blog de pesquisa sobre a inclusão digital

terça-feira, maio 30

Software livre não é prioridade em SP, diz secretário

Por Camila Fusco, repórter do Computerworld.
Publicada em 25 de maio de 2006 às 17h20
Atualizada em 26 de maio de 2006 às 12h54

São Paulo - Na contramão de outras instâncias de governo, secretário de Gestão declara que código aberto não é prioridade na Prefeitura.

Na contramão de várias outras instâncias de governo que optaram por implantar sistemas de código aberto como forma de cortar custos, a prefeitura de São Paulo deixa claro que software livre não é sua prioridade.

Durante a apresentação do novo portal do órgão, realizada nesta quinta-feira (25/05), o secretário municipal de Gestão, Januario Montone, enfatizou que a implantação de sistemas de código aberto não é tema de debate no momento.

?Essa é uma discussão irrelevante. Precisamos dos softwares que são mais baratos e que executem as tarefas necessárias. Nesse contexto, nem sempre o software livre é o que procuramos?, aponta.

De acordo com Luiz Arnaldo Cunha Júnior, presidente da Companhia Municipal de Processamento de Dados (Prodam), o parque computacional da prefeitura contabiliza hoje cerca de 50 mil máquinas, sendo que a maioria executa sistemas de código proprietário. Nesse total não estão incluídos os equipamentos destinados aos telecentros, que executam sistemas de código aberto.

Na avaliação de Montone, a prioridade é integrar os sistemas das secretarias de forma a organizar as informações de todos os bancos de dados do município. ?Não posso discutir se o software é livre ou não em um momento em que trabalhamos a integração dos sistemas?, aponta. ?A discussão sobre software livre é mais ideológica do que técnica?.

No evento, a Prefeitura também explicou suas diretrizes sobre a política de TI e comunicações e fez um balanço das últimas ações realizadas. ?No início dessa gestão, apenas 20 das unidades básicas de saúde tinham infra-estrutura integrada e conectividade. Hoje, são 457?, diz. A respeito das metas do governo municipal estão principalmente a ampliação das iniciativas de inclusão digital social, apoiadas no novo portal da prefeitura.

segunda-feira, maio 29

Projeto Liberdade é Barra [Ponto de Cultura - BA]

[endereço do flog do projeto: http://www.flogao.com.br/projetoliberdade; e-mail de contato: projetoliberdade@ig.com.br]

domingo, maio 28

Dia Estadual da Inclusão Sócio-Digital mobiliza Infocentros [Bahia]

Uma competição diferente, na qual todos saem vencendo. Esse é mote do Projeto Info_emRede, que faz parte das comemorações ao Dia Estadual da Inclusão Sócio-Digital, comemorado amanhã (26/05), e instituído através da Lei nº 9.587, de 14 de julho de 2005, com o objetivo de promover a realização de atividades voltadas à Inclusão Sócio-Digital. As inscrições começam amanhã (26) e se estendem até a próxima quarta-feira (31), nos próprios Infocentros.

O projeto visa promover ações interativas, interconectando as comunidades dos Infocentros do Programa Identidade Digital (PID), e estimulando a produção de conhecimento. Uma das atividades que serão desenvolvidas é a Oficina Inclu@, que visa proporcionar experiências didáticas para crianças, jovens e adultos.

A competição contará com outras atividades, como a composição de uma paródia a partir de músicas que estão nas paradas de sucesso, sempre utilizando a temática da inclusão sócio-digital, a confecção de um livrinho virtual através de um software livre de apresentação de slides, a elaboração de um site do Infocentro, e a criação de um texto dissertativo sobre as ações desenvolvidas nas unidades públicas de acesso à informática.

Além das atividades, fóruns e chats serão realizados com integrantes dos Infocentros das cidades incluídas no programa, sempre fazendo uso do Moodle, um sistema de administração de atividades educacionais destinado à criação de comunidades on-line, em ambientes virtuais voltados para a aprendizagem. Para participar é necessário que os usuários preencham um formulário de cadastro no site moodle.berimbau.ba.gov.br.

Todos os integrantes da equipe do Infocentro (gestores, monitores, comunidade e grupos de mobilização) podem participar e concorrer aos prêmios. Os vencedores de cada categoria concorrem a um final de semana num hotel em Salvador.

Identidade Digital comemora um ano – O mês de junho é especial para a inclusão digital na Bahia. Nesse mês em 2005, foi lançada a primeira fase do Programa Identidade Digital, com a inauguração simultânea de 100 Infocentros em todo o estado. Atualmente, são 120 centros funcionando em 55 cidades baianas, promovendo acesso gratuito às novas tecnologias.

Os Infocentros são salas equipadas com 10 computadores conectados à internet através de banda larga. Qualquer cidadão pode acessar os equipamentos, desde que devidamente cadastrados no Programa. Cada unidade conta com monitores, capacitados para auxiliar o cidadão, dando as orientações necessárias e efetuando os cadastros.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Lucchesi, destaca a importância das ações do PID como instrumento de inclusão social. “Temos a convicção de que além do crescimento pessoal, a inclusão digital propicia condições para que a Tecnologia de Informação e Comunicação sirva como vetor estratégico para o desenvolvimento do Estado”.

Fonte: ASCOM SECTI / FAPESB

[fonte: www.fapesb.ba.gov.br/cti/noticias/noticia.2006-05-25.5466846622]

52% da classe alta acessa internet todo dia

[pesquisa interessada mais pelo lado do marketing... como mostra bem mais abaixo, onde o índice da penetração vale menos do que o índice da alta renda de quem acessa...]
24/05/2006 - 09h09
da Folha de S.Paulo

A internet está presente em apenas 12% dos domicílios brasileiros, mas é acessada diariamente por 52% das pessoas que têm renda mensal igual ou superior a R$ 4.500.

Essa é uma das principais conclusões de pesquisa do Ibope Inteligência sobre o perfil e hábitos de consumo do internauta brasileiro, realizada a pedido do UOL, empresa na qual os grupos Folha e Portugal Telecom têm participação.

Os resultados serão apresentados hoje em São Paulo no seminário "Mídia Internet: O Futuro Chegou". Destinado a diretores de marketing de empresas, o evento tem o objetivo de ampliar a fatia da internet no mercado publicitário.

O seminário é fechado, mas poderá ser assistido gratuitamente pela internet no site www.midiainternet.com.br.

No ano passado, as ações de marketing na rede cresceram 12% em relação a 2004, enquanto o mercado publicitário teve expansão total de 7,4%. Ainda assim, a internet ficou com apenas 1,7% da receita de anúncios de 2005, o equivalente a R$ 265 milhões, segundo o Projeto Intermeios.

"Se o anunciante está em um mercado de produtos um pouco mais sofisticados, ele não pode ficar fora da internet", diz Marcelo Coutinho, diretor-executivo do Ibope Inteligência e responsável pela pesquisa.

O levantamento indica que 1 em cada 5 pessoas (20,4%) com renda de R$ 3.000 a R$ 4.499 mensais realizou compras pela internet nos 30 dias anteriores à realização da pesquisa. Na faixa de renda superior a R$ 4.500 a relação sobe para 27% (cerca de 1 em cada 4 pessoas).

Somadas as duas faixas de renda mais altas, o Brasil registra um índice de compras pela internet superior ao de países como Itália (15%) e Espanha (20%), observa Coutinho.

"No topo da pirâmide social o acesso à internet é muito freqüente", ressalta Enor Paiano, diretor de Publicidade e Comercial do UOL. "Temos que nos preocupar não apenas com a penetração da internet, mas também com o poder aquisitivo dos usuários", diz.

A pesquisa mostra, por exemplo, que 34,8% dos brasileiros que compram vinhos importados são usuários freqüentes da internet --os "heavy users", que acessam a rede todos os dias. Entre os que compraram carros nos 12 meses anteriores à pesquisa, 21,5% acessam a internet diariamente.

Apesar de serem apenas 10,9% do universo pesquisado, os "heavy users" representam 48% das pessoas que realizaram quatro ou mais viagens de avião nos 12 meses que antecederam o levantamento. Os usuários médios, que usam a rede ao menos quatro vezes por semana, responderam por 19% das viagens.

