blog de pesquisa sobre a inclusão digital

sexta-feira, outubro 27

McDonald’s fará inclusão empresarial

São Paulo, 24 de Outubro de 2006 - McInternet foi incluído no programa de governo de telecentros de negócios. O McDonald’s dará um caráter corporativo à iniciativa de inclusão digital que possui em seus estabelecimentos no Brasil.

São Paulo, 24 de Outubro de 2006 - McInternet foi incluído no programa de governo de telecentros de negócios. O McDonald’s dará um caráter corporativo à iniciativa de inclusão digital que possui em seus estabelecimentos no Brasil. Micro e pequenos empresários passarão a ter conteúdo de negócios nos terminais do projeto McInternet.
Com isso, podem a partir de lojas da cadeia de alimentação criar um e-mail para seu negócio e se cadastrar no site do programa de Telecentro de Informação e Negócios (TIN), gerenciado pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio. O usuário, em especial os sem conhecimentos sobre internet, poderão receber explicações de navegação na web dos funcionários do McDonald’s.
A importância da iniciativa está relacionada ao fato de mais de 60% dos pequenos empresários não terem conhecimentosbásicos de internet, como atestou pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
O único investimento do McDonald’s para se adaptar ao projeto será exatamente o treinamento dos empregados para que estejam preparados para atender também a esse público, pois o programa prevê que recebam instruções para colocar suas empresas na internet. "Eles poderão acessar a rede do ministério e, por exemplo, achar um fornecedor de embalagens, ao qual não teria acesso normalmente", explica o diretor de marketing da empresa, Leonardo Gentil.
O acordo entre o McDonald’s e o ministério já foi assinado e o protocolo publicado no Diário Oficial, e agora só aguarda seu lançamento oficial.
Com isso o projeto TIN, que já deu operação a cerca de 1,4 mil telecentros em todo o País e que tem planos de atingir 3 mil em pouco tempo, ganhará um importante impulso, uma vez que a McInternet atinge sozinha 19 estados, 103 cidades e 483 lanchonetes.
Com os primeiros computadores instalados em agosto de 2001, o programa McInternet foi beneficiado por compromisso de investimento conjunto e em partes iguais de US$ 20 milhões por parte do McDonald’s, da fabricante de tecnologia HP e do Banco Itaú. Os gastos foram planejados para serem feitos entre 2002 e 2007, com o objetivo da instalação de computadores. A HP é responsável pelo fornecimento e serviços de manutenção dos computadores pessoais (PC).
Após 2007, o projeto receberá só manutenção e atualizações, e exigirá muito menos dos financiadores.
Com 88% da cadeia de 544 estabelecimentos cobertos e 1,94 mil terminais em uso, o McInternet tem planos de chegar à cobertura de 95% das lojas até o próximo ano. O projeto sofreu atrasos. A expectativa era de atingir todas as lojas da cadeia no primeiro semestre de 2004.
Até setembro deste ano, a rede recebeu 4,3 milhões de cadastros pessoais, sendo que o País possui 21 milhões de pessoas em residências com acesso à internet. "Somos a maior rede particular de inclusão digital do Brasil", considera Gentil.
São atualmente 1,94 mil computadores instalados em lojas do McDonald’s, cerca de quatro por estabelecimento.
Recentemente a rede publicou um estudo com o perfil dos usuários e percebeu que a maioria é mulher (ver gráfico) e que apenas 33% deles possuem PC em casa, muitos deles chegando a ter o primeiro contato com o computador por meio da iniciativa. A faixa etária de 18 a 40 anos representa 67% da freqüência.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Carlos Eduardo Valim)
[fonte: www.gazetamercantil.com.br/soTexto.aspx?cd_noticia=
265317&vs_notfree=UIOU&vs_cd_grupo_noticia=21
]

domingo, outubro 22

Internet brasileira cresce 113% em seis anos

20 de outubro de 2006 - 16:35

Resultado está no balanço feito pela consultoria Ibope/NetRatings


SÃO PAULO - Em setembro, o número de usuários ativos de internet residencial atingiu 13,6 milhões de pessoas, número 14% maior que o mesmo período de 2005.

A cifra, pare do balanço dos hábitos da Web brasileira feito pela empresa de pesquisas Ibope/NetRatings, mostra que o número de internautas ativos mais que dobrou desde que a companhia começou seu levantamento seis anos atrás, passando de 9,8 milhões de pessoas para 21 milhões.

