blog de pesquisa sobre a inclusão digital

sexta-feira, outubro 7

A Ação Agente Cultura Viva chega à juventude dos Pontos de Cultura a partir de outubro - Projeto Pontos de Cultura

27.09.05
A hora e a vez dos jovens
A Ação Agente Cultura Viva chega à juventude dos Pontos de Cultura a partir de outubro

A Ação Agente Cultura Viva inicia suas atividades a partir de outubro e vai beneficiar 600 Pontos de Cultura até 2006. O acordo entre o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para o fornecimento de auxílios financeiros a jovens dos Pontos de Cultura foi referendado pelo atual ministro do trabalho Luiz Marinho, na presença do ministro da cultura Gilberto Gil e do secretário de programas e projetos culturais Célio Turino no dia 20 de setembro de 2005. No total, haverá um investimento direto de mais de 11 milhões de reais na ação. Assinada em dezembro de 2004 pelo então Ministro do Trabalho Ricardo Berzoini, a execução da parceria foi atrasada por problemas orçamentários no MTE.

O incentivo do Programa Cultura Viva ao público jovem vai ao encontro do Programa Primeiro Emprego, do MTE. Os jovens contemplados pela ação Agente Cultura Viva assumem o compromisso de multiplicar o conhecimento adquirido nos cursos fornecidos pelo Ponto em sua comunidade. Nos dois primeiros meses, os 50 Agentes de cada Ponto de Cultura não recebem o auxílio e têm 10 horas semanais de atividades. Após esse período, receberão mensalmente R$ 150 e sua carga horária sobre para 20 horas semanais. Existe ainda uma reserva de auxílios disponíveis para iniciativas que pretendem ampliar a ação em seu projeto.

Até o final de 2005, 12.500 auxílios financeiros serão fornecidos aos jovens de mais de 200 Pontos selecionados pelo edital nº1 do Programa Cultura Viva. Para 2006 estão previstos mais 31 mil auxílios, suficientes para atender aos Pontos selecionados pelos editais 3 e 4 e manter as entidades que já executam a ação.

O Instituto Paulo Freire é a entidade responsável pelo acompanhamento pedagógico e metodológico da aplicação dos cursos que compõem as atividades dos Agentes Cultura Viva. A partir de outubro, o MinC entrará em contato com os Pontos de Cultura para fazer seu cadastramento na Ação e atender, na medida do possível, às especificidades de cada projeto para potencializar a ação. Fornecerá ainda um material de apoio pedagógico às entidades.

Quem é o Agente?
Para participar da ação Agente Cultura Viva, é necessário que o jovem:
Tenha entre 16 e 24 anos;
Possua renda per capita familiar igual ou inferior a meio salário mínimo;
Nunca tenha trabalhado com cateira assinada;
Esteja cursando o ensino fundamental ou médio.

[fonte: http://www.cultura.gov.br/programas_e_acoes/cultura_viva/noticias/index.php?p=12009&more=1&c=1&pb=1]

328 novos integrantes para a Rede Cultura Viva - Projeto Pontos de Cultura

06.10.05
328 novos integrantes para a Rede Cultura Viva
Conheça os novos Pontos de Cultura do Programa Cultura Viva

O Diário Oficial da União publicou hoje, 6 de outubro de 2005, na seção 3 página 25, a portaria nº 3 que anuncia os 328 projetos selecionados para integrar o Programa Cultura Viva. A seleção foi baseada no edital nº 3, dirigido a organizações e entidades sem fins lucrativos, e no edital nº 4, voltado a instituições governamentais estaduais, distritais e municipais. A definição dos novos Pontos de Cultura foi anunciada à sociedade no último dia 3, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelos ministros Gilbeto Gil e Luiz Marinho e por Célio Turino, secretário do Programa, em Heliópolis , SP.
O total de recursos liberados para os 328 convênios é de R$ 70.475.553,00, sendo R$ 20.643.660,00 para 2005, 24.370.046,00 para 2006 e R$ 25.461.847,00 para 2007. Ao todo, 2365 propostas foram enviadas à Secretaria de Programas e Projetos Culturais, setor responsável pelo Cultura Viva. Cada Ponto contemplado pelo edital 3 receberá até R$ 185 mil divididos em cinco parcelas semestrais. Os demais podem receber até R$ 1,5 milhão anualmente – o repasse varia de acordo com a dimensão da população envolvida pela instituição governamental.
Os projetos selecionados receberão recursos diretos do Ministério da Cultura. Aqueles habilitados, 1412 no total, serão conveniados à medida que o MinC ampliar seu orçamento ou realizar parcerias que possibilitem captação de recurso para o Programa. As propostas substancialmente incoerentes com os objetivos do Cultura Viva foram arquivadas, ao todo 625.
As instituições responsáveis pelos projetos selecionados para Pontos de Cultura devem enviar os documentos solicitados pelos editais até o dia 14 de novembro. Após esta data, as propostas não representadas serão arquivadas e haverá uma nova chamada entre entidades habilitadas.
Os projetos selecionados pelos editais 3 e 4 estão dividos da seguinte maneira:

