blog de pesquisa sobre a inclusão digital

quinta-feira, julho 28

Casa Brasil quer levar biblioteca, rádios e tecnologia às 27 capitais - Projeto Casa Brasil

Karina Cardoso
Da Agência Brasil
Brasília - "Sem conhecimento e educação, não há como superar ascondições de miséria. E este é um projeto barato que mobiliza acomunidade e distribui conhecimento", avalia Sérgio Amadeu, presidentedo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). Junto com oMinistério da Ciência e Tecnologia, o instituto lançou hoje (21) oedital do Programa Casa Brasil, que visa combater a exclusão digital esocial.
O projeto vai receber investimento de quase R$25 milhões do governofederal para a implantação de 90 unidades do Casa Brasil, contemplandotodas as capitais brasileiras. A Casa Brasil funcionará como centros dealfabetização tecnológica e de lazer.
Em cada unidade constará um telecentro comunitário composto de, nomínimo, dez computadores, auditório, sala de leitura, espaço multimídia,rádio comunitária, biblioteca popular, laboratório de popularização daciência e módulos de presença do governo federal. As Casas Brasil serãoimplantadas nos locais com menor qualidade de vida, maior índice deviolência e grande densidade populacional.
O ITI espera que o projeto atinja de 3 a 5 mil usuários por mês, em cadaunidade do Casa Brasil. O secretário de Inclusão Digital, RodrigoRollemberg, acredita que o Casa Brasil será uma oportunidade de melhoriada qualidade de vida da população. "Para disputar o mercado ou fazeralguma atividade que gere renda é preciso estar sintonizado com astecnologias de informação e de comunicação. Esse programa melhorará acapacitação desses trabalhadores e abrirá novos horizontes", afirmou.
O governo federal financiará a instalação das unidades e a manutençãodelas no primeiro ano de implantação. Nesse período está prevista acompra de equipamentos e móveis, além de gastos com reformas, adaptaçãodo local e pagamento de bolsas para os monitores de cada unidade. Osparceiros locais deverão disponibilzar o espaço para a instalação dasunidades e realizar outras ações que visem à sustentabilidade do projeto.
21/06/2005

terça-feira, julho 26

ONU quer 'desamericanizar' domínio da rede - O Globo

25/07/2005
A discussão promete esquentar daqui até a Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, que vai acontecer em novembro, na Tunísia: no relatório final do Grupo de Trabalho sobre Governança da Internet da ONU, divulgado semana passada, em Genebra, 40 peritos designados por diversos países decidiram questionar o papel dos EUA no governo da internet.
No documento, que pede uma maior "internacionalização" da rede, o Grupo declara ser necessária "uma melhor reorganização da gestão da internet, com base da Declaração de Princípios adotada em 2003 para a primeira fase da Cúpula da Informação". Entre as propostas apresentadas está a possibilidade de aumentar as funções do Comitê Consultivo para Assuntos Governamentais (GAC) da Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Icann), entidade subordinada ao Departamento de Comércio Americano (FTC) que é responsável técnica pelo Sistema de Nomes de Domínio (DNS), que gerencia os endereços mundiais da internet.
EUA não querem abandonar "gerenciamento" da rede
A discussão se torna mais acalorada diante da recusa dos EUA de "abandonar" a função que acumula há tantos anos através da Icann. No começo deste mês, a Administração Nacional de Telecomunicações e Informação (NTIA), ligada ao FTC, divulgou um comunicado dizendo que o governo dos EUA não pretende abrir mão do controle do DNS.
De acordo com Carlos Afonso, um dos dois representantes brasileiros no Grupo de Trabalho sobre Governança, o documento da ONU não sugere a retirada total da Icann do registro de domínios, mas sim a criação de um fórum internacional com mais autonomia nas decisões e maior transparência. - A Icann não sairá da parada, mesmo com a declaração do governo dos EUA, que, de certa forma, desmoraliza o esforço de construção, por parte da direção da Icann, de uma imagem de organização global e autônoma. Legalmente, e por contratos específicos entre a Icann, o Departamento de Comércio e a Verisign, ela não passa de uma entidade civil sem fins de lucro subordinada às leis do "governator" da Califórnia e do governo federal dos EUA, que gerencia o sistema-raiz por delegação temporária do Departamento de Comércio - diz.
Neste imbróglio, se há um consenso, segundo Carlos Afono, é o de que nenhum aspecto da governança global da rede pode ficar subordinado a apenas um governo. E isso se aplica à Icann. Elis Monteiro - O Globo

segunda-feira, julho 25

Varejo inicia sua inclusão digital - Estado de São Paulo

22/07/2005

Redes pegam carona em projeto federal e fazem promoção de computadores

O programa de inclusão digital do governo, com redução de impostos e financiamento subsidiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a venda de computadores, ainda não foi repassado integralmente ao consumidor. Mas as grandes redes de varejo já pegaram carona na idéia e começam a oferecer produtos populares em várias promoções especiais numa guerra de preços.

A rede Extra, dentro de sua Feira de Informática, vai vender computador no fim de semana por R$ 1.290, parcelado em 12 vezes sem juros, em qualquer cartão de crédito. A máquina, Linux Celeron D 315, já foi vendida no último fim de semana por preço maior. Custava R$ 1.399 e podia ser parcelado em 12 vezes no crediário, com juros de 0,99% ao mês. Segundo o diretor de eletrônicos do Grupo Pão de Açúcar, Marcelo Bazzali, com a promoção, as vendas cresceram cerca de 70% em relação ao fim de semana anterior.

