blog de pesquisa sobre a inclusão digital

sábado, novembro 25

Em visita ao Brasil, Negroponte dá 1º laptop de US$ 100 fabricado a Lula

Em visita ao país para comemorar primeira remessa de laptops educacionais, fundador do OLPC se encontra com presidente Lula.
Em visita ao Brasil para comemorar a primeira remessa de notebooks educacionais, o pesquisador Nicholas Negroponte, presidente do projeto One Laptop Per Child, se encontrará com o presidente Luís Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (24/11).
A informação sobre o encontro foi confirmada pela assessoria especial da Presidência.
Na ocasião, Negroponte deverá entregar ao presidente Lula o primeiro notebook educacional XO fabricado pela taiwanesa Quanta.
O equipamento faz parte da primeira carga de mil notebooks educacionais fabricadas pela companhia que deverá ser espalhada entre países interessados no OLPC para o desenvolvimento de aplicações regionais.
Na última semana, o pesquisador responsável pelo OLPC no Brasil, David Cavallo, confirmou ao IDG Now! que Negroponte viria ao país para comemorar as 65 primeiras máquinas a chegarem ao país para testes em instituições escolhidas pelo governo.
A reunião com o presidente, no entanto, não passava de cogitação na ocasião.
A chegada dos primeiros portáteis educacionais do OLPC estava marcada originalmente para esta última semana.
IDG Now!, Guilherme Felitti, 24 de novembro de 2006

Fust

Aquino disse que o Governo deverá liberar cerca de R$ 7 milhões da verba do Fust para a compra, até março de 2007, de 70 mil desktops que irão aparelhar os laboratórios da escola de 2º grau (10 por laboratório). Outro programa que irá se aproveitar desse recurso é de atendimento de deficientes auditivos e visuais. Estima-se que o Fundo acumule recursos em torno de R$ 5 bilhões.

Tiinside, 12 de Setembro de 2006

sexta-feira, novembro 24

Quase metade dos internautas navega com acesso público

09/10/2006 - 20h09
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da Folha Online, em Brasília

Cerca de 48% dos internautas brasileiros usam locais públicos pagos (35%) ou gratuitos (13%) para navegar. É o que revela a primeira pesquisa sobre internet pública, realizada pelo Ibope/NetRatings.

O estudo foi feito com base em 16.051 entrevistas com pessoas a partir de dez anos, em nove regiões metropolitanas do País: São Paulo, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Fortaleza, Salvador e Distrito Federal.

De acordo com a pesquisa, a classe A tem o maior percentual de usuários conectados (79% utilizam internet) mas apenas 13% navegam em locais públicos pagos e 5% os locais públicos gratuitos. Na classe B, os internautas somam 52%, entre os quais 29% utilizam locais públicos pagos e 9% gratuitos.

O acesso à internet é proporcionalmente bem menor no caso das classes C (22%) e D e E (10%). Entretanto, a navegação em locais públicos é mais freqüente entre os usuários dessas classes: 47% dos internautas de classe C navegam em locais públicos pagos e 19% em locais de acesso gratuito. Nas classes D e E, esse percentual sobe para 61% (pagos) e 28% (gratuitos).

Segundo a pesquisa, entre os usuários de acessos públicos gratuitos, com freqüência de uma ou duas vezes por semana, 33% utilizam a web para fazer atividades escolares.

Já os que navegam em locais públicos pagos, as atividades mais freqüente são de relacionamento interpessoal: 61% enviam ou recebem e-mails, 39% participam de sites de relacionamento como o Orkut, 29% enviam mensagens instantâneas e 24% participam de chats (salas de bate-papo).

O governo mantém cerca de 3,2 mil pontos de acesso gratuito à internet, por meio do projeto Gesac (Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão), além de outros programas.