Os usuários freqüentes da internet também têm escolaridade superior à da população em geral: 12,9% dos que possuem pós-graduação são "heavy users" da rede. Na população total, o índice é de 3%.

Metodologia

O Ibope realizou o levantamento dentro do Target Group Index, que tem por alvo a população de 12 a 64 anos que mora nas regiões metropolitanas do país e no interior dos Estados do Sul e Sudeste. "São as áreas do país com maior potencial de consumo", diz Coutinho.

A pesquisa ouviu 16,8 mil pessoas, representativas de um universo de 60,74 milhões de brasileiros. Os dados foram cruzados com o Netview, que traça o perfil de navegação do internauta a partir de softwares instalados nos computadores de 4.000 usuários da rede.

"A importância da rede deve ser entendida não apenas do ponto de vista quantitativo, mas também qualitativo", conclui a pesquisa.
[fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20059.shtml]

Onda Solidária de Inclusão digital [UFBa]

[link com mais informações sobre este projeto...]
Este projeto será desenvolvido em conjunto pelos Grupo de Pesquisa Educação, Comunicação e Tecnologias - GEC da Faculdade de Educação da UFBA e o grupo de pesquisa sobre Tecnolologias Inteligentes de Suporte à Aprendizagem - TISA do IM/UFBA junto com a BanSol da EAUFBA. Esta iniciativa visa mobilizar os moradores do bairro de Pirajá com o intuito de contribuir para o desenvolvimento sociocultural e econômico local, permitindo a esses a apropriação sustentável dos processos e ações desencadeadas por este projeto, para além do seu período de realização. Para tanto, este projeto visa resgatar a identidade cultural e histórica dos moradores do bairro de Pirajá; criar condições para que eles possam utilizar e disseminar práticas de economia solidária, produzir e disseminar cultura e conhecimentos em tecnologias livres, além de contribuir para a preservação do meio ambiente, minimizando os impactos do lixo tecnológico na cidade do Salvador.
[fonte: www.bansol.ufba.br/twiki/bin/view/Bansol/OndaSolidariaInclusaoDigital]

Bibliografia: possibilidades...

[uma possibilidade para a bibliografia da minha pesquisa...]
ESCOLA APRENDENTE: para além da Sociedade da Informação

Maria Helena Silveira Bonilla
Quartet Editora – Rio de Janeiro
ISBN 85-85696-75-3
224 págs.
R$ 35,00

Primeiro livro da Série Cibercultura e Educação da Quartet Editora, Escola aprendente: para além da sociedade da informação compara os programas Sociedade da Informação brasileiro e português e discute a possibilidade de construção de uma escola em que as tecnologias de informação e comunicação sejam adotadas como elementos estruturantes de uma nova forma de pensar da meninada e não como apenas mais um recurso didático-pedagógico visando uma educação que já não dá mais conta dos desafios impostos pela Sociedade do Conhecimento. “...Além de alterar suas estruturas físicas e inserir as tecnologias no seu contexto”, sustenta Bonilla, “[a escola] necessita aprofundar a visão que tem sobre as tecnologias, sobre seu próprio papel enquanto agente educativo articulado em rede, questionar os significados instituídos e as situações novas com que se defronta, procurando respostas e modos de ação próprios, construídos coletiva e cooperativamente.”
Como observa o prof. Nelson Pretto (UFBA), trata-se de “um importante livro, tanto para educadores como para famílias que estão vivendo, com seus filhos em idade escolar, o drama de vê-los num processo de formação para um mundo que pouco sabemos como será”.

sábado, maio 27

Maioria dos projetos de inclusão digital ignora inclusão social

Na semana da inclusão digital, organizações que trabalham para levar computador à população carente afirmam que muitos programas têm enfoque apenas ferramental. Elas defendem o uso do software livre e a participação popular na gestão dos projetos como condição de acesso à cidadania.

Bia Barbosa, 01/04/2005

São Paulo -- Digital, digital. Preciso de uma chance pra mostrar meu potencial. Digital, digital. Um dia quero ser um profissional_. No refrão do Rap da Inclusão Digital, o jovem Ademir Francisco da Silva, de 18 anos, mostra a aposta que faz no mundo da informática para mudar o mundo da comunidade de Paraisópolis, uma das mais carentes da cidade de São Paulo. Há cinco anos, ele freqüenta a Escola de Informática e Cidadania (EIC) Creche Arquinha. Ali, uma vez por semana, ele e mais de 100 crianças e adolescentes têm aulas de computação voltadas não apenas para a inclusão digital, mas, principalmente, para a social. _A tecnologia mudou a minha vida. Às vezes eu me enrolo no teclado, mas já sei usar a internet para fazer pesquisas para a escola, tenho e-mail, fiz o meu currículo, tudo ficou mais rápido_, conta Ademir.

As EICs são escolas criadas em comunidades de baixa renda e que têm como objetivo a inclusão digital e social por meio da utilização de tecnologias da informação e da comunicação. São um projeto do Comitê para a Democratização da Informática (CDI), uma organização que nasceu há doze anos no Rio de Janeiro com o objetivo de integrar ao universo da tecnologia pessoas que estejam à margem do processo de acesso e uso de computadores. Hoje, o CDI está presente em 20 Estados brasileiros e em dez países. A Rede CDI já conta no Brasil com 962 escolas _ em áreas de pobreza, assentamentos, comunidades quilombolas, penitenciárias, aldeias indígenas e instituições de ressocialização de jovens infratores _ , que funcionam neste modelo através do trabalho de cerca de dois mil educadores e mais de mil voluntários. Mais de 500 mil jovens e adultos já se formaram nesses espaços, onde o encontro com o computador abre caminhos para a construção de cidadania.

Na chamada era da informação e do conhecimento, garantir o acesso da população à informática pode ser visto como uma ferramenta tão essencial ao desenvolvimento humano como o acesso à educação, à saúde e aos demais direitos humanos. O brasileiro, no entanto, está ainda muito longe desta realidade. A média nacional de acesso a computadores é de 12%, e apenas 8% da população têm acesso à internet. Segundo o Mapa da Exclusão Digital, publicado em 2003 pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, as menores taxas de acesso são encontradas nos estados mais pobres, como Maranhão e Piauí, ou de ocupação recente, como o Tocantins. Os domicílios com altos percentuais de acesso digital estão, em sua maioria no sudeste urbano, principalmente na região metropolitana de São Paulo (31,10%). Dos chamados _incluídos digitais_, 97,24% encontram-se em áreas urbanizadas.

Outro dado interessante do estudo é o que mostra que a população branca representa 79,77% dos incluídos digitais (no Censo 2000, a população branca corresponde a 53,74% da população brasileira). Os pardos representam 15,32%, contra 38,45% indicados pelo Censo. Os negros correspondem a apenas 2,42% dos incluídos digitais, o que prova que os apartheids racial e digital caminham de mãos dadas no Brasil, mesmo quando se consideram brancos e afrobrasileiros que obtiveram as mesas oportunidades de educação e emprego. Mesmo sob a igualdade destas condições, a chance de um branco ter acesso à internet é 167% maior do que a de um não branco.

É para diminuir este abismo digital _ que contribui para a perpetuação e aumento da exclusão social no Brasil _ que centenas de programas de inclusão digital nasceram e se proliferaram no país, pela iniciativa do poder público e, principalmente, da sociedade civil. A imensa maioria deles, no entanto, ainda é focada na simples oferta de computadores e internet à população carente, sem que se garanta que essas pessoas usem a tecnologia para adquirir o conhecimento necessário para a transformação social.

_No discurso, todo mundo que está falando de inclusão digital demonstra preocupação com a inclusão social e com usar as ferramentas como meio para essa inclusão. Na prática, é um pouco diferente, e a gente corre um risco muito grande de falar para os convertidos. Mas se a gente foca na tecnologia apenas, que já está pronta e que foi criada por quem não está lá, sabendo das necessidades de quem precisa, não tem sentido. O sentido é partir das necessidades das pessoas e usar a tecnologia a favor. É isso o que fazemos quando discutimos comunicação, organização comunitária, protagonismo juvenil. Esse é o pulo do gato_, acredita Rodrigo Alvarez, coordenador do CDI-SP.