O computador que está sendo vendido é o mesmo produto que será oferecido no programa PC Conectado, do governo. O programa tem duas etapas. A primeira - com redução de PIS e Cofins para todas as máquinas de até R$ 2.500 - já foi repassada ao varejo. Os preços ficaram cerca de 10% mais baixos. A segunda etapa do programa é o financiamento que ainda não foi liberado pelo BNDES para ser repassado pelo varejo ao consumidor. Por isto, as ofertas de financiamento de cada rede são variadas.

O Ponto Frio, por exemplo, está vendendo máquinas com preços médios de R$ 1.299 à vista ou em 24 vezes de R$ 89,90. Mas há produtos nas lojas de São Paulo a partir de R$ 1.999. Os produtos são um NEO PC com processador Celeron, 128 MB de memória RAM, HD de 40 Gb CDrom 52x e monitor de 15 polegadas e um AMD Sempron (tm) 2200+ ou Intel Celeron 1.8, com 128Mb de memória RAM, Cdrom de 32x, monitor de 15 polegadas e Hd de 30 Gb.

Nas Casas Bahia, o microcomputador Positivo 128 Mb de memória, Hd de 30 Gb e com o sistema Windows Starter Edition, até amanhã sai por R$ 1.399 à vista ou parcelado em até 13 vezes em prestações de R$ 160,14.

O Carrefour, maior concorrente do Extra, também entra no fim de semana com promoções especiais de computador e outros acesssórios de informática. Um Sempron 2.200 com processador AMD, 128 Mb de memória e Hd de 40 Gb, monitor de 15 polegadas e com o sistema Linux sairá por R$ 1.190 à vista ou parcelado em 24 vezes de R$ 63,30, na Grande São Paulo.

domingo, julho 24

Pakistan's Net Misery May Continue Through July

[o Paquistão ficou isolado virtualmente do resto do mundo. pois o cabo submarino que o conecta ao mundo foi seriamente danificado. a técnica é um importante fator de conectividade...]
Julho 06, 2005
Courtesy of TechWeb News
Pakistan's Internet problems may continue through July, media reports from the country said Wednesday, with no end in sight to the repair of the undersea fiber optic cable linking it with the rest of the world's Web.
Although the cable has been pulled from the shallow seabed in the Indian Ocean south of Karachi and is undergoing repairs, it's possible other flaws might be discovered during testing, adding to the 10-days-and-counting that Pakistan has been virtually isolated.
According to reports from India and Pakistan, repairs might take as little as a few days. Pakistan Telecommunication Co. Ltd (PTCL) president Junaid I. Khan said that the repair could be wrapped up in the next four or five days in ideal conditions.
"The work has begun and the faulty cable has been excavated and cut off from one end for replacement," The News, a Pakistan newspaper, quoted Kahn as saying. Kahn explained that the delays -- originally, it was thought service would be restored last week -- was due to a slew of factors.
"The team arrived later than expected; weather in the sea has been rough; the cable is buried in the seabed; and we are detecting the faulty area through tests from the surface...you can imagine that is quite a challenging business." he told the paper.
Other sources, however, told another Pakistani news outlet, the Pakistan Times, that the fix may not be done until the end of the month. In addition, and as reported last week, the process of testing and repairing the cable may require shutting down the entire cable, which would spread disruptions to India, the United Arab Emirates, Djibouti, and Oman, which are also connected to the damaged cable.
Currently, the only Internet service available is through satellite stopgaps that PTCL set up last week. The satellite links offer just a fraction of the bandwidth normally used by Pakistani businesses, however.
Pakistan's businesses have taken a beating, particularly its fledgling call center industry, which employs about 2,000 people and generates approximately $15 million in annual revenues. Pakistan's Internet problems may continue through July, media reports from the country said Wednesday, with no end in sight to the repair of the undersea fiber optic cable linking it with the rest of the world's Web.

segunda-feira, julho 11

Ressalvas - Projeto "Para cada criança um laptop"

Informática

Ressalvas

11/07/2005

Sobre a recente parceria fechada entre o governo federal e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, para oferecer, em 2006, laptops a alunos da rede pública, o diretor executivo do Comitê para democratização da informática (CDI), Rodrigo Baggio, comenta: ''Trata-se de um sonho que precisa ser adaptado à realidade brasileira: de violência, professores desmotivados e, sobretudo, garantir a segurança destes equipamentos'', comenta. Jornal do Brasil

"Estudar Pra Quê?" - Pato Fu

[o que o pato fu quer dizer com isso? uma crítica a uma ideologia tecnológica como panacéia a todos os males? de qualquer forma vale postar isso por aqui, extraído do mais recente cd do grupo]

Estudar Pra Quê?
Pato Fu
Composição: John

Quem mexe com internet
Fica bom em quase tudo
Quem tem computador
Nem precisa de estudo

Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?

Quem mexe com internet
Fica rico sem sair de casa
Quem tem computador
Não de precisa de mais nada

Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?