Região Pontos de Cultura
Norte 33
Nordeste 113
Centro-Oeste 27
Sudeste 114
Sul 41
(Portaria n°3 de 04 de outubro de 2005, publicada no Diário Oficial da União em 6 de outubro de 2005, seção 1 página 25)
Envie suas dúvidas para culturaviva@minc.gov.br
(Fábia Galvão)

terça-feira, outubro 4

Bahia aposta em tecnologia - Jornal A Tarde

25/09/2005
Mercados
Bahia aposta em tecnologia
De olho no crescimento do mercado, o Estado começa a investir em projetos que visam gerar emprego e renda
Cassandra Barteló
A Bahia quer ingressar, de uma vez por todas, no mercado de tecnologia de ponta. Depois dos projetos do Condomínio Digital e do Parque Tecnológico de Salvador, ambos ainda em andamento, o Estado planeja abrigar o Centro de Alta Tecnologia e Inovação em Software, o Altis, que terá como primeiro cliente a gigante IBM. São iniciativas que podem gerar milhares de empregos e, o que é mais importante, bem remunerados, com salários acima da média. Só resta os projetos saírem do papel.
De olho no potencial nacional e nas grandes cifras registradas no mercado internacional, as empresas baianas começam a se mobilizar e o governo do Estado tem apoiado as iniciativas do segmento. “A Índia fatura, por ano, US$ 9 bilhões com serviços de software. O Brasil ainda tem uma participação diminuta, faturando apenas cerca de US$ 11 milhões”, observa o secretário da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Rafael Lucchesi, que garante que a Bahia tem como principal vantagem mão-de-obra especializada.
O diferencial em relação a mão-de-obra foi exatamente o que fez com que a IBM fechasse a parceria com o Altis para investir no Estado. “A Bahia tem uma história de grandes corporações com pessoas qualificadas, principalmente no segmento financeiro. São pessoas que trabalharam em bancos extintos como Econômico e Baneb, que estão no Estado e outras que saíram e querem voltar. Em uma primeira análise, identificamos 230 pessoas com este perfil”, informa Vanda Scartezini, presidente do Altis.
O Altis acaba de ser criado com a missão de organizar o setor, reunindo empresas e instituições de ensino, prioritariamente para desenvolver e exportar software. A entidade surge em um momento considerado propício, levando-se em consideração que as pesquisas indicam crescimento do setor. Só o Altis deve investir até 2009 cerca de R$ 8 milhões na Bahia. Inicialmente, serão contratados entre 30 e 40 funcionários. Até 2007, a previsão é chegar a 400 contratações. Sem recursos – As cifras são ainda mais grandiosas nos projetos do Condomínio Digital e do Parque Tecnológico. O Condomínio, que funcionará como um órgão coordenador e articulador de projetos, no bairro do Comércio, prevê investimentos públicos e da iniciativa privada da ordem de R$ 22 milhões, com a possibilidade de gerar 2,5 mil empregos. Já o Parque Tecnológico, complexo produtivo industrial e de serviços de base científico-tecnológica a ser construído na Paralela, vai requerer recursos da ordem de R$ 100 milhões só em infra-estrutura e gerar até oito mil novos postos de trabalho, em um prazo de 15 anos.
Só que o único projeto que começou a sair do papel foi o Altis, que está selecionando pessoal para a parceria com a IBM e tem previsão de começar a funcionar no dia 3 de outubro, no Comércio. O Condomínio Digital, anunciado para começar a operar em 2006, ainda depende de verbas. “A pendência está na liberação do orçamento federal. Será o investimento público que vai estimular a iniciativa privada”, entende o secretário Rafael Lucchesi. Do total de R$ 22 milhões, R$ 5 milhões devem ser aplicados pelos governos estadual e federal e o restante, pelo empresariado local.
Já o Parque Tecnológico, a ser implantado na Paralela, será instalado em módulos e o primeiro deve começar a funcionar também em 2006. “O parque estará concluído em 12, 15 anos. É como ocorre em todo o mundo. Foi assim em Bilbao, na Espanha, e é assim em outras partes do mundo. Ele ficará em uma área de um milhão de metros quadrados”, comenta Luccheci, assegurando que o empreendimento, que contará com recursos públicos e privados, está dentro do cronograma previsto.
O momento é favorável aos novos projetos baianos. Um relatório do Ipsos Opinion (instituto de pesquisas especializado em levantamentos de mercado e de opinião), que pode ser encontrado no site da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro – Softex (www.softex.br), demonstra que 70% das empresas brasileiras pretendem aumentar a compra de software nos próximos anos. Realizado em nove países (Brasil, Coréia, Egito, Espanha, Estônia, Filipinas, Hungria, Indonésia e Malásia), o estudo indica que a mesma tendência é observada em todas as regiões, criando novas oportunidades de negócios para os desenvolvedores de software brasileiros.

