Casa Brasil quer levar biblioteca, rádios e tecnologia às 27 capitais - Projeto Casa Brasil
blog de pesquisa sobre a inclusão digital
22/07/2005
Redes pegam carona em projeto federal e fazem promoção de computadores
O programa de inclusão digital do governo, com redução de impostos e financiamento subsidiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a venda de computadores, ainda não foi repassado integralmente ao consumidor. Mas as grandes redes de varejo já pegaram carona na idéia e começam a oferecer produtos populares em várias promoções especiais numa guerra de preços.
A rede Extra, dentro de sua Feira de Informática, vai vender computador no fim de semana por R$ 1.290, parcelado em 12 vezes sem juros, em qualquer cartão de crédito. A máquina, Linux Celeron D 315, já foi vendida no último fim de semana por preço maior. Custava R$ 1.399 e podia ser parcelado em 12 vezes no crediário, com juros de 0,99% ao mês. Segundo o diretor de eletrônicos do Grupo Pão de Açúcar, Marcelo Bazzali, com a promoção, as vendas cresceram cerca de 70% em relação ao fim de semana anterior.
O computador que está sendo vendido é o mesmo produto que será oferecido no programa PC Conectado, do governo. O programa tem duas etapas. A primeira - com redução de PIS e Cofins para todas as máquinas de até R$ 2.500 - já foi repassada ao varejo. Os preços ficaram cerca de 10% mais baixos. A segunda etapa do programa é o financiamento que ainda não foi liberado pelo BNDES para ser repassado pelo varejo ao consumidor. Por isto, as ofertas de financiamento de cada rede são variadas.
O Ponto Frio, por exemplo, está vendendo máquinas com preços médios de R$ 1.299 à vista ou em 24 vezes de R$ 89,90. Mas há produtos nas lojas de São Paulo a partir de R$ 1.999. Os produtos são um NEO PC com processador Celeron, 128 MB de memória RAM, HD de 40 Gb CDrom 52x e monitor de 15 polegadas e um AMD Sempron (tm) 2200+ ou Intel Celeron 1.8, com 128Mb de memória RAM, Cdrom de 32x, monitor de 15 polegadas e Hd de 30 Gb.
Nas Casas Bahia, o microcomputador Positivo 128 Mb de memória, Hd de 30 Gb e com o sistema Windows Starter Edition, até amanhã sai por R$ 1.399 à vista ou parcelado em até 13 vezes em prestações de R$ 160,14.
O Carrefour, maior concorrente do Extra, também entra no fim de semana com promoções especiais de computador e outros acesssórios de informática. Um Sempron 2.200 com processador AMD, 128 Mb de memória e Hd de 40 Gb, monitor de 15 polegadas e com o sistema Linux sairá por R$ 1.190 à vista ou parcelado em 24 vezes de R$ 63,30, na Grande São Paulo.
Informática
Ressalvas
11/07/2005
Sobre a recente parceria fechada entre o governo federal e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, para oferecer, em 2006, laptops a alunos da rede pública, o diretor executivo do Comitê para democratização da informática (CDI), Rodrigo Baggio, comenta: ''Trata-se de um sonho que precisa ser adaptado à realidade brasileira: de violência, professores desmotivados e, sobretudo, garantir a segurança destes equipamentos'', comenta. Jornal do Brasil


18/02/2005
29/03/2005
[enquanto o PC Conectado não vem, outras iniciativas apostam no barateamento e na banalização dos computadores...]
05/05/2005
Programa
Da Agência Brasil
O projeto de lei que cria o programa PC Conectado ainda não foi mandado para o Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a empresa de programas de computador Insigne, de Campinas (SP), já vê resultados da discussão que o governo federal vem fazendo em torno do incentivo à produção e ao financiamento de computadores pessoais (PCs, de "personal computer", no inglês), dentro dos planos de promover a inclusão digital no país.
Em 2004, a Insigne soube dos planos do governo federal de incentivar a produção e a aquisição de computadores pessoais baratos, ou "populares". A partir daí, por conta própria, a empresa adaptou um pacote de 26 programas livres para ser usado nesses computadores. Os programas incluem editores de texto, gráficos e som, além de programas para navegar na internet, enviar e receber mensagens eletrônicas e utilizar CDs e DVDs, entre outros.
A Insigne atua no desenvolvimento de software livre. É dessa forma que são chamados os programas de computador cuja reprodução é gratuita e livre – ou seja, copiar o programa não é considerado pirataria. É algo semelhante ao que acontece com os remédios genéricos, em oposição aos "de marca". Em vez de vender "licenças" de uso de seus programas, as empresas de software livre ganham dinheiro com serviços de suporte, ou seja, elas dão manutenção para a instalação dos programas e no caso de eventuais problemas técnicos.