Ponto de Cultura na França - Projeto Pontos de Cultura

05.07.05
Ponto de Cultura na França - O primeiro a ser implantado no exterior

Na próxima semana, no dia 14 de julho, o ministro Gilberto Gil estará em Paris, onde fará o lançamento do Ponto de Cultura na França, o primeiro a ser implantado no exterior. A solenidade acontecerá às 16h, no Carreau du Temple, com a presença de representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); da Universidade de Paris X Nanterre; do secretário de Programas e Projetos Culturais do MinC, Célio Turino; e de outras autoridades.
A instalação de 20 Pontos de Cultura internacionais operativos, até dezembro deste ano, é uma das estratégias para a ampliação e consolidação do Programa Cultura Viva, desenvolvido pela Secretaria de Programas e Projetos Culturais do MinC.
Para o secretário Célio Turino, os 20 Pontos de Cultura planejados para o exterior são de fundamental importância para a comunidade brasileira que vive lá fora. “São mais de dois milhões de brasileiros espalhados pela Europa, Estados Unidos, Japão, América Latina e países de língua portuguesa que mantêm vínculos com o Brasil. O governo Lula e o MinC precisam retribuir e interagir com esta gente”, disse.
Do ponto de vista econômico, segundo Turino, este vínculo se materializa por intermédio da transferência de aproximadamente cinco bilhões de dólares/ano que são injetados na economia brasileira. “Dinheiro que vem desses brasileiros que trabalham lá fora”, afirmou o secretário.
Turino destaca também que os Pontos de Cultura no exterior manterão os vínculos culturais brasileiros, por intermédio de bibliotecas e atividades em língua portuguesa.
No caso do Ponto de Cultura de Paris, o secretário do MinC, Célio Turino, faz a seguinte interpretação: “O Ponto de Cultura de Paris vai sedimentar e dar continuidade a todo este esforço extraordinário do ano Brasil na França. É um espaço que vai dar continuidade e unificar a força cultural brasileira em Paris e em outras cidades francesas. Os grupos de capoeiras e outros grupos brasileiros passarão a ter esta importante referência que é a Universidade de Paris X Naterre, lugar com uma simbologia histórica muito grande, pois foi lá que nasceu o Movimento Estudantil de Maio de 68”.
Para implementar os trabalhos do Ponto de Cultura na França, serão investidos recursos no montante de até US$ 90 mil, que serão repassados em três parcelas iguais, até dezembro de 2006, pelo MinC/Programa Cultura Viva à Universidade X Nanterre, com a interveniência do PNUD. No dia 14 de julho, os três organismos estarão assinando o documento denominado Carta de Acordo para a instalação do Ponto de Cultura em território francês. O objetivo é o de aglutinar e incentivar o intercâmbio entre brasileiros residentes naquele país e demais interessados na cultura brasileira. A Carta de Acordo permanecerá em vigor até 31 de dezembro de 2006.
São objetivos gerais do Ponto de Cultura: conhecer os artistas brasileiros instalados na França; fazer conhecer e divulgar a cultura brasileira na França; e contribuir para a valorização e o estudo da cultura do Brasil naquele país.
Dentre as diversas atribuições a cargo da Universidade de Paris X Nanterre destacam-se a criação e operação de um website do Ponto de Cultura brasileira na França, conectando-o aos demais websites do Programa Cultura Viva; a preparação de um catálogo dos artistas brasileiros que moram na França, o qual poderá ser colocado on line, abrindo-se a artistas que vivem no restante da Europa; a criação de um recenseamento das associações que fazem a divulgação da cultura brasileira; a contribuição visando à realização dos projetos culturais apresentados pelas associações, os quais terão de ser selecionados pelo Comitê Técnico; a concentração de esforços para o desenvolvimento do ensino da língua portuguesa na França; e o pedido de colaboração das universidades francesas para que cursos de introdução à Cultura Brasileira sejam oferecidos aos estudantes da universidade e à comunidade em geral.
O Ponto de Cultura terá um Comitê de Honra, composto por personalidades científicas e artísticas francesas e brasileiras que residam, preferencialmente, na França, e, ainda, um Comitê Técnico e de Gestão.

O Início
Em maio passado, várias reuniões aconteceram na França, dentre elas, a de Maison Brésil, onde foi iniciada a construção e a definição do projeto de implantação do Ponto de Cultura em solo francês. Estiveram presentes o secretário de Programas e Projetos Culturais do MinC, Célio Turino, 30 representantes de associações que trabalham com a cultura brasileira na França, a representante da Universidade de Paris X Nanterre, Idelette Muzart, e outras personalidades.

De acordo com documento da Secretaria de Programas e Projetos Culturais, “os Pontos de Cultura no exterior se constituirão não apenas em lugares referenciais para a comunidade brasileira nos países, ao fomentar a produção realizada por artistas residentes fora do Brasil, mas também em referência para o acesso pelos estrangeiros à produção cultural brasileira que normalmente não faz parte do circuito comercial internacional”.
(Gláucia Ribeiro Lira)
(Assessoria de Comunicação Social do MinC)

