blog de pesquisa sobre a inclusão digital

segunda-feira, janeiro 30

Programa de inclusão étnico-social beneficia comunidades do Engenho Velho da Federação - Projeto Roda Baiana

18/01/2006 - 23h1m
Centenas de moradores de comunidades carentes do Engenho Velho da Federação, em Salvador, em especial adolescentes e jovens, devem ser beneficiados com o projeto Roda Baiana - Um Intercâmbio Africano no Engenho Velho: Tradição e Contemporaneidade, Trabalho e Cultura, que será lançado amanhã, dia 19, às 17h, na sede do Centro de Estudos das Populações Afro-Indo-Americanas (Cepaia), no Largo do Carmo, Centro Histórico. Resultado de uma parceria pioneira entre a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), a Fundação Cultural Palmares e três terreiros de candomblé (Bogun, Tanuri Junsara e Cobre), localizados no Engenho Velho da Federação, o projeto visa a inclusão social e étnica, a capacitação para o trabalho e a tolerância religiosa na população local.
Entre as atividades propostas, destacam-se: campanha contra a violência no bairro, com elaboração de cartilhas sobre a violência; caminhada contra a violência religiosa; cursos de formação; criação de roda de capoeira para jovens; complementação escolar das crianças das escolas públicas do bairro; oficinas de rap e grafite; torneio de futebol; cursos de formação profissional como de corte e costura, bordado, culinária e inglês; curso de pré-vestibular, e cursos de inclusão digital para comunidades dos terreiros e moradores do bairro. Para tanto, está prevista a instalação de três salas de inclusão digital, com dez computadores cada, nos terreiros do Cobre, Tanuri e Bogun, além de curso completo de computação: programas, funcionamento e manutenção das máquinas.

sábado, janeiro 28

Internet fortalece relações sociais, diz pesquisa

26/01/2006
Redação
BBC Brasil
Uma pesquisa do instituto Pew Internet, com sede nos Estados Unidos, mostrou que a rede de computadores tem desempenhado um importante papel nas decisões tomadas por 60 milhões de americanos.
Seja para pedir conselhos em relação à carreira, procurar informações e ajuda sobre doenças, ou até para comprar uma casa, 45% dos americanos recorrem à internet, afirma o estudo.
O objetivo do estudo era descobrir se a redee a troca de e-mails fortaleciam relações sociais e a resposta parece ser positiva, especialmente em tempos de crise, quando as pessoas precisam mobilizar suas redes sociais.
No passado, havia dúvidas se a internet faria com que as pessoas se relacionassem menos, mas o relatório, chamado A Força das Ligações na Internet , concluiu que os e-mails suplementam, e não substituem as comunicações por outras vias.
Nova comunidade "O quanto maior, mais distante e mais diversa a rede de uma pessoa, mais importante é o e-mail", afirma Jeffrey Boase, um dos autores dorelatório.
"Você não pode telefonar pessoalmente ou visitar todos os seus amigos com frequência, mas você pode inclui-los regularmente em seus e-mails. A conclusão é de que isso é muito importante", diz ele.
O velho clichê de que em horas de crise é possível descobrir quem são seus verdadeiros amigos parece ser tão verdadeiro na internet como fora dela.
"Quando você precisa de ajuda nos dias de hoje, não é preciso convocar a cavalaria, o que você precisa é de uma grande lista de amigos", disse John Horrigan, diretor associado de pesquisas do Projeto Pew Internet.
Segundo o sociólogo Barry Wellman, co-autor do estudo, a internet está criando um novo fenômeno social, que ele chama de ascensão da rede individualista, em que os usuários da tecnologia moderna estão menos ligados a grupos locais e são, cada vez mais, parte de redes geográficas espalhadas.
"Isso cria uma nova base para comunidade. Em vez de depender apenas de uma única comunidade para apoio social, os indivíduos com frequência procuram ativamente uma variedade de pessoas e recursos apropriados para diferentes situações", disse ele.