A partir do próximo ano, as concessionárias de telefonia fixa terão que manter postos de serviço com no mínimo quatro terminais de acesso público à internet, ampliando a oferta desse tipo de opção para a navegação. A cobrança desse serviço será feita por meio de cartões telefônicos.
[fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/
dinheiro/ult91u111562.shtml]

sexta-feira, novembro 17

O perfil de usuário de PC no País

INTERNET
LÉO MARQUES
lmarques@grupoatarde.com.br

Pesquisa - as classes de baixa renda ainda estão distantes da inclusão digital, mas se valem das lan house para acessar a Internet

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI, em www.cgi.br/) apresentou, na semana passada, os resultados da segunda pesquisa realizada com o objetivo de traçar o perfil do usuário de computador e internet no País este ano, a TIC Domicílios 2006 (www.nic.br/indicadores/).
Em comparação com o ano passado, Salvador teve uma ligeira queda no número de residências com computador. A média, que era menor do que os 19,3% registrado em nível nacional, ficou em 12,11%. Esse valor é 3% menor do que o encontrado em 2005. “Nessas pequenas diferenças percentuais deve ser levado em conta a margem de erro da pesquisa e o crescimento da população”, explica Mariana Balboni, assessora da CGI e uma das responsáveis pela pesquisa sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação.
“Neste caso, os números podem indicar estabilidade”.
PC EM CASA – No País, a quantidade de domicílios com PC aumentou.
No ano passado, a pesquisa sobre o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) revelou que 16,6% da população tinha computadores de mesa no Brasil. Esse ano, houve um acréscimo de 2,7%.
O percentual de aumento representa mais 2,09 milhões de domicílios com computador em casa.
Com relação a população, esse incremento fica em 8,17 milhões a mais de pessoas acessando do que no ano passado. As fábricas de informática vão fechar o ano com 12 mil empregados a mais que em 2005. Só a fábrica da HP produziu este ano 200% a mais de notebooks e 100% a mais de desktops do que o ano passado.
NORDESTE – A surpresa no Nordeste ficou mesmo com a capital do Ceará, Fortaleza, que passou de terceiro lugar das capitais do Nordeste, para o primeiro lugar em percentual de computadores em casa. Da primeira pesquisa para essa segunda, a Região Metropolitana de Salvador perdeu uma posição.
A liderança no número de domicílios com PC passou para a Região Metropolitana de Fortaleza, que no ano passado tinha 8,26% e este ano já possui 14,58%.
O percentual de domicílios das regiões metropolitanas que possuem um computador mudou muito do ano passado para este ano. O Distrito Federal perdeu sua posição de líder para Curitiba, que teve um aumento expressivo de 22,87% para 35,77%.
Em São Paulo e Rio de Janeiro, houve uma inversão. A capital paulista, que tinha um percentual maior, ficou atrás do Rio, com uma diferença de mais de cinco pontos percentuais. Se for levar em conta o número de computadores domiciliares, a região metropolitana de São Paulo com certeza ganha disparada de qualquer outra região do país, dada a sua população de mais de 20 milhões de habitantes.
RENDA – Para aqueles que ganham acima de R$ 1.800, o percentual de casas com computador é ainda maior do que a apresentada no ano passado. Na primeira pesquisa 52,46% da população dessa faixa de renda possuíam um PC, hoje esse número chega a 59%.
Mas para quem ganha entre R$ 1.000 e R$ 1.800, o crescimento é mais expressivo. Passou de 22% no ano passado, para 36% este ano, provavelmente levado pela queda nos preços dos computadores. Os números também aumentaram para aqueles que ganham entre R$ 500 a R$ 1.000, passando de 7,27% para 13,73%. Para quem ganha menos, os números se mantiveram estáveis.
É o caso da operadora de Telmarketing, Vanesca Amaral, que ganha menos de R$ 500 e não pode comprar um computador porque no caso dela comprometeria muito o orçamento. Apesar disso, ela tem um computador em casa, dado pelo irmão. "Não funciona muito bem, é muito lento e costuma travar de vez em quando, mas dá pra quebrar o galho", diz.
Para este ano não foram divulgados dados sobre a relação entre nível de escolaridade e posse de computadores. Na pesquisa anterior, esses dados mostraram que 53,78% dos estudantes universitários tinham computador e, no caso de formado, o percentual subiu para 65,95%.
Para dar mais oportunidades as classes mais baixas será criado centrais de reciclagem de computadores para reutilizar mais de 300 mil PCs que são descartados por ano. Esses "elefantes brancos" vão ter suas memórias aumentadas e poderão ser utilizadas por crianças nas escolas públicas ou servir como aprendizado para montagem de peças de hardware.
PORTÁTEIS – Com relação a posse de computadores portáteis e de mão os números são pouco significativos.
Os domicílios com laptop diminuíram de 0,8% para 0,6%.
Para os computadores de mão, chamados de palmtop tiveram uma baixa ainda mais expressiva, passando de 0,4% para 0,09%, uma redução de mais de 0,3%.
Os erros na pesquisa podem chegar a 1,6% em nível nacional.
Para a coleta das informações, a CGI contou com a ajuda do IBGE.
Foram incorporadas 23 perguntas ao questionário do PENAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio).
No total foram 10,5 mil domicílios pesquisados. O relatório também se baseou na pesquisa realizada pelo PENAD com mais de 140 mil habitantes. Os resultados divulgados este ano é apenas a primeira parte da pesquisa. No primeiro semestre de 2007 será apresentada a segunda parte. Além do IBGE, o Comitê ainda fez parceria com o Ibope e a Anatel.