Cresce a expectativa do segmento
Entre os empresários e usuários baianos existe uma grande expectativa de ver estes projetos em funcionamento. “Não precisa ir muito longe. Recife já tem seu Porto Digital há muito tempo (o Porto Digital funciona com características similares às do Condomínio que deve ser implantado aqui). A Bahia começa agora este trabalho”, comenta Ricardo Freire, diretor de tecnologia da Preview, empresa que monta, no Pólo de Ilhéus, os computadores e periféricos que comercializa.
“A Bahia nunca se preocupou em desenvolver esta área. Só a partir da criação da Secretaria de Ciência e Tecnologia é que a situação começou a mudar”, comenta o empresário Rubem Delgado, da ZCR, empresa de desenvolvimento de software. Diretor da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia de Informação, Software e Internet da Bahia (Assespro), ele pontua que, como conseqüência dos novos estímulos, seis empresas baianas se qualificaram e receberão, até o final do ano, certificação internacional.
Para o presidente da Associação de Usuários de Informática e Telecomunicação (Sucesu), Jorge Calmon Filho, as novas iniciativas fazem a Bahia dar um passo à frente. “Atrair a IBM para a área de informática tem o mesmo significado que a Ford para o setor automobilístico”, compara. Ele comenta que esta iniciativa, somada às outras que estão previstas, deve atrair novos empreendimentos e, certamente, estimular o desenvolvimento do setor no Estado.
Salários e qualificações estão acima da média
Entre as expectativas criadas em torno do novo mercado está a remuneração da mão-de-obra. Há quem acredite que os salários, superiores a R$ 2 mil e R$ 3 mil, devem contribuir até mesmo para impulsionar a economia do Estado. “É uma mão-de-obra especializada. Uma base empresarial forte beneficiará a área acadêmica e vice-versa”, salienta Camilo Teles, que é professor universitário da área de computação e diretor da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex).
Independentemente dos salários, mudanças já começam a acontecer na área acadêmica. Na Bahia, nos últimos quatro anos, o número de doutores passou de cinco para 40. “Hoje, já existem muitos cursos na área”, comenta Camilo, citando o estudo do professor Roberto Almeida Bittencourt da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), que fez um mapeamento dos cursos de computação e informática na Bahia e em Sergipe. São duas federais, quatro estaduais e 25 particulares. Ranking – Uma pesquisa realizada pela consultoria de Recursos Humanos Mercer Human Resource Consulting, publicada no site da Softex, demonstra que o Brasil é o terceiro país da América Latina que melhor remunera os gerentes de Tecnologia da Informação (TI), perdendo para México e Venezuela. De acordo com o levantamento, o salário médio anual dos gerentes de TI no Brasil é de US$ 43,1 mil, ou cerca de R$ 102 mil, o equivalente a uma média de R$ 8,5 mil por mês.
No ranking mundial, o Brasil ocupa a 27ª colocação, ainda conforme o levantamento que pesquisou 5,3 mil empresas em todo o mundo e 188 companhias brasileiras. A melhor posição na lista mundial dos países é ocupada pela Suíça. Lá, o salário médio anual é de US$ 161,9 mil dólares, ou R$ 383,7 mil, representando R$ 31,9 mil em média mensalmente (com o dólar a cerca de R$ 2,36).