Órgão da ONU se alia a laptop de US$ 100 em Davos

27/01/2006
Redação
IDG Now
O Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP na sigla em ingles) assinará um acordo para apoiar a organização sem fins lucrativos One Laptop Per Child, para a oferta de notebooks de 100 dólares em escolas, informou a UNDP nesta quinta-feira (26/01) durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.O acordo seráassinado no sábado (28/01) por Kemal Dervis, administrador da UNDP, e Nicholas Negroponte, idealizador do OLPC e responsável pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT).As duas aliadas devem trabalhar com parceiros locais e internacionais na oferta da nova tecnologia de inclusão digital para escolas de países em desenvolvimento.Entre os países mais interessados no projeto, segundo Negroponte, estão a Tunísia e o Brasil, que já entrou em uma fase de cooperação técnica com a equipe de Negroponte para viabilizar o notebook.O primeiro protótipo do laptop de 100 dólares foi apresentado em 16 de novembro na Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, na Tunísia.Baseada em software livre, a máquina não possui disco rígido, conta com processamento de 500 MHz, memória RAM de 128 MB, quatro portas USB e memória Flash de 500 MB. O protótipo apresentado em Tunis trazia ainda uma manivela para garantir o funcionamento em locais sem energia elétrica.Para aderir ao programa, o País interessado deve adquirir no mínimo 1 milhão de máquinas, o que representaria um investimento mínimo de 100 milhões de dólares.Em entrevista concedida esta semana ao IDG Now!, o assessor especial do Presidente da República, Cézar Avarez, informou que a iniciativa não será implementada localmente antes de 2007.

quinta-feira, janeiro 26

Decreto de Lula vai baratear compra de PCs a prazo

24/01/2006
Redação
Sociedade Brasileira de Computação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve assinar em até 15 dias um decreto que amplia as possibilidades de concessão de crédito para as empresas de varejo e, dessa forma, vai baratear o custo dos financiamentos para a compra de computadores populares pelos consumidores.
Segundo Cézar Alvarez, o assessor especial da Presidência da República responsável pelo programa 'Computador para Todos', o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e o Ministério do Desenvolvimento já deram o aval necessário para que o decreto modifique uma lei de 1962 que restringe a concessão de crédito a empresas de varejo.
O BNDES é hoje a principal fonte de financiamento a custos baixos para as empresas brasileiras e tem reservado R$ 300 milhões para a compra de PCs. A única rede de varejo que já conseguiu fechar acordo com o banco para financiar a compra de computadoresde até R$ 1.400 foi o Magazine Luiza, que nos últimos dez dias de dezembro vendeu 15 mil máquinas e chegou a ficar sem estoques.
Alvarez afirmou que outras grandes redes de varejo, como o Ponto Frio, já tentaram ter acesso a linhas de crédito semelhante, mas, de acordo com a lei 4.131/62, as empresas cujo acionista majoritário tenha residência no exterior estão proibidas de tomar empréstimos no BNDES com juros atrelados à TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo).
Restou às grandes redes de controle estrangeiro a opção de tomar empréstimos no BNDES com juros atrelados à oscilação cambial de uma cesta de moedas estrangeiras. "Apesar de ter um custo hoje semelhante ao dos empréstimos atrelados à TJLP, as linhas de crédito que oscilam com o dólar são evitadas pelos empresários, que não têm como repassar esse risco ao consumidor', afirmou Alvarez àFolha Online.
Ele lembrou que o decreto 2.133, assinado durante o governo FHC, limitou o alcance da lei 4.131/62 e permitiu que multinacionais de diversos setores pudessem ter acesso a linhas de crédito atreladas à TJLP. "O que estamos fazendo agora é apenas incluir nessa lista de exceções o setor de varejo, que tem boa parte de seu capital em mãos de estrangeiros", disse.
Ele também afirmou que o grande diferencial do Magazine Luiza no último Natal foi conseguir oferecer prestações com juros menores que os concorrentes. 'Acho que temos então de dar condições iguais de competição às empresas', disse.
Após a edição do decreto, o BNDES poderá emprestar recursos aos varejistas com um custo máximo de TJLP (hoje em 9% ao ano) mais até 6,5% (já incluída a taxa cobrada pelos bancos pelo repasse do empréstimo do BNDES).
Dessa forma, os computadores podem chegar ao consumidor com um juro de 2% a 3% ao mês, taxas bastante abaixo das praticadas no mercado.
Bancos como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil já oferecem empréstimos para a compra de computadores populares com juros de 2%. No entanto,essas linhas exigem o pagamento de uma taxa de abertura de crédito. Além disso, o cliente deve possuir cartão de crédito ou débito do BB com a bandeira Visa para tomar esse crédito na instituição. Já o empréstimo da Caixa é restrito a proprietários de conta corrente ou poupança no banco.
Internet Também nos próximos dias o Planalto espera receber do Ministério das Comunicações uma nova proposta para que as empresas de telefonia passem a oferecer tarifas mais baixas para a utilização da internet por meio de linhas discada para a população de baixa renda.
Desde o início da elaboração do programa 'Computador para Todos', o governo sempre planejou que as teles facilitassem a inclusão digital dos mais pobres cobrando apenas R$ 7,50 por 15 horas de acesso mensal à internet --em sua primeira fase o programa chamava-se 'PC Conectado'.
Essa proposta ganhou importância com as mudanças determinadas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para as tarifas da telefonia fixa. Entre março e julho, as teles deverão modificar a fórmula de cobrança das chamadas locais, com a substituição do atual sistema de pulsos por minutos.
A alteração vai baratear o custo de ligações inferiores a três minutos, mas encarecerá em 117% um ligação de dez minutos, por exemplo. Como o usuário de linha discada geralmente gasta bem mais de três minutos quando navega na internet, cresceu a importância de o governo negociar com as teles uma forma de dar um acesso mais barato para a população de baixa renda.
No ano passado, o governo não chegou a um acordo com as teles. A proposta do ministério previa o oferecimento desse tipo de serviço apenas ao mais pobres --solução que poderia ser questionada juridicamente, uma vez que a Lei Geral de Telecomunicações estabelece que o serviço não pode ser oferecido apenas a uma parcela determinada da população.
Alvarez prevê que o Ministério das Comunicações chegue a um acordo com as teles ainda no primeiro trimestre. Ele também afirma que no prazo de 12 meses transcorridos a partir da MP do Bem --editada inicialmente em julho de 2005-- os brasileiros deverão ter consumido 1 milhão de novos PCs mesmo que o acordo ainda não tenha sido fechado.