Incluído nos excluídos - Gazeta Mercantil

Telecom
07/07/2005
O desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas à informação e às comunicações está provocando brutal transformação e aumento da complexidade e dos vetores que impulsionam o setor de telecomunicações. A convergência de redes e serviços está no centro dessa transformação. Serviços avançados e diversificados, baseados em modernas plataformas multisserviços, estão transformando os ambientes e desafiando os reguladores que atuam separadamente ou com regras e sistemas de autorizações e de outorgas detalhados ou restritivos.
Novas soluções baseadas em internet, notadamente a voz sobre IP, estão reduzindo rapidamente os preços das comunicações de voz, especialmente de longa distância, drenando uma das principais fontes de receitas das operadoras tradicionais de telecomunicações. Estas terão de adaptar seus modelos de negócios ao novo cenário, propiciando enormes benefícios à sociedade e novos desafios às empresas.
O crescimento da banda larga favorece formas alternativas de difusão de informações e da transmissão de conteúdo nas modernas redes de telecomunicações - redes multimídias. A abrangência e o escopo dos serviços convencionais de telecomunicações aumentam, numa verdadeira simbiose com os tradicionais serviços da mídia eletrônica. Estes, por sua vez, ampliam suas possibilidades com a chegada próxima da TV e do rádio digitais. A plataforma digital permitirá a introdução de serviços interativos, transmissão de dados e de informações em formatos inovadores. A fronteira entre os serviços, até então nítida, passa a ser imprecisa. Assim, organizar um ambiente competitivo entre empresas que se desenvolveram a partir de características e de modelos de negócios tão distintos, torna-se um enorme desafio para os reguladores.
Adicionalmente, é essencial que se defina a próxima fronteira da universalização e, até mesmo, as características do serviço a universalizar. Como no Brasil a baixa renda é o principal obstáculo para que grande parte da população consuma os serviços de comunicações disponíveis, deve-se buscar soluções alternativas para propiciar acesso aos serviços, tradicionais e convergentes, para o maior número possível de pessoas, de maneira economicamente eficaz. Ressalte-se ainda que a carga tributária que incide sobre os serviços de comunicações no Brasil onera em mais de 40% o seu valor.
Nesse ambiente efervescente, com rumos pouco claros e de avanços avassaladores, não há como fazer de conta que as mutações são passageiras ou superficiais e ignorá-las. Ações oportunas como a da Telebrasil, que organizou em junho último um congresso com o fim específico de debater essas transformações e as mudanças necessárias no atual modelo regulatório, precisam ser fortalecidas. No caso do Painel Telebrasil, por contar com representantes dos mais diversos segmentos, públicos e privados, voltados para as comunicações, como do Ministério das Comunicações, do parlamento, da Anatel, das prestadoras de serviços, inclusive radiodifusores, dos fabricantes e de consultores, entre outros, revelou-se, aquele evento, um fórum adequado e neutro para os debates. Nele foram expostos os pontos de vista de praticamente todos os agentes envolvidos nas mutações das comunicações.
O Brasil precisa reunir sua inteligência para debater o futuro das suas comunicações. As novas gerações não podem ser alijadas na nova sociedade que, queiramos ou não, surgirá com a explosão do conhecimento. Mais ainda: para o Brasil não ficar incluído no rol dos excluídos. Gazeta Mercantil

domingo, julho 10

Inclusão digital: algumas promessas e muitos desafios - Carlos Seabra

Artigo publicado na Revista Soluções sobre alguns desafios a serem enfrentados na promoção da Inclusão Digital no Brasil.

Voz, Rádio e TV sobre IP chegam as comunidades Gesac no segundo semestre - Projeto GESAC

30/06/2005
As comunidades atendidas pelo Programa Gesac, Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão, um programa de inclusão digital coordenado pelo Ministério das Comunicações, terão a sua disposição nesta nova fase do projeto uma plataforma multimídia composta por Rádio, TV e Voz sobre IP que completa a atual estrutura formada pelos serviços tradicionais de webmail, escritório, laboratório virtual e agências de notícias das comunidades.

Os novos serviços de Rádio sobre IP e TV sobre IP formarão um sistema multicast chamado Centro de Mídia Gesac, que transmitirá ao vivo para todas as comunidades programas locais em áudio e vídeo de qualquer ponto de presença no país. Uma comunidade poderá divulgar sua produção cultural para outra, em um verdadeiro sistema digital multimídia. Esses recursos também serão usados para aplicar capacitação por outros setores do governo, como a de agentes de saúde, ensino à distância ou o exercício da cidadania por meio do judiciário. Uma vez exibido, os arquivos em áudio e vídeo ficarão disponíveis no site do Centro de Mídia para consulta pública pelas próprias comunidades ou pelo público em geral, formando assim um grande banco de informações sobre a cultura independente no Brasil.

Outro sistema avançado de tecnologia que já está a disposição do programa Gesac é o Voz sobre IP. Com a estrutura de VoIP, comunidades que não possuem sistema de telefonia poderão ligar para telefones fixos de qualquer lugar do Brasil, pela Internet, usando o computador do seu telecentro com microfone e fones de ouvido. Da mesma forma, poderão receber chamadas no seu computador. Inicialmente estarão disponíveis 20.000 minutos gratuitos de ligações que serão divididos entre as comunidades, que terão seu número fixo de telefone. Além do uso de um software específico para comunicação, um aparelho tipo ATA (Adaptador de Telefone Analógico), ligado a rede, poderá conectar aparelhos telefônicos convencionais que servirão para fazer as ligações via Internet sem a necessidade do uso de um computador.

“Esta é a forma que temos para estimular a criatividade das comunidades pelo Brasil que não possuem canais de comunicação para divulgar suas atividades artísticas”, diz Paulo Lustosa, secretário-executivo do Ministério das Comunicações. Para Antônio Albuquerque, diretor do Departamento de Serviços de Inclusão Digital do MC, o serviço de VoIP “chega para democratizar o acesso à telefonia nas comunidades distantes dos grandes centros que ainda não foram contempladas pelo serviço convencional.”

Toda a cesta de serviços do Programa Gesac foi construída em Software Livre, que são programas com o código fonte aberto, que podem ser alterados, copiados e distribuídos livremente sem a necessidade do pagamento de licenças. O uso de Software Livre no programa Gesac cumpre as metas de inclusão digital definidas pelo Comitê Executivo do Governo Eletrônico, presidido pela Casa Civil, conforme relatório consolidado de maio de 2004 que define que “as iniciativas de inclusão digital devem privilegiar a utilização de software livre, devendo ser este utilizado como a opção tecnológica de inclusão digital do governo federal”. Este documento foi ratificado por órgãos governamentais como a Casa Civil, o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e a Secretária de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI).

sábado, julho 9

Alagoinhas vai receber telecentro - Projeto Petrobras

18/02/2005

Cidade

O município de Alagoinhas é um dos selecionados para receber um centro de inclusão digital financiado pela Petrobras, no projeto do governo federal que vai implantar telecentros em 50 municípios do País. A unidade de Alagoinhas, com apoio da ONG Rits (Redes de Informação do Terceiro Setor) e parceria da prefeitura local, deve funcionar em abril.
Cada telecentro será dotado de 20 computadores, com acesso à internet, para serem utilizados gratuitamente pela população. A decisão foi tratada em reunião dia 14 último, da qual participaram representantes do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI, órgão ligado ao Ministério da Casa Civil), da comunidade e da prefeitura, e vereadores. A Petrobras se compromete a manter o projeto até 2006, quando o telecentro passa a ser assumido por um comitê gestor formado na comunidade que o recebeu.

