blog de pesquisa sobre a inclusão digital

segunda-feira, agosto 1

Telecentro reúne inclusão e cidadania - Instituto Gabi

29/07/2005

Instituto Gabi faz seus aprendizes levarem conhecimentos para as ruas

O Instituto Gabi - Centro de Referência, Orientação e Atendimento a Pessoas Portadoras de Deficiência, inaugurou em maio um telecentro, por meio do Programa de Inclusão Digital e apoio do Banco do Brasil. "O Telecentro Gabi não visa apenas à informática em si, mas busca aliar noções de cidadania, promovendo-a através da inclusão digital", diz o presidente da organização, Francisco Sogari.

Para isto, dá como exemplo o aprendizado de Word [ou editor de texto? Que aprendizado é esse, preso na marca, não na ferramente :)], uma vez que para aprendê-lo as pessoas têm de desenvolver textos sobre o convívio social e a realidade que as cercam. "Como ficamos próximos da Favela Alba, os alunos visitam o local e depois escrevem um pouco sobre a vida em sociedade, suas impressões", diz Solari. Ao todo, já são duas turmas com 12 pessoas cada, com aulas duas vezes por semana. "Trata-se de uma proposta básica, gratuita, que dura cerca de três meses." Já entre os portadores de deficiência, a turma é composta por 18 crianças e adolescentes. "Infelizmente, não são todos que têm condições de fazer o curso. Os que estão utilizam programas adaptados para desenvolver o aprendizado e a criatividade", diz Solari.

HISTÓRIA

O Gabi trabalha atualmente com 48 portadores de deficiências em sua sede. Os planos da organização não-governamental, criada em 2001, são os de ter uma sede própria e mais doadores regulares. Recentemente, o instituto lançou a campanha Aquisição da Sede. "Nosso prédio atual é alugado e possui dificuldades de acesso", diz Sogari. "O custo mensal do aluguel e uma reforma consomem recursos que poderiam ser aplicados na melhoria dos serviços."

A organização oferece, de segunda a sexta-feira, gratuitamente, sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, psicomotricidade e oficinas socioeducativas, que envolvem artes, artesanato, alfabetização, educação física e arte-terapia. "Somos 12 profissionais e dezenas de voluntários que dedicam carinho e atenção aos deficientes e a seus familiares, mas queremos ir mais longe", completa Sogari.

O Instituto Gabi fica na Rua Gustavo da Silveira, 128. Mais informações pelos telefones 5564-7709 e 5565 -3390 ou no site www.institutogabi.org.br [fonte: O Estado de São Paulo]

Helio Costa irrita operadoras de fixa - Jornal do Brasil

[além de falar contra a assinatura básica, o ministro fala rapidamente sobre o plano de TV Digital para inclusão digital da população...]
Telecom
01/08/2005
Ministro é contra assinatura básica
Um dos nomes confirmados com a mudança de ministérios, Hélio Costa (PMDB-MG) assumiu a pasta das Comunicações no início deste mês, com posições polêmicas a respeito da telefonia fixa e do padrão brasileiro de TV Digital.
Ao deixar o cargo de senador para assumir o ministério, Costa afirmou ser contra a assinatura básica de telefone fixo e se reuniu com representantes do setor para discutir alternativas à cobrança que estimulem a universalização do serviço. O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), se comprometeu a indicar um relator para reunir as 30 propostas de fim da assinatura básica que tramitam na casa em um único projeto e a agilizar a votação.
- As companhias telefônicas acham que o Brasil é a França, a Inglaterra ou os Estados Unidos, onde a mensalidade de um telefone fixo é de US$ 12, ou seja, R$ 30. Mas lá, o salário mínimo é equivalente a R$ 4 mil - afirmou.
Costa também cobrou a mudança no sistema de cobrança, com o fim da tarifação por pulsos - equivalentes a quatro minutos de ligação.
As colocações do ministro causaram irritação em representantes do setor, o que fez Costa amenizar o tom de suas declarações. Ele chegou a afirmar-se disposto a negociar com o Ministério da Fazenda a redução de impostos cobrados das operadoras para ampliar o acesso ao serviço entre as camadas da população com renda de até dois salários mínimos.
Outra medida polêmica foi o contingenciamento de R$ 14 milhões orçados para o projeto de TV Digital, previsto em R$ 52 milhões. Costa afirmou que a limitação é temporária, mas descartou a criação de um padrão brasileiro, afirmando a prioridade de estabelecer um modelo para país.
- Os padrões de TV digital já estão estabelecidos e são o americano, o europeu e o japonês. Não vamos reinventar a roda, mas aproveitar a tecnologia existente. Temos que desenvolver um sistema que se enquadre no contexto do país e proporcione a inclusão digital - disse.
Costa mostrou-se favorável à criação de uma Lei Geral de Comunicação Eletrônica, que deve abordar pontos como a terceira geração de celular no Brasil. Além disso, o ministro citou a importância de aplicar recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) para democratizar os serviços de comunicação no país.