Caixa já financiou 46 mil PCs para professores

26/01/2006
Redação
IDG Now
O Proger Professor, programa de financiamento de desktops para professores criado em abril de 2000, já concedeu mais de 46 mil empréstimos para aquisição de PCs a juros baixos.A Caixa Econômica Federal informou nesta quarta-feira (25/02) que possui 50 milhões de reais disponíveis para o financiamento de computadores dentro do programa.O financiamento destina-se a educadores com renda máximade 2 mil reais, que atuam no ensino fundamental ou médio, das redes pública e privada. No Brasil, existem mais de 2,3 milhões de professores que podem se beneficiar com esse programa.De acordo com o balanço da Caixa, foram financiados 3.915 micros na região Centro Oeste, 7.640 na região Nordeste, 1.294 na região Norte, 21.733 no Sudeste e 12.248 na região Sul.A linha de crédito é uma parceria da Caixa com o Ministério do Trabalho e Emprego e utiliza recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Estima-se que aproximadamente 10 mil professores procurem por esse crédito em 2006.Para solicitar o financiamento, basta ir a uma agência da Caixa. Com uma carta de crédito na mão, o professor escolhe livremente o equipamento que quer comprar. O valor do financiamento é limitado a 3 mil reais, a serem pagos em 18 meses. O valor da prestação vai depender do preço do equipamento, mas a taxa de juros é de pouco menos de 1% ao mês.O equipamento precisa ter o certificado ISO 9000, o que garante qualidade e evita que a pessoa compre uma máquina que depois apresente problemas.

quarta-feira, janeiro 18

Dinheiro parado - Jornal Nacional

[mais uma reportagem sobre esta novela... matéria exibida no dia 06/01/2006]
Quase R$ 4 bilhões que seriam para financiar a compra de computadores em escolas, bibliotecas e hospitais estão parados nos cofres públicos. É o que concluiu uma auditoria do Tribunal de Contas da União.
São João de Meriti, Região Metropolitana do Rio. Um centro cultural para 600 mil habitantes. Gente como os pais de estudantes, com renda média de dois salários mínimos. Pesquisa lá, é feita de estante em estante.
“Apesar de o livro ser a base de tudo, a internet é uma grande ajuda”, diz uma aluna.
Lá, na biblioteca do centro cultural, estão mais de seis mil livros. A biblioteca não é informatizada e também não tem computador ligado à internet.
Na mesma situação desta biblioteca estão hospitais e 13 mil escolas públicas do Brasil. No entanto, existe dinheiro. Os R$ 3,6 bilhões do Fust, o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações.
O dinheiro do fundo, criado em 2000, vem principalmente de 1% da conta de telefone. O valor é repassado ao governo. Cerca de R$ 800 milhões por ano. Mas nem um centavo foi gasto até hoje e o Tribunal de Contas da União quis saber por quê.
A principal causa da ausência de aplicação dos recursos, segundo o relatório, é a incapacidade do governo em definir políticas e prioridades.
“Esse dinheiro ficou sendo utilizado na formação de superávit primário, nos pagamentos de encargos da dívida e nós temos que encontrar, o governo terá que encontrar um caminho de repor estes recursos e é necessário que os aproveite de forma adequada e conveniente", diz Ubiratan Aguiar, ministro do TCU.
Um dos caminhos: computadores ligados à internet em escolas, bibliotecas e hospitais.
“Ensinar as pessoas a ler e a escrever, junto com a alfabetização digital é o que nós deveríamos estar fazendo nas escolas públicas do nosso país”, defende Rodrigo Baggio, Centro para Democratização da Informática.
Dos quase R$ 4 bilhões, R$ 650 milhões já têm destino em 2006, segundo o ministro das Comunicações.
"Em princípio serão aplicados na universalização do sistema, ou seja, fazer chegar o telefone onde ele não chegou. Nós temos que fazer com que toda escola, todo hospital, todo posto de saúde, todo serviço público tenha telefone, é fundamental que isso aconteça", afirmou Helio Costa, ministro das Comunicações.