GLOSSÁRIO
z Informática - [Fr. Informatique Neo. formado pela junção das palavras Informer (informar) + Mathématique (matemática) + Électronique (eletrônica)] Termo criado por Philippe Dreyfus, em 1962, para designar a ciência que estuda o processamento da informação pelo computador.
z Software - [Ing. Soft = suave ware = utensílio]. Termo análogo a hardware. Conjunto de instruções, programas e dados a eles associados, empregados durante a utilização do computador. O mesmo que programa ou aplicativo.
z Tecnologia da Informação - Designação para o conjunto de tecnologias empregadas no processo da informação.
Fonte: Dicionário de Informática - DicWeb

REMUNERAÇÃO
A Suíça é o país que melhor remunera os profissionais que atuam na área de Tecnologia da Informação
Classificação País Salário (em US$/ano)
1 Suíça 161.8672 Alemanha 126.7043 Dinamarca 116.0464 Japão 112.2925 Bélgica 109.5916 Irlanda 108.7857 Reino Unido 105.6648 Hong Kong 97.5929 Itália 93.92010 Espanha 93.155 27 Brasil 43.100
Fonte: Mercer Human Resource Consulting

POTENCIALIDADE
As dez principais cidades para operação de serviços de TI
Por custos Por qualidade de mão-de-obra
1. Nova Délhi 1. Manilha2. Manilha 2. São Paulo3. Madras 3. Cidade do México4. Bangalore 4. Buenos Aires5. Buenos Aires 5. Nova Délhi6. Tianjin, China 6. Praga7. São Paulo 7. Kuala Lumpur8. Dalian, China 8. Xangai9. Bangcoc 9. Bangcoc10. Xangai 10. Bangalore
Fonte: Jones Lang LaSalle

SAIBA MAIS
Parque Tecnológico de Salvador
O parque será um complexo produtivo industrial e de serviços de base científico-tecnológica, na Paralela. Em suas instalações, estarão empresas cuja produção se baseia em tecnologia elaborada nos centros de pesquisa e desenvolvimento vinculados ao parque. Mais informações podem ser obtidas no site www.parquesalvador.com.br.
Centro de Alta Tecnologia e Inovação em Software

O Centro de Alta Tecnologia e Inovação em Software, o Altis, é uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip), com sede no Comércio. O desafio de tornar a Bahia uma base mundial de desenvolvimento de software foi o principal motivador da sua criação. O Altis funcionará como base tecnológica capaz de dar as respostas esperadas às diversas empresas multinacionais que pretendam, em uma aliança estratégica com o setor de TI na Bahia, focar no Brasil a sua demanda de serviços. Outras informações podem ser obtidas no site www.altis.org.br.
Condomínio Digital
Primeiro complexo empresarial baiano na área de tecnologia de informação, o condomínio funcionará no antigo Instituto do Cacau, no Comércio, como um órgão coordenador e articulador de projetos cooperados de pesquisa e desenvolvimento, de estratégias de negócios e de programas de capacitação nas tecnologias de informação e comunicação (TICs). Enfatiza pequenas empresas produtoras de software.

sábado, outubro 1

Inclusão Digital - SAEB - Governo do Estado da Bahia

[projeto da Secretaria da Administração do Estado da Bahia, que num primeiro momento apenas fornecia máquinas, com muito discurso e pouca efetividade, mas agora parece melhorar ao se integrar com o programa da SECTI... mas um erro ainda persiste: no site do governo do estado (www.ba.gov.br/programa/default.asp), seção programas, gestão pública, no link "inclusão digital" o programa citado é o da SAEB, e não o da SECTI... o que traz melhorias para o quadro, ao contrário, é o da SECTI]
Popularizar o acesso à Internet e combater a chamada "exclusão digital", através da implantação de salas para acesso público à rede mundial de computadores. Esta é a nova meta lançada pelo Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria da Administração, que inaugurou em Dezembro/2002, no posto SAC Barra, a primeira Sala do Cidadão, nome dado ao espaço comunitário estruturado para introduzir o cidadão no mundo tecnológico e garantir acesso gratuito à internet.
A Sala do Cidadão do SAC Barra possui mais de 13.000 usuários cadastrados que já realizaram 125.000 acessos à internet desde a sua inauguração. Os postos Santo Antônio de Jesus e Candeias também disponibilizam este serviço, registrando 7.600 e 5.500 acessos respectivamente.
A SAEB, em parceria com a SECTI, implantou o Infocentro no SAC Senhor do Bomfim, que além de prestar o serviço de acesso à internet oferece treinamento básico em informática.
A previsão para 2005 é a construção de Salas do Cidadão nos postos SAC Liberdade, Periperi, Lauro de Freitas, Eunápolis e Porto Seguro e Infocentros para os postos SAC Alagoinhas, Barreiras, Cajazeiras, Comércio, Ilhéus, Itabuna, Jacobina, Jequié, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista.