Em relação ao número de internautas residenciais ativos, o crescimento foi ainda maior, 168%, passando de 5,1 milhões de pessoas em setembro de 2000, para os atuais 13,6 milhões de brasileiros.

Também chama a atenção o crescimento de mulheres, que em setembro de 2000 representavam cerca de 42% e hoje já se aproximam dos 49% da audiência domiciliar. Além desse grupo, operários, moradores de domicílios com até duas pessoas e homens entre 21 e 24 anos de idade foram destaque de crescimento relativo no último ano.

Em relação ao tempo de uso da internet residencial, cada um dos brasileiros citados acima navegou em média 20h27min, 2h57min mais que em setembro de 2005. O Brasil, entre os dez países medidos com a mesma metodologia, permanece na primeira colocação em tempo de uso da internet residencial.

Em seguida vêm países como o Japão, com 18h22min, seguido pela França, com 17h43min, e os Estados Unidos, com 17h08min de tempo médio de navegação residencial por pessoa.

[fonte: www.estadao.com.br/tecnologia/internet/
noticias/2006/out/20/213.htm?RSS]

Lan-houses se alastram pelo sertão

Convergência e tecnologia aumentam a comunicação e facilitam golpes eletrônicos

Patrick Brock

Pergunte a um morador de Queimadas (BA, 300 km ao norte de Salvador) onde é que se pode ver e-mails. Ele apontará a Casa Cyber, na rua principal da cidade de 10 mil habitantes. Lá, não se faz ligações interurbanas. "Temos só o Skype", informou o atendente. Numa sala ampla, doze máquinas são ocupadas por esparsos indívíduos jogando games, teclando nos programas de mensagens ou, se você olhar bem, recebendo de volta os dados criptografados da sua conta no banco.

A Junta Comercial do Estado da Bahia contabiliza mais de mil lan-houses no estado, mas desconfia de que possam existir mais - como as bibocas com um computador e uma máquina de xerox. Há quinze anos, elas não existiam. São lugares como estes que estão democratizando o acesso à internet no Brasil. Na capital Salvador, é fácil encontrar cibercafés nos bairros periféricos. Antigos donos de fliperamas converteram-se às novas tecnologias e até disputam espaço na Avenida Suburbana, que liga o centro de Salvador aos bairros populosos em Pirajá.

O crescimento dos golpes na internet é uma das facetas dessa evolução, e traz à tona questionamentos sobre o potencial inerente em programas como o que o governo federal ensaia atualmente. Com base em pesquisas do Laboratório de Mídia do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e encabeçado por Nicholas Negroponte, foi criado o projeto do PC de US$ 100, com o lema de "um laptop por criança" - um tipo de acordo gigantesco entre diversos fornecedores de equipamentos para baratear ao máximo ocusto da engenhoca, que pode ser energizada com uma manivela. O objetivo de Negroponte e seus colegas é baratear o acesso à informática em países do terceiro mundo. O Brasil estuda adquirir tais máquinas em escala industrial para distribui-las na rede pública de ensino.

Durante um evento anual de voluntariado na escola de uma fundação bancária em Cajazeiras, no 1 de março deste ano, Uéslei Santos, 10 anos, explica como é que o negócio funciona. "Eu vou uma vez por semana na lan-house que fica na rótula (cruzamento). Geralmente no sábado. Custa R$ 2 a hora. Jogo games, warcraft, CS, entro em chat", diz, enquanto espera na fila para a oficina de informática oferecida gratuitamente.

Legislações municipais e estaduais já regulamentam a instalação de lan-houses, enquanto uma proposta de emenda constitucional está tramitando pela câmara dos deputados, sem muita pressa. A lei foi proposta por um deputado paulista, onde foi criada a primeira Associação Brasileira de Lan-house e Cibercafé, e prevê a identificação obrigatória dos usuários, junto com outras medidas como proibir a venda de bebidas ou cigarros. Atualmente, a maioria das casas não cobra identificação dos usuários, embora o Sebrae já ofereça um pequeno manual sobre como abrir um cibercafé e o apresente como uma "oportunidade de negócio".
[fonte: www.overmundo.com.br/overblog/
lan-houses-se-alastram-pelo-sertao]

segunda-feira, outubro 16

Buzu Digital



fotos de André Lemos [pelo celular]

O projeto de inclusão digital é da Prefeitura Municipal do Salvador.


foto da prefeitura

Trata-se de "Uma sala de aula montada em um ônibus climatizado com onze computadores, e toda a infra-estrutura para interligação com a Internet. Este é o Projeto Buzu Digital, criado pela Prefeitura Municipal para levar conhecimentos básicos de informática aos moradores de bairro carentes de Salvador.

