, promovendo a inclusão digital.Com esses objetivos, o governo federal lançou em novembro do ano passado o programa Cidadão Conectado - Computador para Todos. Passados quase três meses, o projeto já é operado por meio de quatro operações de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Desse total, três são operações indiretas, feitas através de agentes repassadores de recursos para as empresas Americanas.com, TV Sky Shop-Shoptime e o grupo Pão de Açúcar. Indiretamente, as três já conseguiram financiamento de, respectivamente, R$ 1,7 milhão, R$ 434 mil e R$ 2,4 milhões. Por financiamento direto, a Magazine Luiza recebeu R$ 30 milhões.O chefe de departamento da Área de Operações Indiretas do BNDES, Cláudio Leal, acredita que o total de financiamentos aprovados até agora - R$ 35 milhões - é um bom saldo inicial. O orçamento disponível chega a quase R$ 300 milhões.'Já fizemos 10% do orçamento em cerca de dois meses', destacou Leal, em entrevista à Agência Brasil. 'De qualquer forma, como todo programa novo, ele tem uma curva de aprendizado. Demora para decolar.'Segundo ele, o financiamento do BNDES é usado pelas redes varejistas comprarem os computadores dos fabricantes e depois oferecê-los aos consumidores com preços menores e condições de pagamento facilitadas. Não está descartada a possibilidade de financiamento diretamente para os fabricantes. Além do BNDES, participam do programa PC Conectado o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. As duas instituições financiam a aquisição dos computadores para correntistas (pessoas físicas) das instituições.Um decreto presidencial de janeiro permitiu ainda o financiamento para empresas estrangeiras. Tantos elas, quanto as nacionais, ficam obrigadas a comprar computadores pararevenda de fabricantes cadastrados no Ministério da Ciência e Tecnologia. O programa prevê uma configuração básica para os equipamentos, destinada a promover a inclusão digital de famílias com renda acima de três salários mínimos. Dos 35 fabricantes de microcomputadores cadastrados nos ministérios, apenas três já forneceram PCs para as empresas com financiamento no BNDES. Entre eles, Novadata Sistema e Computadores, Positivo Informática e Novas Soluções em Informática.