Fóruns abordam experiências de Inclusão Digital na Bahia

26/09/2005
As iniciativas de inclusão digital em andamento na Bahia estão sendo abordadas no I Fórum Baiano de Inclusão Digital e no II Fórum baiano de Software Livre, que começaram hoje (26) e seguem até amanhã (27), no Instituto Anísio Teixeira (IAT), na Paralela. Programas como o Identidade Digital, Tabuleiro Digital, Kabum e Velas Culturais, voltados para o acesso à Informática, foram apresentados e debatidos entre os participantes. Os fóruns estão sendo acompanhados em 23 municípios, através de videoconferência nos auditórios da Rede Educação, distribuídos pelo interior do estado.
O chefe de gabinete da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, Emerson Casali, destacou a ação do Governo do Estado com o programa Identidade Digital, que já instalou 100 Infocentros em 58 municípios baianos e será ampliado em 2006 atingindo 200 cidades baianas. “Nossa idéia não é apenas montar os Infocentros, mas qualificar o uso e instrumentalizar a população mais carente através de oficinas de informática”, declarou. Casali também pontuou que o programa deve avançar no acesso a serviços públicos, na mobilização das comunidades em torno de temas interessantes, no reforço da identidade cultural local e no desenvolvimento empresarial. Para o chefe de gabinete da Secti, a adoção dos softwares livres não é apenas uma estratégia para instrumentalizar a população com programas básicos e de acesso gratuito, mas também uma ação voltada para que pequenas e micro empresas adotem estes softwares para desenvolverem seus produtos e serviços.
O programa Identidade Digital foi iniciado no município de São Félix, no recôncavo baiano, em outubro de 2003. Atualmente, existem mais de 60 mil cidadãos cadastrados no programa. Já foram contabilizados mais de 500 mil acessos à Internet nos Infocentros em funcionamento. O Identidade Digital é coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e pela Secretaria de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (Secomp), em parceria com outras secretarias de governo, prefeituras e ONGs. Cada Infocentro do programa dispõe de 10 computadores equipados com softwares livres e com acesso à Internet através de banda larga. Todos os softwares livres instalados nos computadores dos infocentros são disponibilizados através do Projeto Berimbau Livre, responsável também pelo sistema de gestão, que controla os acessos, cadastros e gera todas as estatísticas e relatórios, o que permitirá avaliações do impacto do programa.
Recursos federais contingenciados - Para o diretor da Faculdade de Educação (Faced) da UFBA e coordenador do programa Tabuleiro Digital, Nelson Pretto, o processo da inclusão digital no Brasil poderia avançar caso o Governo Federal aplicasse os recursos do Fundo de Universalização dos Serviços Telefônicos (Fust), da ordem de R$ 5 bilhões, para alavancar iniciativas de inclusão. Segundo o diretor da Faculdade de Educação, esta verba está contingenciada para favorecer o superávit primário. “Nós continuamos batalhando para que possamos ter o mais breve possível a aplicação desses recursos. Recentemente houveram indícios de que estávamos conseguindo algum tipo de mecanismo para a aplicação, mas ainda não há nenhum dado concreto sobre isso”, declarou. Pretto concebeu o programa Tabuleiro Digital, que funciona a partir de terminais públicos de acesso à Internet instalados na Faced/Ufba. O objetivo é fornecer acesso aos alunos do Campus universitário e das comunidades próximas como Calabar, Alto das Pmbas e Federação.
Outro projeto apresentado nos Fóruns foi o Kabum, norteado pela ONG Cipó Comunicação Interativa. Criado há um ano e meio, o Kabum é uma oficina de informática avançada, que oferece para 80 jovens de oito bairros populares de Salvador a possibilidade de aprender a lidar com o vídeo, multimídia, fotografia, design e computação gráfica. De acordo com a coordenadora do projeto, Isabel Gouveia, “todas as ações da Cipó visam a mobilização social e reforçam a identidade dos jovens. A criatividade estimulada no desenvolvimento dos trabalhos e o software livre são duas ferramentas importantes”.
Velas Culturais – Em Jequié, uma iniciativa voltada para a inclusão digital surgiu em 1999, dotada de cinco centrais públicas de acesso à informática, chamadas de Velas Culturais. Estas unidades possuem 56 computadores, onde são realizadas atividades como oficinas de leitura e digitação, aulas de reforço de português, inglês e matemática, cursos de informática para alunos em tratamento psiquiátrico, atividades para crianças e cursos demandados pela comunidade, como o de manutenção de micros. De acordo com Hélio José Carmo, responsável pelo projeto, as Velas Culturais estão migrando de software proprietário para livre.
Amanhã serão apresentadas novas palestras e serão organizados grupos de trabalhos com desenvolvedores de softwares livres. Entre os temas, destaque para “Pedofilia Online”, a ser abordado pelo coordenador do site de denúncias Hotline BR, Thiago Tavares, e “Inclusão Digital”, que será apresentado pelo professor da Faculdade de Comunicação da UFBA, André Lemos.