Com a iniciativa, a proposta é beneficiar mais de 1 mil crianças e adolescentes de comunidades carentes, com idades entre 7 e 18 anos, no prazo de um ano."Neste período o ônibus percorre outros bairros", calcula Márcio Duarte, presidente da Companhia de Processamentos de Dados de Salvador (Prodasal), responsável pela implantação do projeto ao lado da Secretaria da Administração e em parceria com o Ministério Publico Estadual (que cedeu um ônibus) e a Empresa de Transportes Praia Grande, que doou outro veículo. "

O projeto foi lançado dia 20 de julho de 2006

[fonte: www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/]

As promessas de Lula para conquistar um segundo mandato presidencial

25/09/2006
O programa de segundo governo do presidente Lula dará ênfase à Educação, Inclusao Digital, e perseguirá a sua estratégia de promover a Inovação Tecnológica, a Convergência e uma Política Industrial voltada para a implantação da TV Digital e a produção de Semicondutores no Brasil.
Na área de Comércio Exterior o governo quer promover a internacionalização de empresas através de incentivos fiscais, proposta que para o setor de software tornou-se inócua com a edição da MP do Bem.
Mesmo assim, uma boa notícia para o setor de software: O presidente Lula está apoiando a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, que ainda não saiu do Congresso Nacional. Isso significa que o risco de vetos à presença do setor na nova legislação talvez chegue à zero.
Porém, nenhuma informação foi colocada no programa, sobre eventuais apoios do Palácio do Planalto à proposta de imunidade tributária ao software, emenda constitucional que tramita no Congresso Nacional, apoiada pelas principais entidades do setor.
O programa falha ao não informar nada sobre o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Embora este assunto esteja sendo discutido no âmbito do Palácio do Planalto já para o próximo ano, por algum motivo ele não foi levado em conta pela coordenação de campanha da reeleição do presidente Lula.
Da mesma forma, não toca claramente na questão da Reforma Trabalhista. O tema é meio que condicionado à Reforma Sindical. Para as empresas nacionais, que desejam competir no mercado externo, sem uma mudança na CLT fica muito difícil operar no exterior em pé de igualdade. Além de encargos pesados, não há regras que flexibilizem a contratação temporária de profissionais para determinados serviços, sobretudo na área de software.
O programa de segundo governo não define o software livre como plataforma tecnológica de governo. Apenas o menciona como um instrumento, ou alternativa, para Governo Eletrônco, embora esta solução esteja presente na atividade diária em muitos segmentos do governo. "Melhorar a prestação direta e remota de serviços aos cidadãos, simplificando procedimentos, capacitando servidores e ampliando a base tecnológica, 'inclusive' com a utilização do software livre", foi como definiram o papel desta solução no programa de Lula.
Na área de Previdência, o programa do segundo governo Lula fala de "inventimentos em canais remotos", de forma a acabar com as filas nos postos do INSS. Porém, a proposta orçamentária para o próximo ano da Dataprev continua sendo pífia em recursos para promessas desse gênero. O orçamento de investimentos da estatal é de apenas R$ 56 milhões, muito pouco para se sonhar com o fim das filas, numa área onde as deficiências em informática ainda são visíveis.
Vejam as propostas de Lula para o segundo governo:
Política Industrial• Dar seguimento à Política Industrial e de Inovação com ênfase para os setores de biotecnologia, energias renováveis, tecnologia da informação (especialmente TV digital e semi-condutores), nanotecnologia, fármacos e medicamentos.• Simplificar os mecanismos de acesso a programas de Inovação por meio de incentivos fiscais previstos por lei e pelos Fundos Setoriais de Ciência e Tecnologia. Fortalecer os Centros de Pesquisa e Desenvolvimento para empresas.• Aprofundar a política nacional para micro, pequena e média empresas, conforme Lei Geral em tramitação no Congresso, que estabelece tratamento diferenciado em matéria de crédito, acesso à tecnologia e mercado e às exportações.
Ciência e tecnologia• Prosseguir no incentivo à inovação tecnológica da indústria e do setor de serviços, em conjunto com um vigoroso suporte ao pequeno e médio empreendedor, às incubadoras e parques tecnológicos e com o fortalecimento e expansão do sistema nacional de C&T.• Continuar a articular a estratégia nacional de C,T&I e a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior, com ênfase nos setores difusores de tecnologia, tais como software, semicondutores, fármacos, medicamentos e bens de capital, assim como em áreas estratégicas como nanotecnologia, biotecnologia e biomassa.• Seguir na interlocução permanente com a comunidade científica e tecnológica e com outros setores sociais, de forma articulada com as unidades federativas e suas respectivas políticas.• Articular a C&T como importante instrumento para revolucionar a qualidade da educação em todos os níveis, promovendo iniciativas conjuntas do MEC, MCT e instituições instituições científicas, como a Olimpíada da Matemática.• Utilizar a tecnologia da informação como elemento estratégico, tanto para a ampliação das ações de inclusão digital para a modernização da gestão do Estado, a melhoria da qualidade do gasto público e o controle social democrático.
Comunicação• Construir um novo modelo institucional para as comunicações, com caráter democratizante e voltado ao processo de convergência tecnológica.• Incentivar a criação de sistemas democráticos de comunicação, favorecendo a democratização da produção, da circulação e do acesso aos conteúdos pela população.• Fortalecer a radiodifusão pública e comunitária, a inclusão digital, as produções regional e independente e a competição no setor.
Gestão• Fortalecimento do pacto federativo, dando continuidade a ações conjuntas com estados e municípios, para enfrentar os principais temas da agenda nacional.•Melhorar a prestação direta e remota de serviços aos cidadãos, simplificando procedimentos, capacitando servidores e ampliando a base tecnológica, inclusive com a utilização do software livre.• Introduzir a dimensão territorial no Planejamento e na implementação das políticas públicas.• Desenvolver processo consistente de melhoria da qualidade do gasto público, combatendo o desperdício e a ineficácia.• Fortalecer a função pública, visando o desenvolvimento e a retenção de competências dentro da máquina pública, a responsabilização de dirigentes e servidores por resultados e a implantação de um sistema de mérito.
Reforma do Estado• Ampliar a transparência, o controle e a eficiência das compras governamentais, promovendo o monitoramento sistemático de certames licitatórios, buscando identificar padrões de comportamento de empresasparticipantes e desvios-padrão nos preços de aquisição de bens e serviços.
Saúde• Fortalecer a gestão do SUS, pública e democrática, com controle social, como instrumento de identificação das necessidades da população, atendimento ao interesse público e combate à corrupção.• Organizar as ações e serviços em rede nacional única e integrada de atenção à saúde.• Universalizar o cartão SUS, que se constituirá no carro chefe da informatização do acesso e dos atendimentos.• Assegurar a universalização do acesso às ações e serviços de atenção básica, por meio das equipes de saúde da família e das unidades básicas de saúde.
Educação... "Será dada ênfase ao acesso à escola pública democrática e de qualidade; à superação doanalfabetismo, à inclusão digital, ao acesso mais amplo à educação profissional, técnica e tecnológica, e a uma universidade reformada, expandida e de qualidade superior..."
Cultura• Ampliar, em parceria com estados e municípios, a rede de Pontos de Cultura e Casa Brasil em localidades desprovidas de equipamentos públicos de cultura e inclusão digital. Essa parceira deverá estender-se aos equipamentos de esporte e lazer.´