Para o professor Ismar de Oliveira Soares, do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo, os grupos que promovem inclusão digital com foco da cidadania ainda são minoria. _O que predomina é o ferramental. E o discurso instrumental é o predominante da matriz, ou seja, dos Estados Unidos. São eles que difundem a tecnologia, que lutam por espaços, conseguem vender seus equipamentos, fazem grandes feiras, mas ficam no mercado e no comércio. Na prática, o que as pessoas vão fazer com essa tecnologia ninguém sabe. É um pessoal voltado para o seu umbigo, com pouquíssima preocupação social. E essa prática ainda é muito presente no Brasil_, afirma Soares. _Quando a inclusão digital se soma à cidadania, nós temos a ponta de lança para fazer avançar as questões. Os grupos que estão fazendo isso estão superando a fragmentação que muitos tecnólogos trouxeram, ao fazer um discurso laudatório da tecnologia sem compromisso social. A união dos grupos que trabalham com inclusão social a partir de uma perspectiva da convergência de linguagens e da prática da cidadania representa a ponta mais avançada do processo de avanço na discussão de democratização da própria sociedade_, diz.

Participação popular e software livre

Nos diversos debates realizados em diferentes capitais do Brasil nos últimos dias, quando comemora-se a Semana da Inclusão Digital, ficou muito claro um dos caminhos a ser seguido na busca pela relação entre inclusão digital e inclusão social: a participação da população atingida pelos projetos na sua gestão e definição de rumos. O exemplo de como efetivar isso na prática foi dado pela prefeitura de São Paulo em seu programa de inclusão digital. Durante a última gestão municipal, quando foram instalados 124 telecentros nas regiões de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da cidade, foram criados também 80 conselhos gestores desses telecentros. Ali, a participação popular definia em parceria com o poder público questões desde o horário de funcionamento dos espaços até os cursos que seriam oferecidos aos moradores locais.

Com a mudança na administração de São Paulo, o programa de inclusão digital foi um dos primeiros a sofrer cortes. A gestão Serra alega restrições orçamentárias para manter o projeto funcionando nos mesmos moldes, mas também houve modificações em áreas que não dependem necessariamente de recursos financeiros _ o que alterou, na prática, o modelo de inclusão digital que vinha sendo desenvolvido na cidade.

_Na gestão passada, trabalhávamos com o tripé inclusão digital, internet cidadã e software livre. Na inclusão digital, era central a participação popular. Não queríamos formar consumidores de políticas, de serviços e de softwares, aprisionados aos monopólios; mas formar cidadãos. Não tivéssemos a cabeça em que o central é formar cidadãos, não teríamos feito um terço do que fizemos_, explica Beatriz Tibiriçá, ex-coordenadora do Governo Eletrônico do município de São Paulo. _Hoje os telecentros estão escorrendo por nossos dedos. Não há manutenção dos equipamentos e os conselhos gestores foram reduzidos a conselhos regionais, num total de nove. A estrutura comunitária que cuidava dos telecentros desapareceu. Em vez de assumir o plano de inclusão digital _ o maior da América Latina _ e transformar isso numa conquista da cidade, a nova gestão optou por criar consumidores e não cidadãos que cobram do poder público o que ele deve fazer para a melhoria da vida da população_, critica Beatriz.

Para tentar reverter este processo e institucionalizar os conselhos gestores dos telecentros, diversas organizações que trabalham com inclusão digital elaboraram um projeto de lei de iniciativa popular que mantém os conselhos regionais e garante um conselho local para cada um dos telecentros. De acordo com o projeto, cada conselho local seria formado por seis representantes da comunidade, eleitos em assembléia, um representante dos profissionais do telecentro, um da sub-prefeitura e um indicado pela prefeitura do município. A este conselho caberia, por exemplo, acompanhar a implementação e participar da elaboração e do planejamento das atividades a serem desenvolvidas pelo telecentro, encaminhar propostas para o Conselho Gestor Regional dos Telecentros, propor ao poder público medidas que visem à organização e manutenção do telecentro, à melhoria do sistema de atendimento aos usuários e à consolidação do seu papel como centro gerador de inclusão digital e social, e articular a população para promover debates e novas propostas para capacitação e inclusão social.

O projeto, que também prevê a criação de um Conselho Municipal de Inclusão Digital, será abraçado como uma das bandeiras da Frente Parlamentar em Defesa dos Telecentros e do Fórum Municipal em Defesa da Inclusão Digital e da Liberdade do Conhecimento, lançado nesta quinta-feira (31) por iniciativa dos mandatos dos vereadores Paulo Teixeira e Soninha Francine, ambos do PT. Entre os objetivos do Fórum estão a manutenção e ampliação do projeto de inclusão digital da Prefeitura de São Paulo e a luta para que a administração pública passe a trabalhar com o software aberto. Um pontapé para esta luta também foi dado nesta quinta, com o lançamento do projeto Gabinete Livre pelos mandatos dos deputados estaduais Simão Pedro e Mário Reali e dos vereadores Paulo Teixeira e Soninha.

"96% dos softwares da administração pública do Estado de São Paulo são proprietários. É inadmissível num país como o nosso continuarmos a usar o software proprietário e a enviar royalties para o exterior. Somente em 2002, um bilhão de reais em licenças foi enviado. Estes recursos precisam ser investidos em pesquisas no Brasil", aponta Simão Pedro. "Da mesma forma, não podemos desenvolver políticas públicas de inclusão digital via software proprietário. O software livre é uma luta da esquerda, de quem quer implantar uma sociedade democrática, contra o aprisionamento da informação e do conhecimento", diz o deputado.

Se depender do exemplo do governo federal, a sociedade de São Paulo deve comprar a briga por programas de inclusão digital focados na inclusão social e baseados no uso de software livre. Dois projetos que em breve serão implantados pelo governo Lula seguem justamente neste caminho. O primeiro deles, chamado de Casas Brasil, instalará nas capitais e maiores cidades do país centrais de inclusão digital com telecentros rodando softwares livres, salas de produção multimídia e laboratórios de popularização da ciência. O segundo, intitulado PC Conectado, que subsidiará o acesso aos computadores para a população de baixa renda, também trabalhará com softwares livres e sistema operacional GNU/Linux.

"Não queremos inclusão digital por incluir. Este precisa ser um processo que garanta ao país participar do desenvolvimento tecnológio internacional. E quando você usa software livre, você diz que vai participar do desenvolvimento da tecnologia. Não só porque em vez mandar royalties para o exterior você aplica o dinheiro aqui dentro, mas porque quem pagou pelo software decide o que vai fazer com ele. É um incentivo à autonomia tecnológica do país. Defendemos o compartilhamento do conhecimento tecnológico", afirma Sérgio Amadeu da Silveira, presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação. "Estamos sob pressão. O governo tem que tomar uma decisão. Vai fazer um programa para o financiamento do software comercial ou vai agir para a população poder escolher? Para isso, é preciso quebrar monopólios. Esperamos que o governo siga nessa linha", conclui.
[fonte: http://id.bsb.mst.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=23&Itemid=28]

sexta-feira, maio 26

Encontro de Conhecimentos Livres do Norte [Cultura Viva]

Cultura Digital recebe inscrições para oficinas realizadas em Belém/PA

De 27 de maio a 1º de junho ocorre em Belém, no Pará, a série de oficinas coordenadas pela equipe da ação Cultura Digital, do Programa Cultura Viva. O Encontro de Conhecimentos Livres do Norte tem como objetivo a integração, o compartilhamento de experiências e o fortalecimento dos Pontos de Cultura. As oficinas são baseadas na gestão colaborativa e abrem espaço para que os participantes possam propor atividades a serem integradas na programação, valorizando os saberes locais da região. O Encontro visa a valorização da diversidade cultural e conta com apresentações artísticas dos Pontos, além das oficinas.

Serão oferecidas várias oficinas coordenadas pela equipe da ação Cultura Digital, como produção de áudio, produção audiovisual, produção gráfica, metareciclagem, acessibilidade em informática, “Se Joga na Rede” (introdução ao uso pleno da internet), palestras e debates. O Instituto Paulo Freire trabalhará em cima da gestão compartilhada e articulação em rede, e técnicos da SPPC com prestação de contas, sustentabilidade e plantão de dúvidas sobre os convênios.