Programa de inclusão digital beneficia 160 jovens

19/09/2005
“Eu não sabia nem ligar um computador. Agora já sei trabalhar com Word, Excel e conheço um pouco do Linux”, conta Camila dos Santos Cerqueira. Para ela, o fato de ter participado do curso para inclusão digital promovido pela Prefeitura, através da Secretaria de Economia, Emprego e Renda (SEMPRE), abriu os horizontes na conquista profissional. Ela foi uma das 160 jovens, entre 16 e 24 anos, que receberam na tarde de hoje (dia 19) o diploma de conclusão do concurso.
A diplomação aconteceu na sede do Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (SIMM). “Escolhi fazer a cerimônia na sede do SIMM para que todos esses jovens fossem imediatamente cadastrados para serem encaminhados à vagas de emprego”, disse o secretário Domingos Leonelli, acrescentando que todos esses jovens receberão também reforço em português e em conhecimentos gerais para que possam concorrer com chances efetivas no mercado de trabalho. “Não adianta saber usar o computador se a pessoa não saber escrever corretamente, se não tem noção das coisas que estão acontecendo no mundo. A Prefeitura está trabalhando para combater os fatores de exclusão social”, acrescentou.
Os cursos foram oferecidos nas salas dos Telecentros da Casa do Trabalhador nos bairros de Periperi e Cosme de Farias. Eles usaram computadores fornecidos pelo Banco do Brasil. Os recursos financeiros foram integralmente provenientes da Prefeitura. A Prodasal foi responsável pela instalação das máquinas e pela conexão com a internet. Foram, no total, 120 horas-aulas, durante 5 dias da semana.
O secretário Domingos Leonelli chamou a atenção para os critérios de seleção. “Asseguramos que pelo menos 50% das vagas fossem para afrodescendentes. Metade dos alunos escolhidos foi do sexo feminino. É uma forma de atendermos a população de modo mais igualitário e democrático”.
A comissão responsável pelo processo seletivo foi formada por sete representantes da sociedade civil organizada: um, da Administração Regional (AR) de cada bairro, um funcionário da Sempre, um representante da entidade mais antiga do bairro e outro do grupo de jovens organizados - além de um representante do Banco do Brasil.

Programa de inclusão digital - Meta é atingir toda a rede municipal

09/05/2005
Programa de inclusão digital na rede municipal de ensino
Através de parcerias com o Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério da Educação MEC), a Secretaria Municipal de Educação e Cultura estará implantando o programa de inclusão digital. A meta é dotar durante esses quatro anos da atual administração todas as unidades de ensino da rede com laboratórios de informática com acesso à internet, implantando cem laboratórios por ano a partir de 2005. Atualmente, somente 55 escolas dispõem de laboratórios de informática e 80 estão conectadas à internet. A rede municipal de ensino conta com 361 unidades de ensino.
Além da ampliação do número de laboratórios de informática, através deste programa será criada uma infraestrutura adequada para os laboratórios já existentes, proporcionando à comunidade escolar o acesso e uso das tecnologias da informação, visando contribuir com a melhoria da qualidade da educação e redução dos índices de exclusão digital em Salvador.
Apesar da inclusão digital ser uma preocupação presente na legislação educacional brasileira desde a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), a qual preconiza a necessidade da “alfabetização digital” em todos os níveis de ensino, ainda são muito baixos os índices de informatização dos municípios brasileiros.Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas , a exclusão digital atinge hoje 150 milhões de brasileiros, ou seja, apenas 26 milhões de pessoas possuem computador em casa, o que representa 12% da população. Desses, apenas 8% estão conectados à Internet, ou seja, mais de 90% da população brasileira não tem acesso às possibilidades de lazer, informação, trabalho, ampliação dos horizontes culturais e etc. oferecidos por essa tecnologia.
Na Bahia, dos quase 13 milhões de habitantes, apenas 4,61% têm acesso a computadores, o que representa quase um terço da taxa média nacional, que é de 10,29%. Salvador aparece como o município com maior taxa de inclusão digital, 14,05% da população, porém, apresenta níveis diferenciados de inclusão digital entre bairros.
“As tecnologias de informação no ambiente escolar devem contribuir para a democratização do conhecimento e a conquista da cidadania. E estas tecnologias deverão estar adequadas ao projeto pedagógico da escola”, informa a secretária municipal de Educação e Cultura, Olívia Santana.