Custo alto impede uso da banda larga
Em relação ao acesso à internet rápida, via banda larga, a pesquisa apresentada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, indica que o custo é o maior impedimento para a maioria das pessoas que querem ter conexão veloz de suas residências.

Elas estão dispostas a pagar R$ 30 pelo serviço. Atualmente o valor da banda larga no Brasil é de, no mínimo, R$ 60.

A revolução digital ainda passa longe de muita gente. A pesquisa mostra um resultado lamentável quando se pensa no futuro do País.

Mais de 67% dos brasileiros nunca tiveram nenhum contato com a internet. Outro importante motivo pelo qual grande parte da população não tem acesso à rede mundial de computadores é a falta de cobertura por provedores nas pequenas cidades dos estados e nas favelas das grandes cidades.

FAVELAS – Das residências localizadas nas favelas, apenas 7,29% têm acesso a internet. Se Salvador possui um índice baixo, comparado à média nacional, quando se contabiliza o interior da Bahia, os números caem ainda mais e vão para 5%.

Os conjuntos habitacionais ou os locais onde não há favela próxima correspondem a mais de 42% das residências que possuem computador em casa. O percentual de computadores em favelas é de quase 9%. "Essas regiões estão condenadas a desconexão eterna", diz Rogério Santanna, conselheiro da CGI. Para ele as classes A, B e até C continuarão a aumentar o acesso a rede, mas as classes D e E permanecerão com acesso limitado.

Para Rogério, a questão central passa pela educação, já que quanto maior o nível educacional, maior a probabilidade de acesso ao computador e a internet. "É preciso fortalecer a educação básica, massificar a utilização da internet para poder resgatar as zonas escuras", diz.

Em artigo produzido por Carlos Afonso, também conselheiro da CGI, mais da metade dos municípios do País não possuem nenhum serviço de internet, nem de celular. São 21 milhões de habitantes desassistidos.

Em países da Europa, o uso da internet está muito mais disseminado e barato. Na França é cobrado pela banda larga de 2 MB de velocidade um valor de 10 euros. Na Alemanha a velocidade é ainda maior, chegando a 4 MB por 20 euros. Para se ter uma noção, o valor mais baixo que se paga pela banda larga no País é de uma velocidade 300 kbps, sendo que 1MB equivale a 1000 Kbps.

Essa alta velocidade encontrada na internet de países como França e Alemanha ainda por cima diminuem os custos de voz, já que com essa velocidade é possível uma utilização da internet para fazer ligações de qualidade a preços muito mais baixos, utilizando apenas programas de transmissão de voz baixados gratuitamente pela internet.



Nordeste tem pior taxa de acesso
O Nordeste possui o pior índice no Brasil quanto ao acesso à internet nos lares. Apenas 5,5% dos nordestinos têm acesso à rede em casa. Salvador fica com o melhor resultado da região, com 9,8%, embora em nível nacional esse número seja bem maior, chegando a 14,5% ou 13,6 milhões de internautas. Foi o que revelou a pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet (CGI) entre os meses de julho e agosto desse ano.

No ano passado, o índice da região metropolitana de Salvador era maior, com 13,3%.

O Nordeste revela outro triste dado. Mais de 77% da população nunca teve nenhum contato com a internet. Isso mostra o alto de nível de exclusão digital da população da região, que tem, com exceção do Rio Grande do Norte, mais de 50% da sua população abaixo da linha da pobreza segundo a Fundação Getúlio Vargas.

Mas não ter internet em casa não representa empecilho para muita gente, que busca alternativas como as lan houses, cibercafés ou acessam no trabalho, nos terminais públicos gratuitos (telecentros) e nas escolas.