Para efetuar as inscrições para o III Encontro de Conhecimentos Livres do Norte, em Belém/PA, é necessário preencher a ficha de inscrição e enviar para os e-mails josisanri@gmail.com e otaviosavietto@gmail.com. Informações e confirmações de inscrição pelos telefones: (61) 3901-3895 e 3901-3897 (Cultura Digital/ MinC).
[fonte: www.revistaraiz.art.br/boletins_minc/20060525.php#festival]

quarta-feira, maio 24

Bibliografia: Tecnologia e Inclusão Social: a Exclusão Digital em Debate

[esse eu já tinha uma cópia em inglês, mas aproveitei e comprei a versão que acaba de ser lançada em português, chega hoje...]
Tecnologia e Inclusão Social: a Exclusão Digital em Debate
Mark Warschauer (2006)
O que significa, em última instância, ter acesso às novas tecnologias de informação e comunicação? Por que esse acesso é importante para a inclusão social? De que maneira as novas tecnologias podem ser utilizadas para melhor promover a igualdade social?
Ao responder essas perguntas, Mark Warschauer mostra que o mero fornecimento de computadores não é suficiente para reduzir o gap da inclusão digital. É preciso que as pessoas sejam capazes não somente de acessar as TICs, mas de, sabendo utilizá-las, criar novos conhecimentos a partir de sua experiência prévia.
Numa estimulante crítica à tecnofilia, o autor focaliza os desafios do desenvolvimentos social e, por meio de exemplos tomados em países ricos e pobres, ilustra possíveis maneiras de abordá-los mediante a integração eficaz das TICs em comunidades, instituições e sociedades.

Bibliografia: Exclusão Digital - imagens dos limites e dos desafios sobre a educação na pós-modernidade

[mais uma aquisição... este é curtinho, estou na metade da leitura...]

Exclusão Digital - imagens dos limites e dos desafios sobre a educação na pós-modernidade
Carmen Lúcia Guimarães de Mattos (2003)

Este livro trata do conceito de exclusão e de exclusão digital no âmbito da educação. Com o advento crescente das tecnologias, o termo exclusão digital chega ao campo semiótico com tanta força quanto o termo exclusão social.

Bibliografia: Mídias Digitais

[novas aquisições para a bibliografia de estudo...]
Mídias Digitais: Convergência Tecnológica e Inclusão Social
André Barbosa Filho, Cosette Castro e Takashi Tome (org.)

A proposta do livro é promover uma reflexão atualizada sobre as transformações das tecnologias de informação e comunicação a partir de uma perspectiva social. Ela está dividida em três blocos: Contextualização, Políticas de Comunicação e Conteúdos e Inclusão Social. Ed. Paulinas, 2005

Evento discute digitalização democrática de Rádio e TV digital

A Frente Nacional por Sistema Democrático de Rádio e TV Digital realiza, nesta quinta-feira (25) às 08h30, o Seminário “Por um Sistema Democrático de Rádio e TV Digital” . O evento acontece na sede da OAB (Av.Joana Angélica – Salvador) e tem o intuito de discutir os rumos da digitalização dos veículos rádio e TV no Brasil. Terá como palestrantes, o procurador do Ministério Público, Dr. Almiro Sena Filho, o representante do CPDQ, Marcus Manhães, o presidente da OAB-Ba, Sr. Dinailton Nascimento de Oliveira e o Deputado Federal Walter Pinheiro (PT-BA), autor do único projeto de lei sobre o tema no Congresso Nacional. O seminário faz parte do calendário de mobilizações promovido em todo o país, em defesa de um modelo nacional de rádio e TV Digital.
O tema “digitalização” entrou na agenda nacional no final do ano passado e vem sofrendo contestações quanto à sua implementação. A sinalização do Governo Federal em adotar o padrão japonês de TV Digital no Brasil tem sido duramente criticada por especialistas, entidades e pesquisadores. Segundo eles, o modelo nipônico, da forma como as emissoras de televisão pretendem adotá-lo, estaria contrariando o interesse público, e a decisão governamental poderia privilegiar as reivindicações das grandes empresas de TV do país.
A Frente Nacional por Sistema Democrático de Rádio e TV Digital foi criada no dia 5 de abril, em Brasília, reunindo organizações e entidades envolvidas com o tema. Em Salvador, fazem parte Frente o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Instituto de Mídia Étnica, Intervozes, Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação – Enecos, Sindicato dos Jornalistas da Bahia, Sindicato de Radialistas e Publicitários, dentre outras.

O Quê? Seminário por um Sistema Democrático de Rádio e TV Digital
Quando? 25/05 às 08h30.
Onde? Auditório da OAB - Av. Joana Angélica – Nazaré.
Contatos Jonicael Cedraz (FNDC): 9984-6991 e Paulo Rogério (Mídia Étnica): 8179-1801 /3322-4294

sábado, maio 20

Benguela: Centro de Informática forma 30 operadores de computador [Angola]

Benguela, 17/05 - O centro de informática "Chapia e filhos", do município do Bocoio (Benguela), formou 32 operadores de computador, de Julho de 2005 a Abril deste ano, no quadro do seu projecto de formação profissional para facilitar a obtenção de emprego.

A informação foi prestada hoje à Angop, em Benguela, por Inácio Massamba Adriano, formador do centro, acrescentando que a formação abrangeu jovens desempregados de ambos os sexos, que pretendem entrar para o mercado de trabalho.

Entretanto, segundo a fonte, a maioria dos formados são funcionários públicos, que careciam, até ao momento, de conhecimentos de informática.

Inácio Adriano revelou ainda que durante os cursos, com duração de 90 dias cada, os formandos adquiriram conhecimentos sobre Windows, Word, Excel e navegação na Internet.

O centro de informática "Chapia e filhos", privado e único do gênero naquela localidade, foi inaugurado a oito de Julho de 2005, pelo ministro angolano da Juventude e Desportos, José Marco Barrica, e possui inicialmente quatro computadores.

Um dos objectivos do centro é o de formar pessoal desempregado para facilitar a sua inserção no mercado do emprego.
[fonte: www.angolapress-angop.ao/noticia.asp?ID=441008]

Pedro Teta solicita colaboração para combater exclusão digital


Foto Angop
Presidente da Comissão da Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento da ONU, Pedro Teta

Luanda, 17/5 - O presidente da Comissão da Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento da ONU, Pedro Teta, pediu hoje aos paises membros para implementarem os resultados da Cimeira Mundial da Sociedade de Informação (CMSI) em relação ao fosso tecnológico entre os paises e a exclusão digital.

"O número de autores para esta tarefa e o largo campo de aplicação dos resultados da CMSI exige coordenação eficiente e uma plataforma de colaboração para evitar a duplicação de esforços e criar cinergia entre as partes, para se atingir os objectivos pretendidos", afirmou.

Pedro Teta, vice-ministro angolano da ciência e tecnologia, falava numa reunião à margem da nona sessão da comissão de ciência e tecnologia da Onu, em genebra, destinada a consultas sobre o novo papel atribuído à comissão para acompanhamento e supervisão das conclusões da primeira e segunda fase da cimeira mundial da sociedade de informação, realizadas em Genebra e na Tunisia, realizadas em 2000 e 2005 respectivamente.

Disse esperar que o encontro tenha resultados concretos em relação a questão e aos meios para reforçar a organização.

"Devemos elaborar mecanismos inovadores para os métodos de trabalho, inspirando-nos nas melhores práticas utilizadas pelas estruturas similares e as usadas durante a cimeira de Tunis", recomendou.

Pedro Teta disse estar convicto de que a comissão terá capacidade para assumir a nova missão, em colaboração com todos os membros.

Felicitou o ministro das tecnologias e comunicação da Tunísia, pela forma como o seu pais organizou a segunda fase da Cimeira Mundial da Sociedade de Informação.

A cimeira da sociedade de informação, afirmou, foi um evento histórico, principalmente para os paises em vias de desenvolvimento, porque, pela primeira vez e de forma inédita, discutiu-se aberta e francamente as formas concretas de luta contra a exclusão digital.
[fonte: www.angolapress-angop.ao/noticia.asp?ID=441057]

Brasil lidera tempo de acesso à internet residencial

18/05/2006 - 18h58
da Folha Online

Em abril, os internautas brasileiros com acesso doméstico à internet navegaram, em média, 19 horas e 26 minutos durante o mês. A informação tem como base estatísticas do Ibope//Netratings.