Salvador antenada com o futuro - Jornal A Tarde

29/03/2005

(...) Eu acho...

As comunicações wireless estão definindo rapidamente a própria natureza da aparência das ruas urbanas do século XXI. Se o usuário ia à rede de forma fixa, na era da conexão, é a rede que vai até o usuário.
André Lemos, professor da Ufba, em Cibercultura e Mobilidade: A Era da Conexão
O que eu imagino é que haja a possibilidade de um cidadão ter acesso à internet através de infocentros instalados no bairro onde mora. É preciso que se faça chegar a tecnologia às populações mais pobres da cidade. Assim, haveria uma resposta mais rápida ao chamado mundo da inclusão digital. (...)

Computadores populares já estão à venda e usam programas "genéricos" anti-pirataria - Jornal A Tarde

[enquanto o PC Conectado não vem, outras iniciativas apostam no barateamento e na banalização dos computadores...]

05/05/2005

Programa

Da Agência Brasil

O projeto de lei que cria o programa PC Conectado ainda não foi mandado para o Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a empresa de programas de computador Insigne, de Campinas (SP), já vê resultados da discussão que o governo federal vem fazendo em torno do incentivo à produção e ao financiamento de computadores pessoais (PCs, de "personal computer", no inglês), dentro dos planos de promover a inclusão digital no país.

Em 2004, a Insigne soube dos planos do governo federal de incentivar a produção e a aquisição de computadores pessoais baratos, ou "populares". A partir daí, por conta própria, a empresa adaptou um pacote de 26 programas livres para ser usado nesses computadores. Os programas incluem editores de texto, gráficos e som, além de programas para navegar na internet, enviar e receber mensagens eletrônicas e utilizar CDs e DVDs, entre outros.

A Insigne atua no desenvolvimento de software livre. É dessa forma que são chamados os programas de computador cuja reprodução é gratuita e livre – ou seja, copiar o programa não é considerado pirataria. É algo semelhante ao que acontece com os remédios genéricos, em oposição aos "de marca". Em vez de vender "licenças" de uso de seus programas, as empresas de software livre ganham dinheiro com serviços de suporte, ou seja, elas dão manutenção para a instalação dos programas e no caso de eventuais problemas técnicos.

Hoje, vários fabricantes de PCs populares usam esse conjunto de programas criado pela Insigne em computadores vendidos a preços baixos em grandes cadeias de lojas de eletrodomésticos, como Magazine Luiza e Ponto Frio, e hipermercados, como o Extra. A Insigne recebe R$ 30 por cada computador vendido para prestar assistência aos usuários no primeiro ano de uso do aparelho. Segundo a empresa, já foram comercializados, nos primeiros meses deste ano, cerca de 20 mil desses PCs populares.

Os programas livres também têm "código aberto", ao contrário dos "programas proprietários" (aqueles cuja reprodução sem pagamento de licença é considerada pirataria). Quando o código é aberto, qualquer técnico pode modificar o programa segundo suas próprias necessidades. Se o código é fechado, somente os técnicos que inventaram o programa podem acessá-lo. O sistema aberto mais conhecido hoje é o Linux, que é constantemente aperfeiçoado por cerca de 150 mil programadores em todo o mundo.

"Nosso papel é mostrar que é possível promover inovação a baixo custo no país. O software livre permite apropriação local da tecnologia, possibilita a democratização do conhecimento e da renda que ele gera. Muitos ganham, não só um", explica Sérgio Amadeu, presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, órgão vinculado à Casa Civil da Presidência da República.

Governo apresenta plano para 17 anos - Jornal A Tarde

[há um material do grupo CULT da facom sobre isso... depois posto algo mais sobre isso]

15/05/2005

Projetos

Agência Globo

BRASÍLIA - Em outubro, um ano antes das eleições presidenciais, o governo federal pretende apresentar ao País um plano ambicioso para os próximos 17 anos. A novidade é que as metas não sairão da cabeça dos burocratas de Brasília nem do programa partidário petista, mas de ampla consulta a todos os setores da sociedade.
Trata-se do projeto Brasil Três Tempos, do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência (NAE), presidido pelo secretário de Comunicação de Governo, Luiz Gushiken. A proposta, explica o coronel Oswaldo Oliva, secretário-executivo do NAE, não é apresentar uma plataforma de governo, mas um plano estratégico do Estado, que tenha o respaldo da sociedade e estabeleça as prioridades nacionais em três momentos: 2007, 2015 e 2022.
“Esse é um projeto elaborado a partir do conhecimento produzido na área acadêmica, sem caráter político ou ideológico”, afirma Oliva. Especialistas da área acadêmica elegeram 50 temas que devem orientar a vida social, política e econômica do século XXI, como qualidade de vida urbana, biotecnologia, Conselho de Segurança da ONU, qualidade de ensino, desigualdade social, ações afirmativas de inclusão social, inclusão digital, tecnologia da informação, nanotecnologia, blocos político-econômicos e diversidade cultural. (...)

MP reduz impostos sobre investimentos em várias áreas - Jornal A Tarde

15/06/2005
Da Agência Estado
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, ao divulgar o conteúdo da MP do Bem, há pouco, disse que estão sendo incluídos incentivos à inovação tecnológica com a redução do IR sobre despesas com pesquisa e desenvolvimento e também com inovação de sistemas. Além disso, o governo subvencionará até 50% dos custos da remuneração de pesquisadores.
Uma outra medida prevê o estímulo à inclusão digital, com a desoneração total de PIS e Cofins sobre equipamentos de informática até o valor de R$ 2.500,00. (...)

