LIDEC - USP
blog de pesquisa sobre a inclusão digital
Sustentabilidade Empresarial - Inclusão Digital
24/4/2006 10:47:24
O governo federal e a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) firmaram acordo de cooperação, durante o Fórum Internacional Software Livre, para dar início a um projeto de estímulo ao uso de soluções livres na administração pública.
O acordo também permitirá formar um acervo que será disponibilizado à sociedade em geral. Com a assinatura de uma carta de intenções, a prefeitura municipal de Itajaí (SC) passou a fazer parte da iniciativa inédita, envolvendo software livre e o setor público.
Segundo o gerente de Inovações Tecnológicas do Ministério do Planejamento, Corinto Meffe, o objetivo é reunir esforços para tornar a iniciativa de Itajaí um exemplo para o software púbico brasileiro. ''Com o acordo, queremos envolver outros municípios na criação de um modelo de disponibilização de software para as prefeituras'', disse Meffe. Ele explicou que a meta é tornar o software um bem público, obedecendo às prerrogativas legais do país. ''Desta forma, todo cidadão terá o direito de acesso às soluções desenvolvidas pelo governo''.
Outro destaque do fórum foi o kit de Informática Básica com Software Livre, composto por manual do aluno, manual do professor e planos de aula. Ele é resultado do trabalho desenvolvido pela empresa de transportes Soul, de Alvorada, na região metropolitana de Porto Alegre, e da ProDesk, empresa de consultoria e treinamento ligada ao projeto BrOffice.org.
''O laboratório de Informática da Soul foi totalmente estruturado com software livre e idealizado para capacitação, tanto dos colaboradores da empresa, quando da comunidade carente do município de Alvorada'', informou o coordenador de documentação do projeto BrOffice.org e autor do material didático, Gustavo Pacheco.
De acordo com Pacheco, até o final deste ano está prevista a capacitação de mais de 350 jovens carentes. ''Pretendemos também viabilizar apoios corporativos e colaborativos, para que o projeto tenha sustentabilidade para continuar o desenvolvimento do material, que estará disponível para download no site do projeto BrOffice.org''. As informações são da Agência Brasil.
[fonte: http://www.b2bmagazine.com.br/ler_materia.aspx?numero=15937]
Interessados em ampliar debates e aprofundar análises dos resultados dos programas que visam a acelerar o processo de Inclusão Digital na Bahia podem se inscrever gratuitamente, até sexta-feira (28), para encontro na área de Tecnologia da Informação. O evento será no Fiesta Convention Center, dias 3 e 4 de maio. Política regulatória de infocentro e avaliação da política de inclusão digital na Bahia são pautas de discussões do seminário. Inscrições e outras informações no http://www.inforumct.com.br/, link “Encontro de interessados em inclusão digital – relatos de resultados obtidos”.
[fonte: UFBa em Pauta, 27/04/2006]
ENCONTRO DE INTERESSADOS EM INCLUSÃO DIGITAL
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Local: INFORUM 2006 - Fiesta Convention Center – Itaigara - Salvador – Bahia
Data: 03 de maio de 2006 - Das 14hs às 18:30hs
Realização: Inforum - Consultoria e Treinamento
ESCOPO
Ampliar debates e aprofundar analises na relação propósitos – resultados obtidos pelos projetos e programas que visam acelerar o processo de Inclusão Digital no Estado da Bahia e, assim, prover oportunidades para a emersão de: propostas de melhoria para os programas afins em vigência; idéias que fundamentem a elaboração de novos planos; e, motivações que ampliem o contigente de atores envolvidos no movimento que visa acelerar o já citado processo.
PÚBLICO ALVO:
Autoridades governamentais, competências acadêmicas, lideranças empresariais, pensadores, estudiosos e formadores de opinião interessados no processo de inclusão digital.
CONTEÚDO PROGRAMATICO:
14hs00 - Credenciamento
14hs20 - Formação da Mesa Diretora - Falas
15hs00 - Governo Eletrônico - Fernando Faria – BRISA / São Paulo
15hs40 - Política Regulatória de Infocentro – Sr. Thiago Tavares
16hs20 – Coffe-break
16hs40 - Avaliação da Política de Inclusão Digital do Estado da Bahia - Professor Marcelo Neri/FGV – Rio de Janeiro
17hs20 - Painel: Relatos de casos - Coordenadores de Infocentros na Bahia.