Residências com computador no Brasil chegam a 18%

15/09/2006 - 18h05
da Folha Online

Uma parcela de 18,6% das residências brasileiras tinham computador e 13,7% dos domicílios tinham um micro com acesso à internet, no ano passado. Já televisão e rádio estavam em 91,4% e em 88% das casas, respectivamente.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2005 realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e divulgada nesta sexta-feira.

Desde 2001, o percentual de moradias com televisão ultrapassou o de habitações com rádio. De 2001 para 2005, o percentual de moradias com rádio passou de 88% para 88,4%, enquanto o de domicílios com televisão subiu de 89,1% para 92%.

Nesse mesmo período, as taxas de crescimento das moradias com computador superaram dos demais bens duráveis, e sua proporção subiu de 8,6%, em 2001, para 18,8% em 2005.
[fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/
informatica/ult124u20609.shtml]

Debate na Band

[quem assistiu o debate da Band entre os candidatos a presidente Lula e Alckmin pode ver que uma das questões abordadas tocou o tema da inclusão digital. Alckmin atacou dizendo que o recurso dado pelo governo para a questão era pequeno, mas Lula retrucou abordando alguns projetos, como o PC Conectado (sic - Computador para Todos, depois da troca de nome por causa da questão da conexão, não tão intrínseca assim...)]
fonte: http://band.com.br/eleicoes/ [quero achar algum lugar com a transcrição exata...]

segunda-feira, outubro 9

Costa quer universalizar banda larga e controlar conteúdo de satélite

Agência Estado
09:34 03/10

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, prometeu que, em oito anos, todos os municípios brasileiros terão banda larga. "Hoje, são 700 municípios", apontou Costa. "Até 2010, teremos 2,7 mil cidades com banda larga e, nos quatro anos seguintes, serão atendidas as demais."