Brasil avalia projeto de computador a US$ 100 - Projeto "Para cada criança um laptop"

28/06/2005

Inclusão digital

Da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou hoje (28) grupo de trabalho para avaliar a possibilidade do Brasil aderir ao projeto "Para cada criança um laptop (computador portátil)", apresentado a ele pelos pesquisadores do centro de pesquisa norte-americano Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Nicholas Negroponte e Seymour Papert.

O grupo terá 30 dias para apresentar propostas de como o país pode colocar em prática o projeto educacional que prevê a produção de computadores portáteis ao preço de US$ 100, o que na cotação da moeda americana de hoje, representaria R$ 237.

Segundo o assessor da Presidência da República, César Alvarez, nomeado para coordenar o grupo, a equipe apresentará um diagnóstico e um plano de trabalho que ajudarão o presidente Lula a decidir se o Brasil vai integrar o projeto. O grupo é formado por representantes dos ministérios das Comunicações, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Educação.

Negroponte e Seymour apresentaram o projeto, pela primeira vez, no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), no ano passado. A partir de então, o Media Lab, laboratório do qual fazem parte, foi procurado por cerca de 50 países interessados em conhecer o projeto educacional. Segundo cálculos dos pesquisadores, seria necessária uma demanda de pelo menos cinco milhões de laptops para que o preço fosse reduzido a US$ 100. O Brasil, calculam, poderia aderir ao projeto inicialmente com uma demanda de um milhão desses equipamentos.

Os cientistas do MIT apresentaram uma meta ambiciosa ao presidente Lula. Eles esperam que, se o Brasil participar do projeto, todas as crianças em idade escolar na rede pública tenham um laptop até 2010. Seria algo como 40 milhões de crianças. Partindo do preço mínimo de um laptop vendido nos Estados Unidos, US$ 800, Negroponte apresentou cálculos que mostram como esse valor é influenciado por ações de marketing, venda, distribuição e lucro. "Metade desses US$ 800 é para essas ações e dos US$ 400 restantes, metade é gasto na tela", afirmou.

Segundo o pesquisador, o MIT desenvolveu uma tecnologia capaz de baratear a tela para US$ 30. "Podemos ‘emagrecer’ esse custo usando um programa aberto, de software livre, como o Linux, e o preço do laptop baixaria para US$ 100, mais o custo da tela, sairia por US$ 130. Mas acreditamos que não é preciso muito esforço para baixar ainda mais", aposta Negroponte.

De acordo com o coordenador do grupo de trabalho, César Alvarez, o projeto é revolucionário e propõe algo totalmente novo para a área educacional. "É mais que um projeto de inclusão digital, de acesso e domínio de uma tecnologia e produção industrial em larga escala. É um projeto educacional que se propõe. O laptop seria, dentro dessa perspectiva, um instrumento pedagógico como hoje é o livro didático".

Se o Brasil decidir integrar o programa, vai assumir o compromisso de distribuir gratuitamente os equipamentos à escolas.

Programa cria espaços de acesso à informática - Projeto Casa Brasil

[mais um projeto de inclusão digital do governo federal...]

22/06/2005

Ação Social

Geralda Doca

AGÊNCIA GLOBO


BRASíLIA – O Ministério da Ciência e Tecnologia e o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) da Casa Civil lançaram ontem um edital público de licitação no valor de R$ 24,3 milhões para instalar o projeto Casa Brasil – espaços onde as pessoas poderão acessar a internet, fazer cursos de informática, além de atividades culturais, de forma gratuita.
A proposta faz parte do programa de inclusão digital do governo, que pretende instalar 90 unidades em todo o País e beneficiar de 270 mil a 450 mil pessoas por mês.
No Estado do Rio, serão três centros na capital, um em São Gonçalo e outro em Duque de Caxias. Além de uma sala para acesso à internet, os centros terão ainda um auditório, uma sala para leitura e um posto do Banco Popular do Brasil. Os computadores serão conectados à banda larga, com a utilização de softwares livres.
Poderão participar da concorrência instituições privadas sem fins lucrativos (como Organizações Não-Governamentais), museus, universidades, prefeituras e governos estaduais. Vencerá a disputa quem apresentar o melhor plano para a instalação do Casa Brasil, como, por exemplo, local, atividades a serem agregadas aos centros e critérios de sustentabilidade por pelo menos dois anos. O prazo para entrega das propostas termina no dia 5 de agosto e os resultados serão divulgados no fim de setembro.
Segundo o secretário de Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia, Rodrigo Rollemberg, a idéia do governo é iniciar a instalação dos centros ainda este ano. Assim que for divulgado o resultado, explicou ele, os recursos serão liberados do Orçamento Geral da União. No primeiro ano de funcionamento, o projeto será bancado pelo governo federal, que ficará responsável pela compra de equipamentos (são 20 computadores), pelo pagamento de monitores que atenderão o público, além de custear bolsas de estudo.
Dos 90 centros iniciais, 55 serão instalados nas capitais, de forma que cidades com até 700 mil habitantes ganharão uma unidade; entre 700 mil e 1,2 milhão, duas; e acima disso, três centros. Os 35 restantes serão distribuídos por Estado, nas maiores cidades, à exceção das capitais.