Por isso os índices de quem usa a internet são maiores do que o de pessoas que tem PC em casa. "O habito vem primeiro, e o computador vem depois", afirma Rogério Santanna, conselheiro do CGI e secretário de Logística e Tecnologia da informação do Ministério do Planejamento. Somente a classe A tem mais computadores do que acesso à internet.

LAN HOUSES E CIBERCAFÉS – Os espaços públicos pagos, utilizados pelos internautas, já se tornaram o segundo maior em acesso de internet no Brasil, com 26%. A maioria das pessoas – 44% – usam a internet em casa. O acesso no trabalho ficou em 24%. A alta frequência nas lan houses e cibercafés, principalmente nas classes D e E, se justifica porque quanto mais baixa é a renda, mais as pessoas vão para os centros públicos.

E no caso dessas pessoas esses são muitas vezes o único meio de acessar a rede.

"A educação é fator fundamental para o aprendizado do uso da internet. Enquanto as classes menos abastadas têm que aprender a mexer na rede através de escolas de informática ou formais, as classes A e B aprendem por conta própria", revela Rogério.

Mais da metade dos domicílios cuja renda está acima de R$ 1.800 tem acesso à internet. Esse índice é 4,5% maior do que o da última pesquisa, revelando um aumento de usuários no Brasil. Levando em consideração a divisão por classes, que tem como critério a educação do chefe da família e a quantidade de utensílios domésticos, a classe B teve um aumento de mais de 3% e a classe C, crescimento de 2%.

"A desigualdade de acesso e posse refletem a desigualdade social do país", diz Mariana Balboni, responsável pela pesquisa das Tecnologias da Informação e da Comunicação. "Quanto maior fatores como renda, escolaridade, melhor local e menor idade, maior a probabilidade de se ter acesso à inter net".

A apresentação dos dados da TIC, realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, mostra que a baixa no número de internautas nas residências da classe A se deve ao um novo hábito. Em geral, tais pessoas normalmente possuem acesso fácil à internet no trabalho, e por isso não precisam acessar a rede em casa.

Os dados relativos ao tipo de acesso dos usuários da terceira idade não são muito confiáveis, já que o próprio Comitê admite que o número desse tipo de entrevistado é muito reduzido para se chegar a uma conclusão definitiva. O que é possível e quase provável, é que eles acessam mais de casa, já que muitos são aposentados. (LM)

Fonte: Jornal A Tarde, 15/11/2006, Caderno Digital

Fim do anonimato na rede?

(...)
O diretor do Centro Internacional de Estudos e Pesquisa em Cibercultura e professor da Ufba, André Lemos, concorda que a proposta não vai resolver o problema de segurança. "Os criminosos acabam encontrando outros meios para as práticas ilícitas. A lei só vai burocratizar o uso da rede, criar empecilhos que vão contra o esforço atual para a inclusão digital em um país no qual 57% da população não tem computador e 67% nunca usou a web", afirma.
(...)
Fonte: Jornal A Tarde, 15/11/2006, Caderno Digital

segunda-feira, novembro 13

Inclusão digital peruana é diferente do que a divulgada na mídia

Notícias

Por Marta Kanashiro, Caxambu (MG)
26/10/2006

Nesta quarta-feira (25), no 30 Encontro da Anpocs, o sociólogo Jean Carlo Faustino apresentou os resultados de uma pesquisa que realizou sobre o programa peruano de inclusão digital. A escolha do Peru deveu-se ao fato de seu expressivo índice de inclusão digital no contexto latino-americano: 51% contra a média de 32% dos demais países, na qual se inclui o Brasil com 31%.

Partindo desse indicador que parecia revelar um ótimo resultado de uma política pública de investimentos e instalações físicas muito mais modestas que o modelo do programa brasileiro, o sociólogo realizou um estudo para conhecer de perto esta realidade que se mostrou um pouco diferente da que era então divulgada pela mídia no Brasil.

Visitando diferentes cidades do interior do Peru e hospedando-se por uma semana no segundo piso de um estabelecimento conhecido como "cabina de acesso internet" (algo próximo das lanhouses brasileiras), o sociólogo descobriu que o sucesso do programa de inclusão digital peruano não decorre de uma política pública de Estado, mas sim, a de uma iniciativa de micro-empreendedores que fundam e administram seus estabelecimentos sem ajuda ou apoio do governo.