Governo leva energia e informática a regiões isoladas

17/01/2006
Redação
PT

Os ministérios da Educação e de Minas e Energia assinaram acordo com a empresa Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte do Brasil) para levar formas alternativas de energia a regiões de difícil acesso, além de projetos educacionais a áreas carentes.
A primeira a ser atendida é a chamadaAmazônia Legal, que abrange Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Roraima, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão.
O objetivo é unificar projetos para promover o crescimento socioeconômico e a melhoria da qualidade de vida das comunidades, com ações de educação, saúde e agricultura de subsistência.
O MEC participa com o Programa Nacional de Informática na Educação, da Secretaria de Educação a Distância. O objetivo é levar tecnologias da informática a escolas públicas, com a instalação de laboratórios e acesso à internet.
O programa tem a parceria com secretarias estaduais e municipais de educação, de forma descentralizada. A coordenação é federal. A operacionalização, conduzida por Estados e municípios.
Em cada unidade da Federação há uma coordenação estadual responsável por capacitar professores e dar assistência aos laboratórios. O Ministério das Comunicações doou antenas, que permitirão o acesso à internet, via rádio, para ampliar o uso da informática nas escolas atendidas em regiões isoladas.
A parceria começou no Maranhão, onde estão sendo montados laboratórios emescolas com mais de 46 alunos das comunidades distantes das cidades e sem energia elétrica.
Em dezembro do ano passado, Riacho do Meio de Cesarino, no município de Paulino Neves, ganhou o primeiro laboratório de informática em comunidades isoladas do Brasil, alimentado pelo sistemade energia solar. Lá vivem mais de 300 pessoas sem energia elétrica. O contato com a cidade é mínimo, em razão das dificuldades de acesso.
As informações são da Secretaria de Educação a Distância do MEC.

Acesso à internet cresceu 12,4% em dezembro - O Globo

18/01/2006
Redação
O Globo

O número de usuários residenciais que acessaram a internet no Brasil registrou em dezembro crescimento de 12,4% em relação ao mesmo mês de 2004. Os cerca de 12,2 milhões de internautas que acessaram de casa a internet no mês passado navegaram em média 17 horas e 59 minutos, um aumento de 34% sobre as 13 horas e 34 minutos de navegação média mensal registrada um ano antes. Os dados foram divulgados ontem pelo Ibope Inteligência, empresa do grupo Ibope que monitora os setores de mídia e consumo.
De acordo com levantamento, que analisa o comportamento dos internautas em outros dez países, o Brasil continua liderando o ranking de tempo nos acessos a partir da residência. Ou seja, ao serem comparados aos internautas de Estados Unidos, Japão, Austrália, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido, os brasileiros ficam, em média,mais tempo navegando na rede mundial de computadores.
— Quem usa conexões rápidas costuma navegar mais tempo e realizar mais tarefas do que o usuário que usa linha discada. E, hoje, cerca de 62% dos internautas ativos residenciais no país têm banda larga — afirmou o coordenadorde análise do Ibope Inteligência, Alexandre Sanches Magalhães.
O número total de pessoas com conexão residencial à internet, segundo ele, é de 19,9 milhões. O instituto não divulga dados gerais sobre os acessos do ano passado, para compará-los com os de 2004.
— Temos muita sazonalidade, e dados mais gerais poderiam provocar distorções. Em novembro, por exemplo, registram-se muitos acessos a empresas aéreas, a sites de viagens, hotéis, endereços ligados a férias. Em dezembro, isso muda. O maior número de acessos fica na categoria ocasiões especiais,na qual se enquadram os cartões de fim de ano — explicou José Calazans, analista de internet do Ibope Inteligência.
Essa sazonalidade fica evidente quando se compara, por exemplo, o crescimento das categorias de sites mais procuradas entre dezembro de 2004 e dezembro de 2005. Houvecrescimento em apenas três categorias: ocasiões especiais, automóveis e comércio eletrônico.
— A queda na maioria das categorias também foi observada nos anos anteriores, e é atribuída ao começo das férias escolares, quando uma parte dos internautas residenciais viaja e deixade usar a internet em seus domicílios — observou Magalhães.
Homens usam mais o computador em casa
No Brasil, os acessos residenciais são feitos predominantemente pelo público masculino. Em dezembro, de acordo com o instituto, 54,8% dos internautas eram homens e 45,2%,mulheres.
Os homens usaram o computador de casa no último mês de 2005, sem necessariamente acessar a internet, durante 35 horas e 42 minutos. Já as mulheres utilizaram a máquina por 22 horas e 16 minutos.
— No geral, o que temos observado é que o tempo de navegaçãocresceu, e isso se deve principalmente ao comércio eletrônico — observa Calazans.