Comunidade de ex-escravos mergulha na era digital - Projeto GESAC

15/05/2005
Internet
Da Reuters

Durante três séculos, os moradores desse antigo quilombo viveram praticamente isolados do restante da sociedade brasileira.
Escondida no Vale do Paraíba, a 290 km de São Paulo, a comunidade não tem telefone nem outros serviços públicos básicos. Alguns dos 300 moradores ainda vivem em casas de pau-a-pique.
Mas, numa experiência revolucionária do governo, Ivaporunduva está entrando na era digital. Num esforço para combater a pobreza, o isolamento da comunidade se transformou em passado com a instalação de conexão de Internet por satélite.
Agora, os moradores podem marcar consultas online, encontrar novos mercados para vender suas frutas e baixar planos de aula da Internet.
Num dos maiores experimentos da história na área do combate à pobreza utilizando a tecnologia da informação, o governo federal instalou Internet por satélite em 3.200 comunidades rurais nos últimos dois anos. Outras 1.200 serão colocadas este ano.
"A inclusão digital é uma política eficiente para proporcionar a inclusão social, e é mais eficaz que muitas outras políticas sociais", disse à Reuters Antonio Albuquerque, chefe do Governo Eletrônico -- Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac).
Cada conexão por satélite alimenta em média seis computadores, a maioria doados. Para baratear os custos, todos os sistemas, inclusive o programa nos satélites, são de livre divulgação. O governo afirma que o programa elevará o número de usuários de Internet de 18 milhões para 24 milhões.
A inovadora política se revelou ao mesmo tempo visionária e polêmica. Além de ligar comunidades pobres através de satélite, incentivou os ministérios a adotar softwares livres para evitar os gastos milionários com a Microsoft.
BENEFÍCIOS
Em Ivaporunduva, já há sinais de avanços desde a instalação da Internet, há um ano. O computador da comunidade fica perto da ainda sólida igreja erguida em 1630, que os quilombolas ampliaram em 1690, antes do declínio da mineração na região. Uma pequena parabólica, como as de TV por assinatura, recebe o sinal.
Antes, o antigo quilombo, pobre demais para atrair empresas de telefonia fixa ou celular, tinha que depender de um precário telefone por rádio que tinha péssima qualidade de som -- principalmente se algum morador da comunidade estivesse ouvindo música. O rádio queimou há alguns meses.
"A gente se comunica com o INSS por e-mail. É muito útil", disse Maria da Guia, 43, líder comunitária do antigo quilombo, fundado por escravos fugitivos.
"Foi uma grande vitória para nós porque os moradores mais antigos dos quilombos têm direito de receber 260 reais por mês de aposentadoria."
A renda média na comunidade, que sobrevive com a agricultura de subsistência, é de cerca de 200 reais por mês.
Os moradores também estão tendo acesso a outros programas sociais, como um voltado a mulheres grávidas. Além disso, a conexão com a Internet pode aumentar a renda mensal do vilarejo em milhares de reais por mês.
Com ela, eles estão conseguindo ter acesso a mercados maiores, como um revendedor de Santo André, ao qual vendem bananas orgânicas.
"Agora, iremos para a Ceasa de Santo André o tempo todo", disse Alexandro Marinho da Silva, 25, um dos maiores usuários da Internet na comunidade. Os moradores mais jovens tendem a ser mais escolarizados que os mais velhos, dos quais muitos são analfabetos.
"Usamos a Internet para entrar em contato com os responsáveis pela Ceasa e depois fomos nos encontrar com eles."
Outros moradores usam a Internet para organizar visitas turísticas para cavernas próximas dali e ao quilombo, que é um entre os dezenas do Vale do Paraíba.
"O fato de essas comunidades estarem obtendo atendimento de saúde, benefícios sociais e informações de mercado já é uma conquista significativa", disse Jennifer L. Bussell, que integra uma equipe da Universidade da Califórnia em Berkeley que estuda a computação de baixo custo na Índia. Na próxima década, mais benefícios serão conquistados, conforme os usuários adquirirem sofisticação, disse ela.
Dez computadores mais poderosos recentemente doados receberão novos programas, como o de comunicação por voz.
Mas Alexandro já descobriu que informação é poder.
Ele monitora a rede para ver se há forasteiros tentando derrubar uma decisão que interrompeu a construção de quatro barreiras no rio Ribeira. Elas forneceriam energia para a Companhia Brasileira de Alumínio. "Se eles construírem uma barragem, vão construir todas, e vamos afundar", disse Alexandro.

Inclusão digital nas escolas - Projeto SMEC

20/05/2005
Educação
Um convênio firmado entre a Secretaria Municipal da Educação e Cultural (Smec) e o Instituto Stafanini permitirá a inclusão digital nas escolas municipais de Salvador. O projeto beneficiaria, na primeira fase, 56 escolas, e até o final deste ano outras 44 serão incluídas no programa. As primeiras escolas a fazer parte da iniciativa foram escolhidas porque já têm laboratório de informática. O instituto se responsabiliza pela metodologia de treinamento, tanto dos professores, quanto dos alunos e a Smec, pelas instalações físicas.

fonte: http://www.atarde.com.br/materia.php3?mes=05&ano=2005&id_materia=2824 (09/07/2005)

Beijing Clinic Treats Web Addicts - Wired

[enquanto uns não tem, outros "sofrem" por ter muito... uma variação entre o 8 e o 80 das tics...]