O sociólogo também observou que essas cabinas de acesso internet são fundadas, em sua maioria, nas seguintes bases: computadores usados, software pirata e uma sociabilidade informal de troca do conhecimento técnico específico, na qual as pessoas aprendem a utilizar o equipamento e o software na prática. Além disso, há uma realidade social bastante específica que também serviu como promotora da ampliação do número desses estabelecimentos comerciais: a alta taxa de desemprego e um expressivo número de parentes que residem no exterior.

A pesquisa, portanto, revelou que ao contrário do que se pensava, o renomado programa de inclusão digital peruano não era fruto de uma política pública de investimentos do Estado mas da iniciativa de micro-empreendedores, por vezes informais, da sociedade civil.

Por fim, o sociólogo destacou que, embora esta desmistificação tenha sido a principal conclusão de sua pesquisa, também foi possível constatar a existência de programas de inclusão digital promovidos pelo Estado. “Tratam-se de projetos voltados, sobretudo, para a população rural com características bastante singulares e que mereceriam ser alvos de uma pesquisa mais aprofundada”, sugere ele.

[fonte: www.comciencia.br/comciencia/?section=3&noticia=230]

quarta-feira, novembro 8

Números do IBGE

Sexta-Feira , 15 de Setembro de 2006

Mais computadores em casa, mais acesso à internet, mais telefones celulares. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, a PNAD, divulgada pelo IBGE, revela um brasileiro mais ligado ao mundo virtual. Por outro lado, esse retrato social e econômico do Brasil mostra um aumento de 10% no trabalho infantil e revela que um em cada 10 brasileiros com 10 anos ou mais é analfabeto.

Dividir o computador com a mãe não é fácil. Mas foi com os filhos que a pedagoga Dulce Quintanilha aprendeu as primeiras noções de informática. “Era praticamente uma excluída digital. Eles foram grande instrumento para eu começar a conhecer”.

Dulce ilustra o que a pesquisa do IBGE revela: há mais brasileiros conectados na internet. Em 2005, 18,8% das residências tinham computador – 49,2% a mais que em 2001. E o número de casas com acesso à internet aumentou 61,6%.

A inclusão digital é maior quando entram na conta os computadores fora de casa, seja no trabalho, nas escolas, em lojas ou centros de informática. Aí o total de pessoas que tiveram acesso à internet sobe para 21%: média de um em cada cinco brasileiros.

A pesquisa descobriu ainda que o rendimento do brasileiro teve a primeira alta em 10 anos. O aumento foi maior entre as mulheres (6,6%). A média mensal foi de R$ 805, mas ainda está 15% abaixo do registrado em 1996 (R$ 948).

Em 2005, houve aumento do trabalho infantil, atingindo 12,2% das crianças e adolescentes. A taxa de analfabetismo diminuiu entre as pessoas com 10 anos ou mais – de 10,5% em 2004 passou para 10,1% em 2005. Mas, segundo o IBGE, ainda é preciso investir em educação.

“Com a inserção da criança na escola, a tendência é – e a necessidade também – de diminuir a inserção dessas crianças de forma precoce, prematura, no mercado de trabalho”, disse Eduardo Nunes, presidente do IBGE.

A Pnad também mostra que em 2005, o número de telefones celulares superou o de fixos pela primeira vez.
[fonte: http://jornalhoje.globo.com/JHoje/
0,19125,VJS0-3076-20060915-242650,00.html#]

Global Mobile Awards 2007 da GSM Association

(...) A categoria "Bridging the Digital Divide" (Unindo as Divisões Digitais) se concentra nas maneiras pelas quais as comunicações móveis ajudam a melhorar a saúde, a prosperidade, a educação e a mobilidade social das pessoas, comunidades e países. Os prêmios nesta categoria incluem o Melhor Handset de Custo Ultra Baixo e o Melhor Uso de Telefonia Celular para o Desenvolvimento Social e Econômico. (...)

Fonte: The GSM Association
(http://www.prnewswire.com.br/
news/061100000016.htm)

Websites: http://www.3gsmworldcongress.com / http://www.gsmawards.com

Internet ao alcance de todos

Quarta-Feira , 08 de Novembro de 2006

O computador está mais acessível aos brasileiros que tem menor poder aquisitivo. Por causa do crédito facilitado, as vendas dispararam e houve queda de preço. Este ano, mais de 8 milhões de pessoas realizaram o sonho de ter acesso à internet de casa.