Com este período médio de conexão --recorde da internet brasileira--, o mês de abril superou em dois minutos os resultados de março (19 horas e 24 minutos). Este resultado também garantiu ao Brasil a liderança de uma lista da qual participam outros dez países --o Japão ficou em segundo lugar (18 horas e sete minutos) e a França, em terceiro (17 horas e 50 minutos).

Em abril, no entanto, o número de brasileiros conectados em suas residência apresentou queda: 13,4 milhões contra 14,1 milhões em março. Um dos motivos para esta diminuição --acompanhada pela queda na audiência de sites-- foram os diversos feriados de abril.

"Como a internet tem grande parte de seu público ainda concentrado nas classes A e B, portanto com poder aquisitivo acima da média nacional, feriados acabam tirando as pessoas de casa, diminuindo as oportunidades residenciais de acesso à web", explica Alexandre Sanches Magalhães, coordenador de análise do Ibope Inteligência.
[fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20031.shtml]

segunda-feira, maio 15

Teia – a Rede de Cultura do Brasil [Evento]

28.03.06
Teia – a Rede de Cultura do Brasil
Pela primeira vez, governo e sociedade realizam encontro nacional das manifestações de cultura e cidadania de todo o Brasil

Na próxima semana, entre os dias 5 e 9 de abril, a Bienal vai sacudir com centenas de apresentações, exposições, documentários e oficinas realizadas por comunidades de todo o país. É a Teia – Rede de Cultura do Brasil que pretende mostrar a diversidade cultural brasileira pelas ações que unem cultura e cidadania nas comunidades de periferia dos grandes centros e em pequenas cidades do interior do país.

De norte a sul, a Teia Cultural vai reunir desde os pequenos grupos de moradores que se juntaram em seus bairros para organizar teatro de rua, grupos de dança, ou qualquer outra ação cultural, até as organizações que já têm destaque no Brasil, como o Projeto Axé, por exemplo, que já rompeu fronteiras com seu reconhecido trabalho de arte-educação.

São grupos de contadores de histórias, hip-hop, samba, coco de umbigada e maracatu, cirandeiros, repentistas, indígenas e remanescentes quilombolas, entre outros, que vão trocar experiências e potencializar suas ações a partir da Teia, na Bienal.

Com entrada franca, o encontro vai receber todos os grupos interessados em participar, que já desenvolvem ou querem desenvolver em suas comunidades ações de cultura, meio ambiente e cidadania.

A idéia é promover um amplo encontro de apoio e troca de experiências e, com isso, realizar o primeiro mapeamento nacional das ações do país que unem cultura e cidadania.

Desenvolvido pelo Ministério da Cultura (MinC), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pelo SESC-SP, com patrocínio da Petrobras, a Teia conta com o apoio do Sebrae, do Instituto Paulo Freire, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Museu Afro-Brasil.

O evento apresentará ao público exposições de fotografias e artes plásticas; apresentações de dança e teatro; oficinas, sessões de cinema e de audiovisual; eventos literários; e encontros de bonequeiros, artistas circenses, congadeiros, grafiteiros, griôs, mestres de capoeira, reciclagem, repentistas e tambores.

"Na Teia, as comunidades serão os protagonistas de uma grande amostra da produção cultural brasileira", afirma o ministro da Cultura, Gilberto Gil. "A Teia projeta um crescimento econômico ligado ao espiritual e à criatividade do povo brasileiro. É um evento transgovernamental que vai além das dimensões do público e do privado. A Teia trata da dimensão do comum", explicou.

O objetivo do evento é mostrar a cultura nacional que vive e pulsa fora do grandes circuitos e mostrar como a cultura é instrumento fundamental para o enfrentamento dos problemas sociais da atualidade. "Queremos mostrar que respondemos com arte e poesia à violência cometida contra a gente na periferia", conta Sérgio Castro, do Grupo Atitude, localizado na Ceilândia, na periferia do Distrito Federal.

O grupo desenvolve oficinas e apresentações de hip-hop com adolescentes e jovens da comunidade. "Hoje todos sabem que vivemos uma guerra civil. Mas uma comunidade não precisa de cerca, nem de muro, nem de grade. Uma comunidade precisa de liberdade para criar e viver em paz", explica Gustavo Melo, da favela do Vidigal (Rio de Janeiro), ao falar do impacto e da trajetória das ações culturais desenvolvidas em seu bairro pelo grupo Grupo Nós do Morro, como alternativa aos problemas estruturais gerados pelo tráfico e pela violência.


Cultura Viva

A idéia de realizar a Teia foi inspirada no Programa Cultura Viva, desenvolvido pelo Ministério da Cultura. O Programa conta hoje com cerca de 450 Pontos de Cultura no país, que funcionam como centros de produção e difusão cultural nas comunidades das periferias dos grandes centros, nas comunidades quilombolas e ribeirinhas, nos assentamentos rurais e nas aldeias indígenas, entre outras.

"Em vez de criarmos ações culturais para as comunidades, decidimos apoiar as ações por elas desenvolvidas, pois são atividades que traduzem as suas identidades, seus valores e suas vontades", explica o ministro Gil. "Até o fim do ano, teremos 600 Pontos espalhados por todo o Brasil". Cada Ponto de Cultura recebe do MinC apoio financeiro de até R$150 mil e kit de produção multimídia com computadores, Internet banda larga, ilha de edição e estúdio de gravação para o registro dos seus trabalhos. Mais de cem Pontos vão participar da Teia, na próxima semana, para trocar suas experiências com grupos que ainda estão começando a desenvolver trabalhos em suas comunidades.

O Instituto Eletrocooperativa convida para a comemoração dos seus dois anos de trabalho [Salvador]

www.eletrocooperativa.org

O Instituto Eletrocooperativa é uma Organização Não-Governamental, que executa em Salvador, Bahia, um trabalho pioneiro no Brasil ao promover a Inclusão Musical: potencialização de talentos e geração de renda, conectando jovens da periferia com o que há de mais moderno na tecnologia aplicada à música. Agora, o Instituto convida a sociedade para a apresentação do trabalho artístico gerado pelos mais de 400 jovens que participaram de suas oficinas nesses dois anos.

Conexão Eletrocooperativa apresenta: Inclusão Musical

Este é o nome do evento multimídia que traduzirá na prática o conceito do Instituto Eletrocooperativa. Acontece gratuitamente no dia 28/11/05 (segunda-feira), às 19 horas, no Teatro Acbeu-Vitória, em Salvador (Ba). Entre as novidades apresentadas está o lançamento de 7 CDs, a Rádio Digital Eletrocooperativa, e o Portal Eletrocooperativa - este, ao explorar o conceito de Generosidade Intelectual, estará implantando, em breve, a primeira gravadora livre do Brasil.

Em fase de construção, o Portal Eletrocooperativa promete ser a próxima grande novidade do Instituto. Seu protótipo será apresentado no dia 28. Trata-se de uma ferramenta inovadora que servirá para a difusão da produção artística de forma livre e gratuita. Um ambiente onde qualquer artista poderá ter seu próprio sub-portal, disponibilizando suas músicas para download, upload e streaming, além de informações, releases e agenda. "É a realização da proposta da Gravadora Livre, uma provocação no desenvolvimento do conceito de Generosidade Intelectual, onde o acesso às obras é livre e aberto à toda sociedade, de forma interativa, para conectar diretamente a produção artística com o público, sem intermediários", diz o presidente da Eletrocooperativa, Reinaldo Pamponet.

Os 7 CDs apresentados no evento são resultantes das oficinas desenvolvidas dentro da Eletrocooperativa, gravados sob a coordenação artística do músico Gilberto Monte. Esses registros não serão vendidos nas lojas, no formato de CD, mas estarão disponibilizados no Portal Eletrocooperativa livremente, e também através de uma força de vendas própria que atuará em pontos estratégicos de Salvador. A descrição de cada disco está em anexo.