BEIJING -- The 12 teenagers and young adults, some in ripped jeans and baggy T-shirts, sit in a circle, chewing gum and fidgeting as they shyly introduce themselves. "I'm 12 years old," one boy announces with a smile. "I love playing computer games. That's it." "It's been good to sleep" says another, a 17-year-old with spiky hair, now that he's no longer on the computer all day.
The youths are patients at China's first officially licensed clinic for internet addiction, a downside of the online frenzy that has accompanied the nation's breathtaking economic boom.
"All the children here have left school because they are playing games or in chat rooms everyday," says the clinic's director, Dr. Tao Ran. "They are suffering from depression, nervousness, fear and unwillingness to interact with others, panic and agitation. They also have sleep disorders, the shakes and numbness in their hands."
According to government figures, China has the world's second-largest online population -- 94 million -- after the United States.
While China promotes internet use for business and education, government officials also say internet cafes are eroding public morality. Authorities regularly shut down the cafes -- many illegally operated -- in crackdowns that also include huge fines for their operators.
State media has also highlighted cases of obsessed internet gamers, some of whom have flunked out of school, committed suicide or murder. Nonetheless, internet cafes continue to thrive, with outlets found in even the smallest and poorest of villages. Most are usually packed late into the night.
Dr. Kimberly Young, a Bradford, Pennsylvania, clinical psychologist whose 1998 book on internet addiction has been translated into Chinese, says she's not surprised the Chinese would face problems with internet overuse.
"They are catching up with a lot of our technology, and certainly at that juncture, are now able to run into some of the same difficulties," Young said.
While treatment programs were almost nonexistent in the United States a decade ago, she said, dozens of clinics and countless individual therapists such as herself offer counseling and treatment in her country.
Programs are growing elsewhere, too.
Just a few years ago, Young says, she attended a conference in Switzerland where she was the only American out of some 200 academics and clinicians who gathered to address internet addiction.
Tao's government-owned clinic, which began taking patients in March, occupies the top floor of a two-story building on a quiet, tree-lined street on the sprawling campus of the Beijing Military Region Central Hospital in the heart of the Chinese capital.
A dozen nurses and 11 doctors care for the patients, mostly youths aged 14 to 24 who have lost sleep, weight and friends after countless hours in front of the computer, often playing video games with others online.
Some come voluntarily, while others are checked in by their parents. Many say their online obsessions helped them escape day-to-day stress, especially pressure from parents to excel in school.
Some can't stop playing games, while the older ones tend to be addicted to online chats with the opposite sex, Tao says. Others are fixated on designing violent games.
Tao, a psychiatrist for 20 years who specializes in treating addiction, estimates that up to 2.5 million Chinese suffer from Internet addiction, though others are skeptical.
"As the number of the netizens grows, the number of the addicted people will grow as well, but we should not worry about the issue too much," says Kuang Wenbo, a professor of mass media at Beijing's Renmin University. "The young men at the age of growing up have their own problems. Even if there was no internet they will get addicted to other things."
A reporter was allowed to talk to patients at the clinic on condition they not be identified by name.
"I wasn't normal," said a 20-year-old man from Beijing who used to spend at least 10 hours a day in front of the screen playing hack-and-slash games like Diablo.
"In school I didn't pay attention when teachers were talking," he said. "All I could do was think about playing the next game. Playing made me happy, I forgot my problems."
The 12-year-old, a new arrival, spent four days in an Internet cafe, barely eating or sleeping.
A soft-spoken 21-year-old man from northeastern Heilongjiang province who had been in the clinic for 10 days said his addiction had helped him escape from family pressures about his studies.
"I would stay up for 24 hours. I would eat only in front of the computer," he said.
Tao's team has put together a standard diagnostic test to determine whether someone is addicted, then uses a combination of therapy sessions, medication, acupuncture and sports like swimming and basketball to ease patients back into normal lives.
They usually stay 10 to 15 days, at $48 a day -- a high price in China, where the average city dweller's weekly income is just $20.
The routine begins around 6 a.m. and includes sessions on a machine that stimulates nerve impulses with 30-volt charges to pressure points.
Some patients receive a clear fluid through intravenous drips said to "adjust the unbalanced status of brain secretions," according to one nurse. Officials would not give any other details about the medication.
Patients also nap, write diary entries or play cards. Their rooms are sunny, each decorated with artificial flowers, Winnie the Pooh comforters and a 17-inch television.
Tao says the long-term effects of treatment are generally successful, but it's not easy to keep patients from again giving themselves over to Internet temptation.
"It would be hard to give it up completely," said the 20-year-old from Beijing. "I'll take it step-by-step."

“Truly Global Information Society” Benefiting All - Kofi Annan

[olá, para iniciar esse blog, que tem como objetivo ser um observatório dos processos de inclusão digital, segue um pronunciamento de Kofi Annan sobre o tema. uma mensagem bem curtinha, mas que demonstra o discurso da maioria dos políticos atualmente sobre esse tema. precisamos aprofundar mais essas questões... os grifos são de minha autoria]

In Message for World Telecommunication Day, Secretary-General Calls for “Truly Global Information Society” Benefiting All

NEW YORK, 3 May (UN Headquarters) -- Following is the message by UN Secretary-General Kofi Annan for World Telecommunications Day, 17 May 2005:

We live in an age in which communication between people is essential to achieving our shared goals of development and peaceful coexistence. Innovations in information and communication technologies have increased exponentially our capacity to connect with each other. It is up to us to use to harness the potential of these technologies in our work to extend the benefits of education, health care, trade and environmental protection to all.

The theme of this years World Telecommunication Day, Creating an Equitable Information Society: Time for Action, calls on us to give shape to the vision adopted at the first phase of the World Summit on the Information Society in 2003. I urge MemberStates and all other stakeholders to reaffirm their commitment to that process, and to participate at the highest levels when the Summit reconvenes in Tunis in November of this year.

Efforts to build an equitable and accessible information society depend on the strength of partnerships between Governments, civil society and businesses, underpinned by the support of international organizations such as the United Nations. On this World Telecommunication Day, which marks the 140th anniversary of the founding of the International Telecommunication Union, let us pledge to bridge technological differences and promote interconnectivity for all. Together, we can create a truly global information society that will benefit all the world´s people.