O computador por menos de R$ 2.000 e prestações em torno de R$ 100 movimentaram as lojas no primeiro semestre – 61% das vendas foram para brasileiros que compraram o primeiro computador. O destino da mercadoria, endereços simples, onde a instalação improvisada dá acesso ao mundo digital.

Pra muita gente a internet acessada pelo telefone faz parte de um passado distante. Mas pra Valdinete dos Santos, ainda é assim, porque é mais barato. Mesmo reclamando da lentidão, ela fica navegando até às 2h todos os dias. Ela gosta de pesquisar, falar com os amigos, e edita todo mês o jornal da associação comunitária do bairro. “Não dá pra imaginar a vida sem internet. Com certeza não consigo mais”, disse a estudante.

Valdinete também aproveita os conhecimentos de informática ajudando o pai, que tem um pequeno comércio. Entre os vizinhos, o computador também está mais próximo. “Quem não tem computador em casa, tem Lan House, é baratinho”.

O fato é confirmado pela pesquisa divulgada nesta quarta-feira sobre o acesso à internet. Quem ainda não tem um computador pode usar na escola ou nos centros de inclusão digital. Hoje o país já tem 16 mil telecentros. Pra quem ganha menos de R$ 350 por mês - metade da população brasileira, esse é o principal acesso à informática.

“Eles não têm disponibilidade financeira para um programa de aquisição que possa atingir massivamente essa classe social“, disse Rogério Santana, do comitê gestor da internet.
[fonte: http://jornalhoje.globo.com/JHoje/
0,19125,VJS0-3076-20061108-251427,00.html]

segunda-feira, novembro 6

Projeto quer controlar acesso à internet

06/11/2006 - 09h08

ELVIRA LOBATO
da Folha de S.Paulo, no Rio

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado votará, na próxima quarta-feira, um projeto de lei que obriga a identificação dos usuários da internet antes de iniciarem qualquer operação que envolva interatividade, como envio de e-mails, conversas em salas de bate-papo, criação de blogs, captura de dados (como baixar músicas, filmes, imagens), entre outros.

O acesso sem identificação prévia seria punido com reclusão de dois a quatro anos. Os provedores ficariam responsáveis pela veracidade dos dados cadastrais dos usuários e seriam sujeitos à mesma pena (reclusão de dois a quatro anos) se permitissem o acesso de usuários não-cadastrados. O texto é defendido pelos bancos e criticado por ONGs (Organizações Não-Governamentais), por provedores de acesso à internet e por advogados.

Os usuários teriam de fornecer nome, endereço, número de telefone, da carteira de identidade e do CPF às companhias provedoras de acesso à internet, às quais caberia a tarefa de confirmar a veracidade das informações.

O acesso só seria liberado após o provedor confirmar a identidade do usuário. Para isso, precisaria de cópias dos documentos dos internautas.

Críticas

Os provedores de acesso à internet argumentam que o projeto vai burocratizar o uso da rede e que já é possível identificar os autores de cibercrimes, a partir do registro do IP (protocolo internet) utilizado pelos usuários quando fazem uma conexão. O número IP é uma espécie de "digital" deixada pelos internautas. A partir dele, chega-se ao computador e, por conseguinte, pode-se chegar a um possível criminoso.

Principais alvos do cibercrime, os bancos e os administradores de cartões de crédito querem a identificação prévia dos internautas. O diretor de Cartões e Negócios Eletrônicos da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Jair Scalco, diz que não adianta criar leis para punir as fraudes na internet se não houver a identificação obrigatória de todos os internautas. Ele defende que os registros de todas as conexões sejam preservados por pelo menos três anos.

O projeto recebeu muitas críticas. "É uma tentativa extrema de resolver a criminalidade cibernética, que não surtirá efeito. O criminoso vai se conectar por meio de provedores no exterior, que não se submetem à legislação brasileira, ou usará laranjas [terceiros] e identidade falsa no Brasil", afirma o presidente da ONG Safernet (Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos), Thiago Tavares. A entidade é dirigida por professores da Universidade Federal da Bahia e da PUC daquele Estado.

Para Tavares, o projeto, se aprovado, irá burocratizar e restringir o acesso à internet. "Não se pode acabar com a rede, em nome da segurança, porque ela nasceu com a perspectiva de ser livre e trouxe conquistas muito grandes, como a liberdade de informação e de conexão", afirma.

Para ele, os provedores tenderão a dificultar o acesso das pessoas à rede mundial de computadores, com medo de serem responsabilizados criminalmente por atos dos usuários.