A Rádio Digital Eletrocooperativa já está funcionando sob a responsabilidade exclusiva dos alunos em todos os processos, desde a produção de textos, seleção musical, entrevistas, gravação, edição, upload na web, até a sua divulgação. Além de divulgar trabalhos da Eletrocooperativa, a Rádio é uma ferramenta para a difusão da produção musical soteropolitana e de outras localidades, e também serve como um canal de comunicação entre os alunos, a comunidade artística, produtoras, núcleos de pesquisa musical, faculdades e fóruns musicais.

TV Digital: um debate que também interessa ao setor cultural

15/02/2006 André Fonseca

A implantação da TV Digital no Brasil vem sendo há alguns meses um dos assuntos mais debatidos pela mídia (especialmente a independente) e por diversos setores da sociedade. Boa parte da discussão tem sido centrada na escolha do padrão tecnológico que será utilizado e provavelmente a maior parte da sociedade brasileira que já ouviu falar sobre o assunto imagina que a TV Digital significará apenas uma melhoria na qualidade de imagem e som dos televisores de suas casas, sem ter conhecimento das mudanças profundas que esse sistema poderá representar para o cotidiano dos brasileiros.

Os pontos mais importantes e urgentes desse debate são outros, e estão relacionados com questões como a democratização da comunicação, a difusão da diversidade cultural brasileira, o desenvolvimento da indústria nacional (e não somente a audiovisual), o acesso à informação e educação, a inclusão digital e a garantia de direitos fundamentais que estão previstos na nossa Constituição.

Alguns poucos dados revelam o quadro atual de monopólio na televisão brasileira: apenas duas emissoras de TV concentram cerca de 77% da audiência, e apenas seis redes privadas, através de 138 grupos afiliados, controlam 668 veículos de mídia, entre TVs, rádios e jornais.

O significado de toda a discussão ganha ainda mais relevância se considerarmos que a televisão é o meio de comunicação mais presente e influente no Brasil, e pensarmos no potencial interativo que a TV Digital representa. Através desse sistema, todo brasileiro com televisão em casa (87,7% dos domicílios no Brasil, segundo pesquisa de 2002 feita pelo Epcom) poderia ter acesso a serviços educacionais, conta de email, acesso à Internet, declaração de imposto de renda, transações bancárias e comerciais, extrato do fundo de garantia, votação...citando apenas algumas possibilidades.

Outra característica de suma importância da TV Digital que vem sendo pouco debatida é a multiprogramação. O sistema permite que no mesmo espaço onde hoje se transmite um único canal, sejam inseridos quatro novos canais. Ao final do processo de implantação, a TV Digital deverá ocupar do canal 7 ao 69 do VHF, o que permitiria uma ampliação em larga escala dos emissores de programação e conseqüentemente, dos produtores de conteúdo televisivo. Isso significaria que ONGs, sindicatos, movimentos coletivos e similares poderiam ter seus próprios canais, tirando a concentração (e o controle) da televisão brasileira das emissoras públicas e privadas, dando espaço para a difusão da cultura brasileira e voz a segmentos marginalizados pela TV atual.

No entanto, a multiprogramação só será possível caso não seja escolhido o modelo de alta definição, que não permite a entrada dos novos canais. Atualmente, se discute a adoção de um entre três sistemas internacionais de TV Digital – americano, europeu e japonês - ou de um sistema desenvolvido no Brasil, o chamado SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital).

É em torno da seleção desse sistema que vem ocorrendo a maior parte dos debates. As grandes emissoras se articulam para não perderem o monopólio que sempre esteve em suas mãos, e defendem o sistema japonês (de alta definição), alegando a melhoria na qualidade da imagem que ela representa. Mas a verdade é que essa imagem só poderia ser desfrutada por quem tivesse televisores de alta resolução, ou seja, uma parcela mínima da população. Para as empresas de mídia, a interatividade só atenderia aos seus interesses se permitir serviços que gerem lucro (comércio eletrônico, por exemplo).

Já um sistema desenvolvido no Brasil pode representar novos empregos, mão-de-obra qualificada, desenvolvimento do setor de pesquisas, dimunuição da dependência externa e o não pagamento de royalties de patentes. Portanto, uma decisão equivocada poderá comprometer o desenvolvimento da indústria nacional de televisão.

Antes da definição sobre o padrão a ser adotado, há uma outra ação mais urgente: a mudança na legislação brasileira de radiodifusão e telecomunicações. A lei atual separa a radiodifusão de telecomunicações, medida adotada no governo Fernando Henrique Cardoso para poder privatizar a telefonia e que é hoje considerada um erro colossal. É necessária uma nova regulamentação que lide com necessidades tecnológicas atuais como a convergência de mídias (fundamental devido ao caráter interativo que a TV Digital possibilita), impeça a concentração da mídia e possibilite a democratização da comunicação. Mas a urgência em definir o sistema pode deixar a legislação para um segundo plano, o que pode provocar novos erros colossais.

Até o momento, as discussões sobre o processo vinham acontecendo em circuitos restritos, sem que houvesse um debate público realmente transparente sobre o assunto. Hélio Costa, à frente do Ministério das Comunicações, vinha assumindo as decisões, todas de interesses privados, especialmente das Organizações Globo. Nos últimos dias, porém, sua autonomia no processo diminuiu, pois o governo criou um comitê de ministros para tratar do assunto, provavelmente dando atenção às criticas freqüentes que o comportamento de Costa vinha recebendo por parte de diversos setores da sociedade.

Outra ação de ampliação do debate ocorreu no último dia 08, quando foi realizada uma reunião da Comissão Geral da Câmara dos Deputados para debater a TV Digital. Representantes dos mais diversos setores interessados e envolvidos na questão estiveram presentes. As divergências ficaram bem claras, mas em linhas gerais, podem-se dividir esses setores em dois grandes grupos: os que lutam pela prevalência do interesse público e os que lutam pela prevalência do interesse privado.

Dia 10 de março é a data escolhida para uma definição do modelo a ser adotado. Gustavo Gindre, do coletivo Intervozes, define bem o momento atual do debate: “Precisamos resolver se o Brasil pretende deixar este novo bem público nas mãos do oligopólio de mídia que há anos controla as comunicações no país ou se pretende realmente democratizar a comunicação, estimulando a diversidade cultural e regional e a produção independente”.

O Intervozes lançou um abaixo-assinado por um sistema brasileiro de TV Digital de interesse público, que pode ser acessado pelo site ww.intervozes.org.br

Rede municipal de ensino amplia inclusão digital [Salvador]

Rede municipal de ensino amplia inclusão digital

06/04/2006 09:30h


Um dos desejos juvenis da estudante Carine Nunes dos Santos, 16 anos, moradora do bairro de Brotas, era estar integrada ao mundo tecnológico. Mas por não ter dinheiro para pagar um curso de informática, sempre adiava este sonho, que a partir de agora pode ser transformado em realidade. Diante da necessidade de inserir os jovens no mercado de trabalho e de incluí-los digitalmente, a Secretaria Municipal da Educação e Cultura (SMEC) inaugurou esta semana o Infocentro da Escola Municipal Abrigo do Salvador, iniciativa que tem como parceiros a Real e Dados e Instituto Stefanini.

"Todas as vezes que ia procurar algum estágio ou trabalho, a primeira coisa que perguntavam é se tenho noções de informática", lembra a estudante. No Infocentro são oferecidos cursos de informática básica, manutenção de microcomputadores e técnica de venda. A escola possui 11 computadores com acesso à Internet e têm capacidade para atender os seus 600 alunos da pré-escola à 4ª série, aos idosos que moram no Abrigo Salvador e a comunidade local. Os alunos da Escola Municipal Abrigo do Salvador terão aulas todas as sextas-feiras. A comunidade será atendida em turmas de segunda a quinta e os idosos aos sábados.

Para o secretário municipal da Educação e Cultura, Ney Campello, é preciso oferecer uma educação que inclua os estudantes e a comunidade no mercado de trabalho. Segundo ele, este projeto é capaz de contribuir não apenas na inclusão digital, mas também na formação profissional. "Hoje em dia quem não sabe usar um computador perde oportunidades. Por isso, temos que preparar nossos estudantes e a comunidade", observa.