Secretaria de Educação promove inclusão digital- Parceria entre a Prefeitura e a Faculdade São Camilo

21/06/2005
Através de uma parceria da Secretaria Municipal de Educação e Cultura com a Faculdade São Camilo, cerca de 400 alunos e pais de estudantes da Escola Municipal Nova Esperança Arx Tourinho terão aulas de informática. Estão sendo instalados 11 computadores na unidade de ensino. E os alunos terão aulas ministradas por estudantes do curso de Análise de Sistemas da Faculdade São Camilo.
No dia 21 de junho, a secretária municipal de Educação e Cultura, Maria Olívia Santana, o diretor-geral da Faculdade São Camilo, Celso Pasquini, e o diretor-geral da Faculdade São Camilo na Bahia, Miguel Menezes Bastos, visitaram as instalações da Escola Municipal Nova Esperança Arx Tourinho. As turmas terão aulas de Informática I, Informática II e Informática III a partir de agosto. Esta parceria entre a instituição de ensino superior e a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, já é desenvolvida há três anos no Colégio Municipal São Cristóvão, com o mesmo número de computadores.
“Este acordo se constitui numa ação de compromisso social da Faculdade São Camilo, que assim contribui para melhorar a qualidade da educação pública através da inclusão digital”, afirmou a secretária Olívia Santana. De acordo com o sub-secretário Ney Campello, a inclusão sócio-digital é uma das diretrizes da atuação da gestão municipal. “Buscamos parceiros que, além de possibilitar o acesso dos alunos às novas tecnologias, possam capacitá-los para formar futuros profissionais que atuem, por exemplo, como programadores e no desenvolvimento de softwares”, frisou.
Neste sentido, foi assinado no último dia 15, no Palácio Thomé de Souza, um acordo de cooperação entre o prefeito João Henrique e o diretor do Instituto Stefanini, Marcos Stefanini, com o objetivo de promover a inclusão digital de jovens da rede municipal de ensino, preparando-os para entrar no mercado de trabalho. Através da parceria, a empresa irá profissionalizar os estudantes.
Além da busca de empresas que possuam compromisso social, o projeto de inclusão digital da Secretaria Municipal de Educação e Cultura contempla a ampliação do número de laboratórios de informática, que existem atualmente em 56 escolas. Até o final do ano, cem escolas de rede municipal de ensino contarão com laboratórios de informática com acesso à internet. A meta da Prefeitura é dotar todas as 363 escolas da rede municipal de ensino de terminais de computadores até o final desta gestão.