Lobby

O relator do projeto é o senador Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas Gerais. Os especialistas do setor dizem que o mentor das mudanças é o assessor de Azeredo José Henrique Portugal, ex-dirigente do Serpro, estatal federal de processamento de dados.

O presidente da ONG Safernet diz que, por trás da identificação e da certificação prévias dos usuários da internet, está o lobby das empresas de certificação digital, espécie de cartórios virtuais, que atestam a veracidade de informações veiculadas pela internet.

De acordo com ele, o projeto está na contramão da democratização do acesso à internet, ou inclusão digital, pretendida pelo governo.

[fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/
informatica/ult124u20908.shtml]

sexta-feira, outubro 27

McDonald’s fará inclusão empresarial

São Paulo, 24 de Outubro de 2006 - McInternet foi incluído no programa de governo de telecentros de negócios. O McDonald’s dará um caráter corporativo à iniciativa de inclusão digital que possui em seus estabelecimentos no Brasil.

São Paulo, 24 de Outubro de 2006 - McInternet foi incluído no programa de governo de telecentros de negócios. O McDonald’s dará um caráter corporativo à iniciativa de inclusão digital que possui em seus estabelecimentos no Brasil. Micro e pequenos empresários passarão a ter conteúdo de negócios nos terminais do projeto McInternet.
Com isso, podem a partir de lojas da cadeia de alimentação criar um e-mail para seu negócio e se cadastrar no site do programa de Telecentro de Informação e Negócios (TIN), gerenciado pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio. O usuário, em especial os sem conhecimentos sobre internet, poderão receber explicações de navegação na web dos funcionários do McDonald’s.
A importância da iniciativa está relacionada ao fato de mais de 60% dos pequenos empresários não terem conhecimentosbásicos de internet, como atestou pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
O único investimento do McDonald’s para se adaptar ao projeto será exatamente o treinamento dos empregados para que estejam preparados para atender também a esse público, pois o programa prevê que recebam instruções para colocar suas empresas na internet. "Eles poderão acessar a rede do ministério e, por exemplo, achar um fornecedor de embalagens, ao qual não teria acesso normalmente", explica o diretor de marketing da empresa, Leonardo Gentil.
O acordo entre o McDonald’s e o ministério já foi assinado e o protocolo publicado no Diário Oficial, e agora só aguarda seu lançamento oficial.
Com isso o projeto TIN, que já deu operação a cerca de 1,4 mil telecentros em todo o País e que tem planos de atingir 3 mil em pouco tempo, ganhará um importante impulso, uma vez que a McInternet atinge sozinha 19 estados, 103 cidades e 483 lanchonetes.
Com os primeiros computadores instalados em agosto de 2001, o programa McInternet foi beneficiado por compromisso de investimento conjunto e em partes iguais de US$ 20 milhões por parte do McDonald’s, da fabricante de tecnologia HP e do Banco Itaú. Os gastos foram planejados para serem feitos entre 2002 e 2007, com o objetivo da instalação de computadores. A HP é responsável pelo fornecimento e serviços de manutenção dos computadores pessoais (PC).
Após 2007, o projeto receberá só manutenção e atualizações, e exigirá muito menos dos financiadores.
Com 88% da cadeia de 544 estabelecimentos cobertos e 1,94 mil terminais em uso, o McInternet tem planos de chegar à cobertura de 95% das lojas até o próximo ano. O projeto sofreu atrasos. A expectativa era de atingir todas as lojas da cadeia no primeiro semestre de 2004.
Até setembro deste ano, a rede recebeu 4,3 milhões de cadastros pessoais, sendo que o País possui 21 milhões de pessoas em residências com acesso à internet. "Somos a maior rede particular de inclusão digital do Brasil", considera Gentil.
São atualmente 1,94 mil computadores instalados em lojas do McDonald’s, cerca de quatro por estabelecimento.
Recentemente a rede publicou um estudo com o perfil dos usuários e percebeu que a maioria é mulher (ver gráfico) e que apenas 33% deles possuem PC em casa, muitos deles chegando a ter o primeiro contato com o computador por meio da iniciativa. A faixa etária de 18 a 40 anos representa 67% da freqüência.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Carlos Eduardo Valim)
[fonte: www.gazetamercantil.com.br/soTexto.aspx?cd_noticia=
265317&vs_notfree=UIOU&vs_cd_grupo_noticia=21
]