Hoje, vários fabricantes de PCs populares usam esse conjunto de programas criado pela Insigne em computadores vendidos a preços baixos em grandes cadeias de lojas de eletrodomésticos, como Magazine Luiza e Ponto Frio, e hipermercados, como o Extra. A Insigne recebe R$ 30 por cada computador vendido para prestar assistência aos usuários no primeiro ano de uso do aparelho. Segundo a empresa, já foram comercializados, nos primeiros meses deste ano, cerca de 20 mil desses PCs populares.
Os programas livres também têm "código aberto", ao contrário dos "programas proprietários" (aqueles cuja reprodução sem pagamento de licença é considerada pirataria). Quando o código é aberto, qualquer técnico pode modificar o programa segundo suas próprias necessidades. Se o código é fechado, somente os técnicos que inventaram o programa podem acessá-lo. O sistema aberto mais conhecido hoje é o Linux, que é constantemente aperfeiçoado por cerca de 150 mil programadores em todo o mundo.
"Nosso papel é mostrar que é possível promover inovação a baixo custo no país. O software livre permite apropriação local da tecnologia, possibilita a democratização do conhecimento e da renda que ele gera. Muitos ganham, não só um", explica Sérgio Amadeu, presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, órgão vinculado à Casa Civil da Presidência da República.
[há um material do grupo CULT da facom sobre isso... depois posto algo mais sobre isso]
15/06/2005
28/06/2005
Inclusão digital
Da Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou hoje (28) grupo de trabalho para avaliar a possibilidade do Brasil aderir ao projeto "Para cada criança um laptop (computador portátil)", apresentado a ele pelos pesquisadores do centro de pesquisa norte-americano Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Nicholas Negroponte e Seymour Papert.
O grupo terá 30 dias para apresentar propostas de como o país pode colocar em prática o projeto educacional que prevê a produção de computadores portáteis ao preço de US$ 100, o que na cotação da moeda americana de hoje, representaria R$ 237.
Segundo o assessor da Presidência da República, César Alvarez, nomeado para coordenar o grupo, a equipe apresentará um diagnóstico e um plano de trabalho que ajudarão o presidente Lula a decidir se o Brasil vai integrar o projeto. O grupo é formado por representantes dos ministérios das Comunicações, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Educação.
Negroponte e Seymour apresentaram o projeto, pela primeira vez, no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), no ano passado. A partir de então, o Media Lab, laboratório do qual fazem parte, foi procurado por cerca de 50 países interessados em conhecer o projeto educacional. Segundo cálculos dos pesquisadores, seria necessária uma demanda de pelo menos cinco milhões de laptops para que o preço fosse reduzido a US$ 100. O Brasil, calculam, poderia aderir ao projeto inicialmente com uma demanda de um milhão desses equipamentos.
Os cientistas do MIT apresentaram uma meta ambiciosa ao presidente Lula. Eles esperam que, se o Brasil participar do projeto, todas as crianças em idade escolar na rede pública tenham um laptop até 2010. Seria algo como 40 milhões de crianças. Partindo do preço mínimo de um laptop vendido nos Estados Unidos, US$ 800, Negroponte apresentou cálculos que mostram como esse valor é influenciado por ações de marketing, venda, distribuição e lucro. "Metade desses US$ 800 é para essas ações e dos US$ 400 restantes, metade é gasto na tela", afirmou.
Segundo o pesquisador, o MIT desenvolveu uma tecnologia capaz de baratear a tela para US$ 30. "Podemos ‘emagrecer’ esse custo usando um programa aberto, de software livre, como o Linux, e o preço do laptop baixaria para US$ 100, mais o custo da tela, sairia por US$ 130. Mas acreditamos que não é preciso muito esforço para baixar ainda mais", aposta Negroponte.
De acordo com o coordenador do grupo de trabalho, César Alvarez, o projeto é revolucionário e propõe algo totalmente novo para a área educacional. "É mais que um projeto de inclusão digital, de acesso e domínio de uma tecnologia e produção industrial em larga escala. É um projeto educacional que se propõe. O laptop seria, dentro dessa perspectiva, um instrumento pedagógico como hoje é o livro didático".
Se o Brasil decidir integrar o programa, vai assumir o compromisso de distribuir gratuitamente os equipamentos à escolas.
[mais um projeto de inclusão digital do governo federal...]
15/05/2005
[enquanto uns não tem, outros "sofrem" por ter muito... uma variação entre o 8 e o 80 das tics...]
In Message for World Telecommunication Day, Secretary-General Calls for “Truly Global Information Society” Benefiting All