18hs00 - Debates
[fonte: http://www.inforumct.com.br/eventos/inf2006_inclusaodigital.php]
O Comitê Gestor da Internet no Brasil (http://www.cgi.br/sobre-cg/index.htm) está disponibilizando os dados de uma pesquisa sobre o uso da Internet em nosso país.
Confiram os indicadores no link: http://www.nic.br/indicadores/
Adiantando alguns indicadores, em termos de exclusão digital, esta pesquisa mostra, por exemplo, que 68% da população brasilera nunca utilizou a Internet e apenas 9,6% a usa diariamente. Em nossa cidade (Salvador), 55% da população nunca utilizou um computador...
[dentro da campanha para as eleições de reitor na ufba, a candidatura Naomar - Mesquita traz o seguinte projeto na área de novas tecnologias em seu programa]
· Projeto UFBA Digital. Serão empreendidas ações para:
s criar, equipar e manter laboratórios especializados de informática nas unidades;
s buscar formas subsidiadas de aquisição de equipamentos informáticos por parte de docentes, funcionários e estudantes;
s abertura de espaços de livre acesso a computadores e conexão Internet;
s informatização de programas, procedimentos, processos e consultas tanto na esfera acadêmica quanto na esfera administrativa, incluindo matrícula on line;
s expandir e aperfeiçoar os sistemas de acesso on line à produção científica e artística da UFBA;
s disponibilizar acesso Internet e endereço eletrônico aos participantes do Programa de Ações Afirmativas.
[fonte: www.ufbacontemporanea.ufba.br]
ENTREVISTA GILBERTO GIL
MinC procura autonomia dos Pontos de Cultura, pensando em “subversão estatal”
A primeira Teia, que aconteceu na última semana em São Paulo, atingiu seusobjetivos. Mas deixou no ar uma grande preocupação dos envolvidos: o que será dos Pontos daqui a uns anos, dependendo da conjuntura política do país, com a possibilidade do próximo governo acabar com o projeto. Em entrevista à Carta Maior, o Ministro da Cultura, Gilberto Gil, falou sobre o projeto esuas perspectivas de continuidade.
Carlos Gustavo Yoda – Carta Maior
SÃO PAULO – A Teia – A Rede de Cultura do Brasil, mostra da diversidade cultural brasileira realizada entre os dias 6 e 9 de abril na Bienal de SãoPaulo, reuniu representantes dos cerca 400 Pontos de Cultura do projeto Cultura Viva, do Ministério da Cultura. A intenção é que o evento aconteça acada dois anos, para que se possa fazer um balanço das atividades eintegração presencial dos produtores culturais. A primeira Teia atingiu seus objetivos. Mas deixou no ar uma grande preocupação dos envolvidos: o que será dos Pontos daqui a uns anos, dependendo da conjuntura política do país,com a possibilidade do próximo governo acabar com o projeto.
A continuidade do projeto tem sido uma preocupação constante dentro do MinC. O ministro Gilberto Gil, calmamente, em entrevista à Carta Maior, afirmou que “as bases do futuro não garantem nada como tal se espera”. A relatividade das questões determina o discurso, mas o objetivo é que os Pontos alcancem sua independência.
“Depende de tanta coisa. Primeiro, da própria capacidade da comunidade, paratornar todo o conjunto sustentável. A idéia de dois anos de financiamentobásico é para estabelecer um tempo mínimo de maturação e sustentação. A autonomização das iniciativas é essencial. É só continuar fazendo. O que for possível fazer no tempo que temos, faremos. Mas não é muito da minha investimentos, não apenas financeiros, mas de energia e engajamento”, declarou Gil.