Oportunidade real
A estudante Edila Gama, 17 anos, é um exemplo do quanto uma boa formação profissional conta na hora de se inserir no mercado de trabalho. Há duas semanas, Edila integra a turma de Informática Básica, do Colégio Municipal Tiradentes e já está trabalhando na Real e Dados como coordenadora de matrículas. "Estou muito feliz por ter aproveitado a chance de fazer o curso na minha escola. Sugiro que todos aproveitem a oportunidade de fazer o curso de informática gratuito e se dediquem aos estudos", aconselha.

Outro exemplo bem-sucedido é Rebeca Fernanda Silva Moura, 32 anos, que cursou informática no bairro de Águas Claras. "Estou aproveitando ao máximo os ensinamentos, tanto no curso quanto no trabalho. Antes das aulas de informática eu tinha muita dificuldade de arranjar trabalho, agora é mais fácil", afirma.

Mas não são apenas os jovens e adolescentes que querem fazer parte do mundo virtual. As pessoas da terceira idade também desejam aprender e adquirir novos conhecimentos. "Cansei de esperar que meus filhos ou netos me conectassem à Internet. Quero aprender a utilizar o computador sozinho. Afinal de contas a Internet move o mundo e eu estou dentro deste mundo", afirma Antônio Andrade, 86 anos, que mora há oito anos no Abrigo Salvador.

Office Sênior
Cerca de 10 idosos estão matriculados no curso "Office Sênior" e terão aulas todos os sábados no Infocentro da Escola Municipal Abrigo do Salvador. O aposentado Eleus Leonardo de Sá, 82 anos, é um dos integrantes do curso de Informática Básica e se diz satisfeito com a iniciativa da SMEC. "É muito bom termos a oportunidade de inclusão digital e a chance de desenvolver várias atividades. O curso de informática me ocupa e me faz evitar o ócio", afirma.

Morador do abrigo há 10 anos, Rodrigo Santos Passinho, 81 anos, também comemora a parceria. "O aprendizado do homem deve ser permanente, porque o futuro da humanidade está no saber", acredita.

[fonte: www.pms.ba.gov.br/noticias.php?codNot=3286]

Ministério da Integração inaugura amanhã quioques de inclusão digital em 15 municípios do MS

Editoria: Governos
08/May/2006 - 15:43
Cidadãos de 15 pequenos municípios do Mato Grosso do Sul estarão, a partir desta segunda-feira (8), plugados na internet. O "Quiosque Cidadão", programa de inclusão digital desenvolvido pelo Ministério da Integração Nacional, estará a disposição das populações de Brasilândia, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Ivinhema, Deodápolis, Bandeirantes, Rio Verde, Coxim, Pedro Gomes, Alcinópoli, Aquidauana, Bodoquena, Bonito, Ponta Porá e Coronel Sapucaia.

Ministério da Integração inaugura amanhã quioques de inclusão digital em 15 municípios do MS

O coordenador deste programa, André Wogel, informou que a intenção do governo federal é instalar, em junho, outras 15 unidades em 15 municípios do Mato Grosso. O "Quiosque Cidadão" tem quatro computadores conectados à internet que trabalham com software livre.

Os equipamentos são doados por órgãos públicos e recebem a manutenção necessária com recursos da Secretaria de Desenvolvimento do Centro-Oeste do Ministério da Integração Nacional.

Fonte: Agencia Brasil
[fonte: www.softwarelivre.org/news/6479]

domingo, maio 14

Ciberparque Anísio Teixeira [Ponto de Cultura/BA]

O que é o Ciberparque Anísio Teixeira?

É um projeto, ou melhor, movimento construído coletivamente com o propósito de possibilitar a ampliação e garantia do acesso aos meios de produção e formação cultural, fortemente associado aos processos educacionais formais e não-formais garantindo aos cidadãos do Munícipio de Irecê acesso livre ao universo tecnológico, a capacitação para a produção de bens culturais.

Um centro de produção multimídia aberto à participação do cidadão, situado no município de Irecê/Bahia. O Ponto de Cultura conta com o apoio do Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura.

São parceiros: Prefeitura municipal de Irecê & Faculdade de Educação da UFBA

Trabalhamos para...

  • Produzir cultura e conhecimento;
  • Denmocratizar o acesso livre e aberto à internet;
  • Promover uma inserção ativa dos sujeitos na sociedade contemporânea;
  • Disponilizar recursos tecnológicos com o propósito de, efetivamente, produzir conhecimentos;
  • Proporcionar à população de Irecê, da Microrregião e do semi-árido baiano um a articulação em rede de saberes.

Desenvolvemos...

  • Produtos multimidiática e multicultural;
  • Recursos de produção em papel (peças de divulgação e material didático);
  • Produtos baseados em Informática;
  • Produtos para internet;
  • Produtos para Rádio WEB;
  • Produtos em vídeo e CDs;
  • eventos com personalidades locais;

Temos como infra-estrutura...:

  • Um estúdio onde funciona a Rádio WEB Ciberparque;
  • Um laboratório para a produção de vídeos digital, DVD e CD;
  • Um espaço para o desenvolvimento de produtos impressos e editoração gráfica;
  • Um espaço para universalização do acesso aberto e livre à internet - com o premiado Projeto Tabuleiro Digital.

Ficaremos em contato através de...

  • Endereço: no antigo Projeto Rondon, onde hoje funciona as Secretarias de Saúde e de Educação, bem como o Programa de Formação de Professores Ufba-Irecê.

  • Telefone: 74 - 3641 4792

Dados sobre Inclusão Digital [Faced/UFBa]

Dados sobre Inclusão Digital

  • Você sabia que...
... através dos telecentros a possibilidade de envolvimento da populacão nas definicões dos gastos publicos aumentam?

... para estar incluido digitalmente nao basta ter acesso às tecnologias, é preciso que estas, de alguma forma, contribuam para a melhoria da vida do cidadão?

... o Brasil se encontra em quarto lugar, entre os paises latino-americanos, em relacao aos usuarios da Internet?

... entre os dez maiores usuários da Internet, o Brasil se encontra em oitavo lugar?

... através da educação formal é possível incluir digitalmente boa parte da população?

... os telecentros possibilitam acesso público e universal, estimulando a participação cidadã da população?

... a Inclusão Digital acontece quando uma pessoa tem acesso à tecnologia e a todo o fluxo de informação e conhecimento sobre ciência, cultura, economia, política, que circula pela rede?

... os portadores de deficiência necessitam de equipamentos especiais como mouse, teclado, áudio, cd, braille, para que possam ter acesso ao mundo digital?

... através da inclusão digital os cidadãos poderão ser capacitados profissionalmente e encontrar mais empregos?

... as páginas governamentais são locais que estão a serviço do cidadão, onde este poderá encontrar as contas orçamentárias dos governos?

  • Qual a importância da Inclusão Digital para a sociedade?
Produção de conhecimento e cultura de acordo com os contextos locais;

Redução das Desigualdades Sociais;

Redução do desemprego;

Aquecimento do mercado de software;

  • Quais os principais projetos de Inclusão Digital no Brasil?

PROINFO;

FUST;

GESAC;

PC popular da UFMG;

Telecentros - projeto de Inclusão Digital da Prefeitura de SP

Informatização das Escolas Municipais de Porto Alegre;

Projeto Internet popular em BH;

CERTI na Amazônia;

Iniciativas de diversas ONGs.

[fonte: www.twiki.faced.ufba.br/twiki/bin/view/GEC/InclDigital]

CM Ourém oferece acesso à Internet de banda larga [Portugal]

2006-05-10
Portugal
O Município de Ourém já fez saber que no início do segundo semestre de 2006 vai passar a disponibilizar gratuitamente acesso à Internet de banda larga nas cidades de Ourém e Fátima, assim como nas freguesias de Caxarias, Freixianda e Olival.

A medida encontra-se inserida no projecto Leiria Digital que é responsável pelo financiamento de cerca de 75% dos valores envolvidos na iniciativa da Câmara de Ourém, ficando os restantes 25%, cerca de dez mil euros a cargo da autarquia que terá ainda de comparticipar os custos de ligação à rede.