SMEC assina convênio para inclusão digital

16/06/2005
Foi assinado na manhã do último dia 15, no Palácio Thomé de Souza, um acordo de cooperação entre o prefeito João Henrique e o diretor do Instituto Stefanini, Marcos Stefanini, com o objetivo de promover a inclusão digital de jovens da rede municipal de ensino, preparando-os para entrar no mercado de trabalho. Através da parceria, a empresa irá profissionalizar os estudantes, além de disponibilizar os laboratórios de informática para o aprendizado da comunidade. A secretária Olívia Santana esteve presente ao evento.
Para o prefeito, a partir desse convênio, os alunos serão incluídos digitalmente, “não apenas como usuários, mas, quem sabe, como futuros profissionais da área, pois esse é mais um projeto que pensa longe, que investe no presente já planejando o futuro”. Segundo ele, muitos jovens que hoje pertencem aos excluídos digitais poderão, futuramente, desenvolver programas que venham a ser aproveitados pelo mercado.
A secretária Maria Olívia Santana frisou que essa parceria faz parte das diretrizes da SMEC e que a inclusão digital é mais uma das formas de democratizar a educação. “A nossa luta é por uma educação ética, democrática, onde todos e todas tenham as mesmas oportunidades. Ninguém ganha com a exclusão”, declarou.
O diretor presidente do grupo Stefanini, Marcos Stefanini, fez um breve relato sobre a história do grupo, que está há seis anos no mercado baiano e além de uma empresa de serviços de tecnologia da informação mantém o instituto Stefanini e fez questão de afirmar que essa parceria será uma importante troca de experiências a ser vivida. “Ficamos feliz em realizar essa parceria com o governo de Salvador. O nosso objetivo é oferecer formação profissional para os jovens dessa cidade. E o nosso projeto tem um diferencial, pois além da formação procuramos também o 1º emprego. Em um ano conseguimos formar 12 mil jovens,” declarou.
De acordo com a secretária Maria Olívia Santana, atualmente são 60 unidades de ensino que contam com laboratórios de informática, com acesso à Internet. A meta agora, é poder ampliar para 100 escolas até o final do ano, contemplando todas as unidades de ensino da rede até o final desta gestão.
[fonte: http://www.smec.salvador.ba.gov.br/Conteudo_Noticia.php?cod_noticia=903]

Unidades de ensino abrem suas portas às comunidades nos finais de semana com cultura, esportes, cursos profissionalizantes, lazer e inclusão digital

13/09/2005
No dia 17 de setembro deste ano, unidades de ensino da rede municipal abriram suas portas às comunidades localizadas no seu entorno. A partir desta data, estas escolas tornaram-se pólos irradiadores de cidadania. Na ocasião, foram inaugurados o Programa Escola Aberta e o Programa de Inclusão Sócio-digital. As ações consistem na abertura de escolas da rede municipal durante os finais de semana para a realização de oficinas de qualificação profissional; lazer; cultura; artes; esportes e saúde. O Programa é uma parceria do MEC, Unesco e Secretaria Municipal da Educação e Cultura.
De acordo com a secretária Olívia Santana, as modalidades das oficinas que estão sendo desenvolvidas “foram detectadas e implantadas pelos órgãos públicos em parceria com as comunidades”. As atividades estão à disposição das comunidades e têm como um dos objetivos melhorar o relacionamento entre professores, alunos e pais.
O Programa tem uma estratégia inovadora na oferta de educação, cultura, qualificação profissional e lazer. A ação contribui para a melhoria da qualidade da educação e a construção de uma cultura de paz através da integração entre a escola, a família e a comunidade. A meta é reduzir a violência nas comunidades nos entorno das escolas através da oferta das atividades.
Apesar do estado da Bahia apresentar uma taxa de óbitos por homicídios de 15,1 em 100.000 habitantes, a realidade é distinta quando se analisa a mesma taxa entre jovens de Salvador (78,9), número duas vezes maior que a taxa da população total e cinco vezes mais elevada que a taxa de óbitos. Em São Paulo, onde há dois anos funciona um programa estadual de abertura das escolas nos finais de semana para atividades de lazer, foi constatado nas comunidades no entorno das escolas uma queda de 57% no número de homicídios e 81% de ocorrências policiais por porte de drogas.
Pólos irradiadores de cidadania
Dentre as oficinas profissionalizantes, estão sendo oferecidos cursos de culinária; manicure e manutenção predial e produção de bijuterias, dentre outros. Outras atividades, como dança do ventre; grafitismo; futebol; oficinas de teatro e rádio comunitária; consultoria jurídica; dança-afro e capoeira e outras ações, estão transformando as unidades escolares em pólos irradiarores de cidadania para as comunidades no entorno das escolas.
Inclusão digital
Simultanemanete ao Programa Escola Aberta, também no dia 17 de setembro outras 11 unidades escolares abriram suas portas às comunidades no final-de-semana, promovendo a inclusão sócio-digital. Trata-se de uma parceria da Secretaria Municipal da Educação e Cultura com o Instituto Stephanini. São oferecidos gratuitamente nos finais-de-semana cursos de informática.
Atualmente, 62 unidades da rede municipal de ensino contam com laboratórios de informática. A meta é poder ampliar para 100 escolas até o final deste ano e contemplar todas as 360 unidades de ensino da rede até o final de 2008.