quarta-feira, janeiro 4

Baianos têm acesso ao mundo digital


Com uma infra-estrutura montada de 120 centros públicos de acesso à informática (Infocentros) distribuídos em 56 municípios, mais de um milhão de acessos já realizados e aproximadamente 90 mil pessoas cadastradas, o programa de inclusão digital criado pelo governo baiano é um dos maiores do Brasil. Batizado de Identidade Digital, já possui recursos garantidos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza para sua ampliação em 2006, quando serão entregues novos Infocentros à população de 200 municípios.
O programa foi iniciado com a implantação do seu primeiro Infocentro no município de São Félix, no Recôncavo Baiano, em outubro de 2003. Até junho de 2005, nove destes centros funcionaram de forma piloto, servindo de experiência para que a primeira fase do programa fosse iniciada. No dia 10 de junho, o governador Paulo Souto entregou 100 Infocentros à população baiana. Na ocasião, autorizou a ampliação do programa para mais 200 municípios, totalizando o investimento de mais de R$25 milhões do governo estadual.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia, Rafael Lucchesi, destaca que o programa deverá atender a aproximadamente um milhão de baianos. “Teremos a possibilidade de chegar a aproximadamente a 500 infocentros, se forem efetivadas as emendas de bancada dos deputados federais e senadores baianos, que numa compreensão supra-partidária apoiaram a iniciativa deste amplo programa”, explica Lucchesi.
O Programa é coordenado pelas secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (SECTI) e de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (SECOMP), mas conta com diversas parcerias com outros órgãos governamentais, prefeituras e Organizações Não Governamentais (ONGs).
Capacitação
Cada infocentro possui 10 computadores equipados com softwares livres e com acesso à internet através de banda larga, mas a instalação dos equipamentos é apenas parte do programa. Além de promover o acesso gratuito à internet, o Identidade Digital possui oficinas de informática com a meta de capacitar 80 mil pessoas até 2006. Para o secretário, que também preside o Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de C&T, o objetivo dessas oficinas é “iniciar o cidadão na utilização de programas de informática e navegação na internet, através de uma formação sócio-educativa e contextualizada com a sua realidade”.
Foi numa das oficinas do programa que o estudante José Carlos Gomes da Silva, 16 anos, teve seu primeiro contato com a informática. Ele acredita que o certificado de conclusão do curso foi uma ferramenta importante para conseguir seu primeiro emprego como office boy, na Coelba.
A estudante Maiane Malaquias de Jesus, 17 anos, não freqüentou as oficinas do programa, mas acessa diariamente a internet num infocentro montado próximo a sua casa, na Chapada do Rio Vermelho, em Salvador. Ela faz um curso particular de informática e freqüenta o infocentro para atualizar e enviar seu currículo para empresas. Com isso, conseguiu uma vaga num curso de telemarketing. “Eu também venho imprimir os cartões de visita de minha mãe, que vende miçangas”, relata.
Berimbau Livre fornece softwares
O Identidade Digital utiliza softwares livres, programas de computador que possuem permissão para serem usados, copiados, distribuídos e modificados por qualquer pessoa. Além da redução dos custos, esses aplicativos oferecem maior estabilidade, liberdade de uso e uma manutenção mais simplificada. As soluções utilizadas nos infocentros foram customizadas pelo Projeto Berimbau Livre, adaptando os programas às necessidades de utilização nos centros do Identidade Digital.
O Projeto Berimbau Livre também é responsável pelo sistema de gestão, que controla os acessos, cadastros e gera todas as estatísticas e relatórios para o PID, o que permitirá avaliações do impacto do programa.