O orçamento que o ministro pretende dedicar a este projeto é de R$ 1 bilhão, até 2010. De acordo com ele, Anatel e ministério arrecadam, juntos, cerca de R$ 2,5 bilhões anualmente. Dessa forma, há recursos para execução da proposta. Costa contou que a Cisco Systems e uma outra grande companhia do setor, não revelada, estão envolvidas neste projeto de Inclusão Digital.

O ministro planeja aplicar o conceito de cidade digital, com tecnologias de banda larga sem fio. Ele quer abrir uma licitação este ano para colocar um ponto do programa Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac), de internet via satélite, em cada município brasileiro a partir de 2007. Hoje, são 3,2 mil pontos em 2 mil municípios.

Costa anunciou que irá publicar portarias sobre inclusão digital e TV paga via satélite nos próximos dias. O objetivo do ministro é ampliar o controle do governo sobre o conteúdo transmitido via satélite. Hoje, segundo ele, não há nenhum tipo de controle, ao contrário do que ocorre com outras tecnologias utilizadas para TV por assinatura.

"Não queremos mexer com o serviço, estamos interessados apenas no conteúdo", disse o ministro quando questionado sobre se a portaria tinha relação com o pedido de uma licença de satélite feito pela Telefônica à Anatel. "Isso é uma questão que a agência é quem vai avaliar", afirmou ele, a respeito do pleito do grupo espanhol.

Ele não especificou como será feito este controle, mas deixou claro que o governo quer saber quais tipos de informações serão transmitidas. Costa afirmou que o ministério necessitara de mais recursos para realizar este controle e o orçamento solicitado para 2007 já contempla esta demanda.

Costa destacou que sua pasta arrecada anualmente cerca de R$ 1,5 bilhão e que recebeu apenas aproximadamente R$ 250 milhões, dos R$ 350 milhões pedidos. Para o próximo exercício, o ministro pediu que os R$ 350 milhões já requisitados para este ano sejam cumpridos, de modo que possam ser adquiridos novos equipamentos, e contratos técnicos e engenheiros aptos a exercer as atividades para verificação do conteúdo para satélite. "Já solicitei ao presidente."

A repórter que viajou a convite da Qualcomm.
[fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/
mundovirtual/2543001-2543500/2543445/2543445_1.xml]

Programa vai incluir mais 70 mil pessoas

A nova edição do programa Informática para a Comunidade vai promover a inclusão digital de 70 mil pessoas em 150 escolas estaduais na Região Metropolitana do Recife.

Vão participar estudantes de instituições públicas de ensino, pais e moradores das comunidades. A versão 2006 do programa será lançada hoje, às 10h, na Escola Estadual Professor Fontainha de Abreu. É uma realização da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes (Seduc), em parceria com o Diario de Pernambuco, TV Clube, rádios Clube AM e FM, o portal Pernambuco.com e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

As inscrições podem ser realizadas até o próximo dia 13, nas escolas participantes. Segundo o superintendente de Tecnologia da Informação da Seduc, Benedito Parente, mesmo após esse prazo, as pessoas podem se inscrever para outras edições. "Esse é um trabalho de democratização da inclusão digital, que promove o engajamento da comunidade no ambiente escolar e ajuda a reduzir a violência", afirma.

A primeira aula já sai encartada hoje no Diario, no formato tablóide. O material será publicado durante nove quintas-feiras. Hoje, também, as rádios do grupo Associados começam a dar dicas de informática. Na TV Clube (canal 9), as aulas começam a ser transmitidas no próximo domingo, das 7h às 8h. Nas escolas, o programa funcionará a partir do dia 14, aos sábados e domingos. Os estudantes aprenderão conceitos de informática básica e terão aulas de software livre, Linux, OpenOffice, sistema operacional Windows e internet.

Conquista

O programa Informática para a Comunidade começou em 2002 e já se consolidou como inicitativa de uso da tecnologia para benefício da população, com a conquista da 2ª colocação do prêmio Excelência em Governo Eletrônico (e-Gov), do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação. Informações: 2122.6402 ou 2122.6255

Diário de Pernambuco – PE, 5 de outubro de 2006

[fonte: www.serpro.gov.br/noticiasSERPRO/20061005_03]