Numa segunda fase está previsto o alargamento do programa de acesso gratuito à Internet às sedes de Juntas de Freguesia do concelho de modo a democratizar o livre acesso à rede.
[fonte: www.vector21.com/?id_categoria=5&id_item=14602]

Malanje contará com um centro de acesso à internet [Angola]

Foto Angop
Malanje contará com um centro de acesso à internet

Luanda, 09/05 - Um cibercentro, com 12 computadores, será inaugurado brevemente na província de Malanje, no quadro de um projecto para a massificação das tecnologias de informação, desenvolvido pelo Governo, em parceria com o PNUD.

Além de facilitar o acesso à internet e matéria com conteúdo local, o centro estará disponível à formação.

O projecto, denominado Angonet, prevê a abertura de centros comunitários e a criação de uma rede electrónica para apoiar as organizações sociais na comunicação e troca de informações com parceiros locais e internacionais.

Fornecer instrumentos de tecnologias de informação para a disseminação e troca de informações nas áreas dos direitos humanos, construção da paz, desenvolvimento sustentável, estratégia de redução da pobreza e assistência humanitária, constituem igualmente objectivos do programa.

O Projecto, o primeiro na África Austral, começou a ser implementado em 2005 e vai abranger também as províncias do Bié, Cabinda, Uíge, Huambo e Zaire.

Um projecto similar está a ser implementado em Angola pela Cooperação Francesa, através da Embaixada da França.

A Comissão Nacional das Tecnologias de Informação também desenvolveu um programa idêntico.

[fonte: www.angolapress-angop.ao/noticia.asp?ID=438801]

Seminário debate TV Digital e Cidadania

09 de maio de 2006 - 16:16

Evento debate os desdobramentos da escolha da TV digital e o impacto da implantação da TV Digital nas políticas públicas de comunicação, educação e cultura

Com Agência FAPESP



SÃO PAULO - Em Brasília, o Conselho de Altos Estudos e pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados promove, no próximo dia 16 de maio, o Seminário Internacional TV Digital: futuro e cidadania, cujo tema central será “Obstáculos e desafios para uma nova comunicação”.

O painel analisará questões como produção de conteúdo nacional; regionalização e diversificação de conteúdo; democratização da informação e o direito à informação; interatividade como novo paradigma da comunicação; oportunidades para o aperfeiçoamento dos sistemas de educação a distância e prestação de serviços públicos e de utilidade pública.

A programação será composta de quatro painéis: “Objetivos sociais, culturais e educacionais da TV digital”, “Aspectos econômicos e tecnológicos da TV digital”, “Padrões internacionais, contrapartidas e desenvolvimentos nacionais” e “Questões regulatórias”.

[fonte: www.estadao.com.br/tecnologia/telecom/noticias/2006/mai/09/254.htm?RSS]

domingo, maio 7

Brasil apoiará a expansão da sociedade da informação

30/04/2006 - 12h21
da Efe, em Lisboa

O Brasil apoiará a expansão da sociedade da informação a outras áreas geográficas, anunciou Luis Manuel Fernandes, secretário-executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia.
Fernandes participou do encerramento do 4º Fórum Ministerial entre a União Européia (UE) e a Associação de Estados Latino-americanos e Caribe (ALC), em que destacou que os avanços alcançados pelo Brasil na área de novas tecnologias serão implementados em outros países.
O brasileiro acrescentou que a cooperação é um elemento eficaz para conseguir a inclusão social nas sociedades menos avançadas e que por meio das novas tecnologias pode-se alcançar o desenvolvimento econômico.
O secretário-executivo deu como exemplo de colaboração o projeto da Comissão Européia @LIS, um programa de cooperação da UE com a América Latina que, segundo ele, é um êxito na área das novas tecnologias.
Fernandes disse que a sociedade da informação "é um efeito global", e insistiu na boa sintonia que existe entre as autoridades da UE e os Governos da América Latina.
O secretário-executivo lembrou que o governo brasileiro realiza com sucesso o programa Computador para Todos, iniciativa que pretende aproximar os setores sociais mais desfavorecidos do mundo da informática.
Fernandes também ressaltou que o Brasil avança no desenvolvimento de uma rede de centros de pesquisa integrada, além de lembrar como o processo de informatização implementado pelas autoridades brasileiras já permite conhecer os resultados eleitorais em um prazo de 24 horas.
Participaram do fórum encerrado neste sábado mais de 20 representantes --entre eles alguns ministros-- de governos da UE e da América Latina, coordenadores de programas nacionais sobre a sociedade da informação e presidentes de agências reguladoras do setor.
A reunião foi organizada pelo Governo português e a Comissão Européia com a colaboração da Agência para a Sociedade do Conhecimento (Umic) e a Associação Hispanoamericana de Centros de Pesquisa e Empresas de Telecomunicações (AHCIET).

Reino Unido e México são Exemplos do Uso da Tecnologia na Educação Pública [divulgação: Smart Board]


[texto de divulgação de um produto tecnológico, a Smart Board, para a área da educação...]
Brasil também já começa a adotar lousa digital interativa em escolas e universidades públicas
Na vanguarda da educação do futuro, governos de países como Reino Unido e México vêm desenvolvendo e apoiando projetos para levar a tecnologia para dentro da sala de aula. Afinal, a nova geração de estudantes já nasceu depois da invenção do microchip e do PC. O uso do computador, da Internet e das novas tecnologias é parte da vida destes novos alunos, que querem e precisam contar com recursos que facilitem o aprendizado e ajudem a mantê-los atentos. A SMART Technologies é uma das principais fornecedoras de tecnologia para educação em todo mundo, desempenhando um papel fundamental e de liderança na implementação das lousas digitais interativas SMART Board e no apoio a pesquisas e projetos experimentais.
No caso do Reino Unido, o SMART Board foi instalado em escolas na Inglaterra, Escócia e Gales a partir de um financiamento de 50 milhões de libras realizado nos últimos dois anos pelo Departamento para Educação e Habilidades. Hoje, das 208 Autoridades Locais, 138 contam com mais de 100 lousas SMART Board instaladas em suas escolas, o que representa 55% de market share no Reino Unido para SMART Technologies.
Já o governo do México, através da Secretaria da Educação Pública, vem conduzindo e ampliando fortemente o Enciclomedia, o maior projeto mundial de conteúdo digital e tecnologia educacional. No mês passado, a SMART Technologies anunciou que irá prover 41.116 SMART Board para a segunda fase do projeto. Das 101.853 lousas interativas adquiridas pelo governo mexicano para o Enciclomedia, 43.028 são da SMART. A proposta do projeto, que irá equipar mais de 145 mil salas de aula com investimentos de US$ 1,8 bilhão, é auxiliar no enriquecimento da experiência dos estudantes em sala de aula através do uso de produtos tecnológicos e conteúdos digitais.
O Brasil, por sua vez, também já registra alguns importantes passos na modernização de salas de aula em escolas e universidades públicas. Mangaratiba e Piraí, no Rio de Janeiro, são cidades digitais que têm o apoio da SMART no desenvolvimento de escolas-modelo com a utilização de SMART Boards. No caso de Piraí, a lousa interativa é também utilizada em projetos da prefeitura. Em São Paulo, algumas escolas públicas fazem parte de um projeto para utilização do SMART Board: a primeria da lista é a Escola Estadual Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, em Jundiaí, que já foi contemplada com a lousa.
Outros exemplos de utilização de SMART Board: Ministério da Educação, várias unidades do CEFET - Centro Federal de Educação Tecnológica, a Universidade de São Paulo, o Planetário – no Parque do Ibirapuera, em São Paulo -, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre e a Escola de Magistratura do Rio Grande do Norte.
“Apesar de ainda não haver uma ação massiva por parte dos governos municipais, estaduais e do governo federal, já há uma atenção para as inúmeras vantagens que a tecnologia pode trazer para o processo de ensino e aprendizagem. Há um forte potencial para adoção do SMART Board em escolas, universidades e empresas públicas, bem como em órgãos governamentais. Acreditamos que no futuro próximo o Brasil também terá grandes projetos na esfera pública, nos quais a lousa interativa SMART Board terá papel significativo.”, completa Claudia Scheiner, diretora executiva da Scheiner, representante exclusiva da SMART Technologies no Brasil.