O ministro compreende que o governo federal trabalha na área cultural no princípio de “subversão estatal”, ou seja, invertendo a ordem de implementar políticas e projetos de balcão de negócios, utilizando a pareceria pública edo setor privado apenas com propostas mercadológicas e de transferir afunção do estado para a iniciativa privada. “A partir da vontade do governo, é preciso passar do paradigma da autonomia para a subversão estatal. Por isso, procuramos iniciativas já existentes, ao invés de abrir editais para novas idéias. Chegamos aonde já existiam coisas encaminhadas. Só queremos ajuda-los a acertarem seu percurso”, pontuou Gil.
Sereno, o ministro diz não ter grandes preocupações com o futuro: “Precisamos agora nos preocupar com a continuidade, estabelecer a qualificação dos elementos mínimos de cada Ponto de Cultura. Precisamos manter os convênios na transgovernamentalidade, utilizando os outros ministérios. Tudo isso é muito difícil de fazer, agora imaginar o que vai ser disso daqui a quatro anos não é nossa preocupação básica. É como criar uma criança. As mães não se preocupam com quantos meses a criança vai andar, falar. As mães estão preocupadas com as necessidades cotidianas para que os processos se estabeleçam”.
MERCADO
“Uma das questões da produção do ponto de vista internacional é a criação demercados. O espaço produtor já foi ocupado, há um certo esgotamento. A política do capitalismo, ou dos capitalismos, tem de ser baseadas na formação de novos mercados. O sistema privado precisa da complementação. As políticas públicas de inclusão são até mesmo complementares ao sucessoalmejado pelo capital”, disse o ministro.
Além disso, ele acrescenta que depois do processo de privatização predatória do Estado, hoje, as empresas tornaram-se parceiras necessárias do governo. “O horizonte hoje é investimento privado e política pública. Os Pontos de Cultura nascem nesse sentido e precisam ter no sistema privado uma dasfontes de escoamento. É uma visão alternativa, no sentido mais amplo einteressante que a palavra pode ter”.
EXTERIOR
O MinC está também investindo em Pontos de Cultura fora do Brasil. Já foramcriados seis. E o governo espera chegar a 20 até o fim do ano. “O Brasil não é só o território que temos. Transbordamos para o mundo. É processo globalizatório. O êxodo. As populações migram. Temos mais de dois milhões debrasileiros vivendo fora do país. Eles remetem ao Brasil mais do que a soja. É algo equivalente a US$ 6 bilhões por ano”, informou Gil.
Para o ministro, o objetivo de complementar o equipamento cultural é necessário para as comunidades brasileiras dizerem-se brasileiras: “Eles também estão em interação constante com as culturas de seus locais. Esse éum contingente brasileiro carente de Brasil, carente de nacionalidade nativa. As famílias que estão lá fora sentem a impossibilidade de manterem seus filhos brasileiros".
Inaugurada domingo, dia 2, a Praça da Inclusão Barão de Japurá, localizada no Jabaquara, Zona Sul. Essa é a primeira praça da Inclusão em todo o País. O projeto dessa praça faz parte de uma iniciativa da Subprefeitura Jabaquara, realizada em parceria com outras entidades.
As praças de Inclusão são adaptadas para pessoas com mobilidade reduzida e, por isso, têm de receber brinquedos especiais e rampas de acessibilidade. O objetivo do projeto é permitir a inclusão social das crianças portadoras de mobilidade reduzida, mas os brinquedos podem ser utilizados por crianças que possuem necessidades ou não.
As calçadas e toda a área da praça receberam trabalhos de adequação. A reforma teve um custo de aproximadamente R$150 mil.
[fonte: http://www.soninha.com.br/pivot/entry.php?id=706#body]

Em parceria com o Vereador Paulo Teixeira foi criada a lei que institui o Conselho de Inclusão Digital e o Conselho de Gestores dos Telecentros. Contribuímos também no debate que culminou na aprovação da lei sobre a municipalização das rádios comunitárias em São Paulo.
Neste ano temos como o novo desafio articular junto ao Poder Público a otimização do uso dos computadores nas escolas públicas, monitorar as políticas públicas e o orçamento para a Inclusão Digital e incentivar a democratização da informação, principalmente acompanhando a discussão sobre a TV digital.
Vale lembrar que uma das principais características do Conselho Consultivo é ser aberto a todos os que estejam interessados nos temas.
Logo, teremos a primeira reunião do ano. Informaremos a data, horário e local!!